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Aos divulgadores
espíritas, oferecemos um apanhado luminoso de orientações superiores,
verdadeiro farol nesta área nem sempre plana e fácil. Divulgar a Doutrina
é preciso... mas, de que forma? Qual a melhor forma? Com dinheiro? Com
exemplos?
Para não errar, orientemo-nos pela palavra dos Mensageiros de Jesus.
A
CORAGEM DA FÉ
"Aproxima-se a hora em que te
será necessário apresentar o Espiritismo qual ele é, mostrando a todos
onde se encontra a verdadeira doutrina ensinada pelo Cristo. Aproxima-se a
hora em que, à face do céu e da Terra, terás de proclamar que o
Espiritismo é a única tradição verdadeiramente cristã e a única
instituição verdadeiramente divina e humana. Ao te escolherem, os
Espíritos conheciam a solidez das tuas convicções e sabiam que a tua fé,
qual muro de aço, resistiria a todos os ataques. Entretanto, amigo, se a
tua coragem ainda não desfaleceu sob a tarefa tão pesada que aceitaste,
fica sabendo que foste feliz até ao presente, mas que é chegada a hora das
dificuldades. Sim, caro Mestre, prepara-se a grande batalha; o fanatismo e
a intolerância, exacerbados pelo bom êxito da tua propaganda, vão
atacar-te e aos teus com armas envenenadas. Prepara-te para a luta."
(Allan Kardec, mensagem para, Paris, 14 de setembro de 1863, in Obras
Póstumas).
RECURSOS
MATERIAIS
Perguntou-me alguém certo
dia, sem curiosidade, bem entendido, por mero interesse pela coisa em si,
o que eu faria de um milhão de francos, se o tivesse. Respondi-lhe que,
presentemente, o emprego dessa soma teria de ser totalmente diverso do que
houvera sido no princípio. Outrora, eu com ela teria feito a propaganda,
mediante larga publicidade; agora, reconheço que isso seria inútil, pois
que os nossos adversários se encarregaram de custeá-la. Não me pondo então
à disposição grandes recursos, os Espíritos quiseram provar que o
Espiritismo devia seus triunfos à sua própria força.
«Hoje, ampliado como está o horizonte e quando, sobretudo, o futuro se
desdobrou, são de ordem muito diferente as necessidades que se fazem
sentir. Um capital, como o figurado, teria emprego mais útil. Sem entrar
em pormenores que seriam prematuros, direi apenas que uma parte se
destinaria a converter a minha propriedade numa casa especial de retiro
espírita, cujos habitantes colheriam os benefícios da nossa doutrina
moral; outra a constituir uma renda inalienável, destinada: 1º a manter o
estabelecimento; 2º a assegurar uma existência independente àquele que me
sucedesse e aos que o ajudassem no desempenho da sua missão; 39 a atender
às necessidades correntes do Espiritismo, sem os riscos de auxílios
eventuais, como sou obrigado a fazer, pois que a maior parte de seus
recursos decorrem do meu trabalho, que terá termo.
«Aí está o que eu faria; mas, se tal satisfação não me é dada, sei que, de
um modo ou de outro, os Espíritos que dirigem o movimento proverão a todas
as necessidades em tempo oportuno. Por isso, de forma nenhuma me inquieto
e só me ocupo com o que, para mim, é o essencial: o acabamento dos
trabalhos que me restam por terminar.» (Allan Kardec e a nova
constituição, in Obras Póstumas).
NA PROPAGANDA
DA FÉ
Per 361 – Na propaganda da
fé, é justo que os espíritas ou os médiuns estejampreocupados em converter
aos princípios da Doutrina os homens de posição destacada no mundo, como
os juízes, os médicos, os professores, os literatos, os políticos, etc.?
