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O
TRATAMENTO DAS DOENÇAS E O ESPIRITISMO
1 - O
Espiritismo pode contribuir para o tratamento das doenças?
Emmanuel - A doutrina Espírita, expressando o Cristianismo
Redivivo, não apenas descortina os panoramas radiantes da
imortalidade, ante o grande futuro, mas é igualmente luz
para o homem, a clarear-lhe o caminho; desse modo,
desempenha função específica no tratamento das doenças que
fustigam a Humanidade, por ensinar a medicina da alma, em
bases no amor construtivo e reedificante.
Nas trilhas da experiência terrestre, realmente, a cada
trecho, surpreendemos desequilíbrios, a se exprimirem por
enfermidades individuais ou coletivas.
2 - Existe uma patologia da alma?
Emmanuel - Mágoas, ressentimentos, desesperos, atritos e
irritações entretecem crises do pensamento, estabelecendo
lesões mentais que culminam em processos patológicos, no
corpo e na alma, quando não se convertem, de pronto, em
pábulo da loucura ou em sombra da morte.
3 - Por que acontece assim?
Emmanuel - Isso acontece porque milhões de criaturas,
repostas no lar, recapitulam amargosas e graves
experiências, junto àqueles que atormentaram outrora ou
que outrora lhes foram implacáveis verdugos;
metamorfoseados em companheiros que, às vezes, trazem o
nome de pais e figuram-se adversários intransigentes;
responderam por filhos e mais se assemelham a duros
algozes dos corações afetuosos que lhes deram o tesouro do
berço; carregam a certidão de esposos e parecem forçados,
em algemas duplas na pedreira do sofrimento; fazem-se
conhecidos por titulares da parentela e exibem-se, à
feição de carrascos tranqüilos.
4 - Como classificar o reduto doméstico, onde se reúnem
sob os mesmos interesses e sob o mesmo sangue os inimigos
de existências passadas?
Emmanuel - Do ponto de vista mental,os adversários do
pretérito, reencarnados no presente, expandem entre si
tamanha carga vibratória de crueldade e rebeldia, que
transfiguram o ninho familiar em furna, minado por
miríades de raios destrutivos de azedume e aversão.
5 - Qual o papel dos princípios espíritas diante dos
conflitos familiares?
Emmanuel - Diante dos conflitos familiares, surgem os
princípios espíritas por medicação providencial.
6 - Qual o ponto fundamental do socorro espírita nos males
de origem doméstica?
Emmanuel - Claramente, na educação individual e,
evidenciando a reencarnação, destaca o impositivo da
tolerância mútua, por terapêutica espiritual imediata, a
fim de que os pontos nevrálgicos do indivíduo ou do grupo
sejam definitivamente sanados.
7 - Como classificam a Doutrina Espírita as pessoas
difíceis da convivência ou