Emmanuel - Os espiritistas cristãos devem pensar
muito na iluminação de si mesmos, antes de qualquer prurido, no intuito de
converter os outros. E, ao tratar-se dos homens destacados no
convencionalismo terrestre, esse cuidado deve ser ainda maior, porquanto
há no mundo um conceito soberano de “força” para todas as criaturas que se
encontram nos embates espirituais para a obtenção dos títulos de
progresso. Essa “força” viverá entre os homens até que as almas humanas se
compenetrem da necessidade do reino de Jesus em seu coração, trabalhando
por sua realização plena. Os homens do poder temporal, com exceções,
muitas vezes aceitam somente os postulados que a “força” sanciona ou os
princípios com que a mesma concorda. Enceguecidos temporariamente pelos
véus da vaidade e da fantasia, que a “força” lhes proporciona, faz-se
mister deixa-los em liberdade nas suas experiências. Dia virá em que
brilharão na Terra os eternos direitos da verdade e do bem, anulando essa
“força” transitória. Ainda aqui, tendes o exemplo do Divino Mestre para
todos os tempos, não teve a preocupação de converter ao Evangelho os
Pilatos e os Ãntipas do seu tempo. Além do mais, o Espiritismo, na sua
feição de Cristianismo redivivo, não deve nutrir a pretensão de disputar
um lugar no banquete dos Estados do mundo, quando sabe muito bem que a sua
missão divina há de cumprir-se junto das almas, nos legítimos fundamentos
do Reino de Jesus. (De “O CONSOLADOR”, Emmanuel, FCXavier)
PROPAGANDA
ESPÍRITA
Emmanuel - "Decerto que a
Doutrina Espírita é luz da Vida Maior, acenando às criaturas aprisionadas
na sobra da experiência terrestre, para que despertem e vivam...
Flama de verdade eterna a desfraldar-se, vitoriosa, reconstitui o
Cristianismo em sua simplicidade, exumando o Evangelho das cinzas a que
foi sentenciado pela incúria da tradição e pela casuística do
sacerdócio...
Por isso mesmo, todas as suas atividades puras são nobres e respeitáveis,
seja na pompa fenomênica da experimentação multiforme em que o terreno das
convicções sadias surge corretamente pavimentado para a segurança da fé,
ou seja, em sua exposição filosófico-religiosa, em que a Justiça Divina se
destaca, triunfante, alicerçada na soberania do discernimento e da
lógica...
Ainda assim, é preciso considerar que toda idéia salvadora reclama arautos
que lhe substancializem as lições e o Espiritismo não pode efetivamente
fugir à regra.
Se foste, desse modo, chamado a servi-lo, em favor dos companheiros de
Humanidade que clamam em desalento, por novas florações de fraternidade e
esperança, não olvides que não te basta ao êxito nos compromissos
abraçados a mera atitude intelectual dos que se convenceram quanto à
imortalidade além-túmulo.
É imprescindível te faças o pregoeiro diligente das realidades redentoras
que te enriquecem o modo de ser, motivo pelo qual apenas a tua própria
renovação para o bem será mensagem convincente para quantos te observam a
vida.
Versarás brilhantemente, os temas da Eternidade, discutirás com fervor,
induzindo o próximo à modificação de pontos de vista, contemplarás,
deslumbrado, as mais sublimes doações do Céu à Terra e guardarás contigo
abençoadas certezas do espírito no rumo do amanhã que se te descerra
divino, entretanto, só o teu próprio exemplo, ao clarão dos princípios que
esposas, valorizará com segurança os recursos de que disponhas no campo de
tua fé, porquanto somente a Luz na própria vida é linguagem
suficientemente clara e exata para conduzir aos outros a Luz que o Senhor,
através de nós, se propõe, generoso a cultivar e estender. (Emmanuel, de
"Doutrina De Luz", Francisco Cândido Xavier).
DIVULGAÇÃO
ESPÍRITA
Emmanuel - "Quanto mais se
aperfeiçoam no mundo as normas técnicas da civilização, mais imperiosas se
fazem as necessidades do intercâmbio espiritual.
À vista disso, nos mecanismos de propaganda, em toda parte, os mostruários
do bem e do mal se misturam, estabelecendo facilitários para a aquisição
de sombra e luz.
Nesse concerto de forças que se entrechocam nas praias da divulgação, em
maré crescente de novidades ideológicas, através das ondas de violentas
transformações, a Doutrina Espírita é o mais seguro raciocínio, garantindo
a alfândega da lógica destinada à triagem correta dos produtos do cérebro
humano com vistas ao proveito comum.
Daí a necessidade da divulgação constante dos valores espirituais, sem o
ruído da indiscrição, mas sem o torpor do comodismo.
Serviço de sustentação do progresso renovador.
Quanto puderes, auxilia a essa iniciativa benemérita de preservação e
salvamento.
Auxilia a página espírita esclarecedora, a transitar no veículo das
circunstâncias, a caminho dos corações desocupados de fé, à maneira de
semente bendita que o vento instala no solo devoluto e que amanhã se
transformará em árvore benfeitora.
Ampara o livro espírita em sua função de mentor da alma, na cátedra do
silêncio.
Prestigie o templo espírita com o respeito e a presença, com o
entendimento e a cooperação, valorizando-lhe cada vez mais a missão de
escola para a Vida Superior.
Como possas e quanto possas relaciona as bênçãos que já recebeste da Nova
Revelação, reanimando e orientando os irmãos do caminho.
Disse-nos Jesus: - “Não coloques a lâmpada sob o alqueire”.
Podes e deves expor a tua idéia espírita, através da vitrine do exemplo e
da palavra, na loja de tua própria vida, para fazê-la brilhar."
---
(Do livro Cura - Autores Diversos - Psicografia de Francisco Cândido
Xavier)
A DIVULGAÇÃO
ESPÍRITA
André Luiz - "Há companheiros
que se dizem contrários à divulgação espírita.
Julgam vaidade o propósito de se lhe exaltar os méritos e agradecer os
benefícios nas iniciativas de caráter público.
Para eles, o Espiritismo fala por si e caminhará por si.
Estão certos nessa convicção mas isso não nos invalida o dever de
colaborar na extensão do conhecimento espírita com o devotamento que a boa
semente merece do lavrador.
- O ensino exige recintos
para o magistério.
O Espiritismo deve ser apresentado por seus profitentes em sessões
públicas.
- A cultura reclama publicações.
O Espiritismo tem a sua alavanca de expansão no livro que lhe expõe os
postulados.
- A arte pede representações.
O Espiritismo não dispensa as obras que lhe exponham a grandeza.
- A indústria requisita produção que lhe demonstre o valor.
O Espiritismo possui a sua maior força nas realizações e no exemplo dos
seus seguidores, em cujo rendimento para o bem comum se lhe define a
excelência.
Não podemos relaxar a educação espírita, desprezando os instrumentos da
divulgação de que dispomos a fim de estendê-la e honorificá-la.
Allan Kardec começou o trabalho doutrinário publicando as obras da
codificação e instituindo uma sociedade promotora de reuniões de palestras
públicas, uma revista e uma livraria para a difusão inicial da Revelação
Nova.
Mas não é só.
Que Jesus estimou a publicidade, não para si mesmo, mas para o Evangelho,
é afirmação que não sofre dúvida.
Para isso, encetou a sua obra aliciando doze agentes respeitáveis para lhe
veicularem os ensinamentos e ele próprio fundou o cristianismo através de
assembléias públicas.
O "ide e pregai" nasceu-lhe da palavra recamada de luz.
E compreendendo que a Boa Nova estava ameaçada pela influência judaizante
em vista da comunidade apostólica confinar-se de modo extremo aos
preceitos do Velho Testamento, após regressar às Esferas Superiores,
comunicou-se numa estrada vulgar, chamando Paulo de Tarso para
publicar-lhe os princípios junto à gentilidade a que Jerusalém jamais se
abria.
Visto isso, não sabemos como estar no Espiritismo sem falar nele ou, em
outras palavras, se quisermos preservar o Espiritismo e renovar-lhe as
energias, a benefício do mundo, é necessário compreender-lhe as
finalidades de escola e toda escola para cumprir seu papel precisa
divulgar." (André Luiz, Opinião Espírita, cap. 37, FCXavier, Editora CEC)
DIVULGAÇÃO ESPÍRITA
Bezerra de Menezes: "...efetivamente , as vossas responsabilidades no
plano terrestre vos concitam a trabalho árduo no que se refere à
implantação das idéias libertadoras da Doutrina Espírita a que fomos
traduzidos a servir.
...em verdade, nós outros, os amigos desencarnados, até certo ponto, nos
erigimos nos companheiros da inspiração, mas as realidades objetivas são
vossas, enquanto desfrutardes as prerrogativas da encarnação.
...compreendamos que a vossa tarefa na divulgação do Espiritismo é ação
gigantesca, de que não vos será licito desertar.
Nesse aspecto do assunto, urge considerarmos o impositivo da distribuição
eqüitativa e plena dos valores espirituais, tanto quanto possível, em
benefício de todos.
...devotemo-nos à cúpula, de vez que em qualquer edificação o teto é a
garantia da obra, no entanto, é forçoso recordar que a estrutura e o piso
são de serventia preciosa, cabendo-lhes atender à vivência de quantos
integram no lar a composição doméstica.
Em Doutrina Espírita, encontramos a Terra toda por lar de nossas
realizações comunitárias e, por isso mesmo, a cúpula das idéias é
conclamada e benéfica, em auxílio da coletividade.
...não vos isoleis em qualquer pontos de vista, sejam eles quais forem.
...estudai todos os temas da Humanidade e ajustai-vos ao progresso cujo
carro prossegue em marcha irreversível.
...observai tudo e selecionai os ingredientes que vos pareçam necessários
ao bem geral.
Nem segregação sistemática na cultura acadêmica, nem reclusão absoluta nas
afirmativas do sentimento.
...vivemos um grande minuto na existência planetária no qual a civilização
para sobreviver há de alçar o coração ao nível do cérebro e controlar o
cérebro, de tal modo, que o coração não seja sufocado pelas aventuras da
inteligência.
Equilíbrio e justiça.
Harmonia e compreensão.
Nesse sentido, saibamos orientar a palavra espírita, no rumo do
entendimento fraternal.
...todos necessitamos de luz renovadora.
Imperioso saber conduzi-la, através das tempestades que sacodem o mundo de
hoje, em todos os distritos da opinião.
...congreguemo-nos todos na mesma formação de trabalho, conquanto se faça
imprescindível a sustentação de cada um no encargo que lhe compete.
Nenhuma inclinação à desordem, a pretexto de manter coesão, e nenhum
endosso à violência sob a desculpa de progresso.
...todos precisamos penetrar no conhecimento da responsabilidade de viver
e sentir, pensar e fazer.
...os melhores necessitam do Espiritismo para não perder o seu próprio
gabarito nos domínios da elevação.
Os companheiros da retaguarda evolutiva necessitam dele para se alterarem
de condição.
Os felizes reclamam-lhe o amparo, a fim de não se desmandarem nas
facilidades que transitoriamente lhes enfeitam as horas.
Os menos felizes pedem-lhe o socorro, a fim de se apoiarem na certeza do
futuro melhor.
Os mais jovens solicitam-lhe os avisos para se organizarem perante a
experiência que lhes acena ao porvir e os companheiros amadurecidos na
idade física esperam-lhe o auxílio para suportarem com denodo e proveito
as lições que o mundo lhes reserva na hora crepuscular.
...tendes convosco todo um mundo de realizações a mentalizar, preparar,
levantar, construir.
...não nos iludamos.
Hoje dispondes da ação, do corpo que envergais; amanhã seremos nós, os
amigos desencarnados, que vos substituiremos na arena do serviço.
A nossa interdependência é total.
...ante a imortalidade, estejamos convencidos de que voltaremos sempre à
retaguarda para corrigir-nos, retificando os erros que tenhamos, acaso,
perpetrado.
Mantenhamo-nos vigilantes.
...Jesus na Revelação e Kardec no Esclarecimento resumem para nós códigos
numerosos de orientação e conduta.
Estamos ainda muito longe de qualquer superação, à frente de um e de
outro, porque, realmente, os objetivos essenciais do Evangelho e da
Codificação do Espiritismo exigem ainda muito esforço de nossa parte para
serem, por fim, atingidos.
...reflitamos: sem comunicação não teremos caminho.
...estudemos e revisemos todos os ensinos da Verdade, aprendendo a criar
estradas espirituais de uns para os outros.
Estradas que se pavimentem na compreensão de nossas necessidades e
problemas em comum, a fim de que todas as nossas indagações e questões
sejam solucionadas com eficiência e segurança.
...sem intercâmbio não evoluiremos: sem debate, a lição estanque no poço
da inexperiência, até que o tempo lhe imponha a renovação.
...trabalhemos servindo e sirvamos estudando e aprendendo. E guardemos a
convicção de que, na Bênção do Senhor, estamos e estaremos todos reunidos
uns com os outros, hoje quanto amanhã, agora e sempre. (Bezerra de
Menezes, mensagem recebida em 6.12.1969, psicografia Chico Xavier - Livro
"Bezerra, Chico e Você")
A propaganda
doutrinária é a necessidade imediata do Espiritismo?
Per 218 – A propaganda
doutrinária para a multiplicação dos prosélitos é a necessidade imediata
do Espiritismo?
Emmanuel - De modo algum. A direção do Espiritismo, na sua feição do
Evangelho redivivo, pertence ao Cristo e seus prepostos, antes de qualquer
esforço humano, precário e perecível. A necessidade imediata dos arraiais
espiritistas é a do conhecimento e aplicação legítima do Evangelho, da
parte de todos quantos militam nas suas fileiras, desejosos de luz e de
evolução. O trabalho de cada um na iluminação de si mesmo deve ser
permanente e metodizado.
Os fenômenos acordam o espírito adormecido na carne, mas não fornecem as
luzes interiores, somente conseguidas à custa de grande esforço e trabalho
individual. A palavra dos guias e mentores do Além ensina, mas não pode
constituir elementos definitivos de redenção, cuja obra exige de cada um
sacrifício e renúncias santificantes, no laborioso aprendizado da vida.
(Emmanuel, in O Consolador, IV ILUMINAÇÃO).
Palavra aos
espíritas
Emmanuel - "Espiritismo
revivendo o Cristianismo — eis a nossa responsabilidade.
Como outrora Jesus revelou a Verdade em amor, no seio das religiões
bárbaras de há dois mil anos, usando a própria vida como espelho do
ensinamento de que se fizera veículo, cabe agora ao Espiritismo
confirmar-lhe o ministério divino, transfigurando-lhe as lições em serviço
de aprimoramento da Humanidade.
Espíritas!
Lembremo-nos de que templos numerosos, há muitos séculos, falam dEle,
efetuando porfiosa corrida ao poder humano, olvidando-lhe a abnegação e a
humildade. E porque não puderam acomodar-se aos imperativos do Evangelho,
fascinados que se achavam pela posse da autoridade e do ouro, erigiram
pedestais de intolerância para si mesmos.
Todavia, a intolerância é a matriz do fratricídio, e o fratricídio é a
guerra de conquista em ação. E a lei da guerra de conquista é o império da
rapina e do assalto, da insolência e do ódio, da violência e da crueldade,
proscrevendo a honra e aniquilando a cultura, remunerando a astúcia e
laureando o crime, acendendo fogueiras e semeando ruínas em rajadas de
sangue e destruição.
Somos, assim, chamados à tarefa da restauração e da paz, sem que essa
restauração signifique retorno aos mesmos erros e sem que essa paz traduza
a inércia dos pântanos.
É imprescindível estudar educando, e trabalhar construindo.
Não vos afasteis do Cristo de Deus, sob pena de converterdes o fenômeno em
fator de vossa própria servidão às cidadelas da sombra, nem algemeis os
punhos mentais ao cientificismo pretensioso.
Mantende o cérebro e o coração em sincronia de movimentos, mas não vos
esqueçais de que o Divino Mestre superou a aridez do raciocínio com a água
viva do sentimento, a fim de que o mundo moral do homem não se transforme
em pavoroso deserto.
Aprendamos do Cristo a mansidão vigilante.
Herdemos do Cristo a esperança operosa.
Imitemos do Cristo a caridade intemerata.
Tenhamos do Cristo o exemplo resoluto.
Saibamos preservar e defender a pureza e a simplicidade de nossos
princípios.
Não basta a fé para vencer. É preciso que a fidelidade aos compromissos
assumidos se nos instale por chama inextinguível na própria alma.
Nem conflitos estéreis.
Nem fanatismo dogmático.
Nem tronos de ouro.
Nem exotismos.
Nem perturbação fantasiada de grandeza intelectual.
Nem bajulação às conveniências do mundo.
Nem mensagens de terror.
Nem vaticínios mirabolantes.
Acima de tudo, cultuemos as bases codificadas por Allan Kardec, sob a
chancela do Senhor, assinalando-nos as vidas renovadas, no rumo do Bem
Eterno.
O Espiritismo, desdobrando o Cristianismo, é claro como o Sol.
Não nos percamos em labirintos desnecessários, porqüanto ao espírita não
se permite a expectação da miopia mental.
Sigamos, pois, à frente, destemerosos e otimistas, seguros no dever e
leais à própria consciência, na certeza de que o nome de Nosso Senhor
Jesus-Cristo está empenhado em nossas mãos." (Emmanuel, in Religião dos
Espíritos, 27, FCXavier)
DOUTRINA
ESPÍRITA
Emmanuel - "Toda crença é
respeitável.
No entanto, se buscaste a Doutrina Espírita, não lhe negues fidelidade.
Toda religião é sublime.
No entanto, só a Doutrina Espírita consegue explicar-te os fenômenos
mediúnicos em que toda religião se baseia.
Toda religião é santa nas intenções.
No entanto, só a Doutrina Espírita pode guiar-te na solução dos problemas
do destino e da dor.
Toda religião auxilia.
No entanto, só a Doutrina Espírita é capaz de exonerar-te do pavor
ilusório do inferno, que apenas subsiste na consciência culpada.
Toda religião é conforto na morte.
No entanto, só a Doutrina Espírita é suscetível de descerrar a
continuidade da vida, além do sepulcro.
Toda religião apregoa o bem como preço do paraíso aos seus profitentes.
No entanto, só a Doutrina Espírita estabelece a caridade incondicional
como simples dever.
Toda religião exorciza os Espíritos infelizes.
No entanto, só a Doutrina Espírita se dispõe a abraçá-los, como a doentes,
neles reconhecendo as próprias criaturas humanas desencarnadas, em outras
faixas de evolução.
Toda religião educa sempre.
No entanto, só a Doutrina Espírita é aquela em que se permite o livre
exame, com o sentimento livre de compressões dogmáticas, para que a fé
contemple a razão, face a face.
Toda religião fala de penas e recompensas.
No entanto, só a Doutrina Espírita elucida que todos colheremos conforme a
plantação que tenhamos lançado à vida, sem qualquer privilégio na Justiça
Divina.
Toda religião erguida em princípios nobres, mesmo as que vigem nos outros
continentes, embora nos pareçam estranhas, guardam a essência cristã.
No entanto, só a Doutrina Espírita nos oferece a chave precisa para a
verdadeira interpretação do Evangelho.
Porque a Doutrina Espírita é
em si a liberalidade e o entendimento, há quem julgue seja ela obrigada a
misturar-se com todas as aventuras marginais e com todos os exotismos, sob
pena de fugir aos impositivos da fraternidade que veicula.
Dignifica, assim, a Doutrina que te consola e liberta, vigiando-lhe a
pureza e a simplicidade, para que não colabores, sem perceber, nos vícios
da ignorância e nos crimes do pensamento.
«Espírita» deve ser o teu caráter, ainda mesmo te sintas em reajuste,
depois da queda.
«Espírita» deve ser a tua conduta, ainda mesmo que estejas em duras
experiências.
«Espírita» deve ser o nome de teu nome, ainda mesmo respires em aflitivos
combates contigo mesmo.
«Espírita» deve ser o claro adjetivo de tua instituição, ainda mesmo que,
por isso, te faltem as passageiras subvenções e honrarias terrestres.
Doutrina Espírita quer dizer Doutrina do Cristo. E a Doutrina do Cristo é
a doutrina do aperfeiçoamento moral em todos os mundos.
Guarda-a, pois, na existência, como sendo a tua responsabilidade mais
alta, porque dia virá em que serás naturalmente convidado a prestar-lhe
contas." (Emmanuel, in Religião dos Espíritos, 80, FCXavier)
NA
PROPAGANDA
André Luiz - "Escudar-se na humildade constante, ao desenvolver qualquer
atividade de propaganda doutrinária, evitando alarde, sensacionalismo,
demonstrações publicitárias pretensiosas ou métodos de ação suscetíveis de
perturbar a tranqüilidade pública.
Sem orientação segura, não há propaganda produtiva.
Com critério e temperança, estender a propaganda libertadora dos
postulados espíritas até ao recesso das penitenciárias e das colônias de
isolamento sanitário, sem depreciar crenças ou sentimentos.
Os mais doentes requerem maior ajuda. Incentivar o intercâmbio fraterno
entre as pessoas e as organizações doutrinárias, através de cartas e
publicações, livros e mensagens, visitas e certames especializados,
buscando a unificação das tarefas e o esclarecimento comum.
A permuta de experiências equilibra o progresso geral.
Pelo rádio ou pela imprensa leiga, não se estender demasiadamente, a fim
de não afastar o aprendiz incipiente.
A Doutrina deve ser ministrada em pequenas porções.
Para não se desviar das finalidades espíritas, selecionar, com ponderação
e bom senso, os meios usados na propaganda, mormente aqueles que se
relacionem com atividades comerciais ou mundanas.
Torna-se inútil a elevação dos objetivos, sempre que haja rebaixamento
moral nos meios.
Usar com prudência ou substituir toda expressão verbal que indique
costumes, práticas, idéias políticas, sociais ou religiosas, contrárias ao
pensamento espírita, quais sejam sorte, acaso, sobrenatural, milagre e
outras, preferindo-se, em qualquer circunstância, o uso da terminologia
doutrinária pura.
Uma palavra inadequada pode macular a bandeira mais nobre.
Arredar de si qualquer ansiedade, no tocante à modificação rápida do ponto
de vista dos companheiros.
A fé significa um prêmio da experiência.
Conquanto precisemos batalhar incansavelmente no esclarecimento geral,
usando processos justos e honestos, não esquecer que a propaganda
principal é sempre aquela desenvolvida pelos próprios atos da criatura,
através da exemplificação eloqüente de nossa reforma íntima, nos padrões
do Evangelho.
A Doutrina Espírita prescinde do proselitismo de ocasião. (André Luiz, in
Conduta Espírita, W. Vieira)
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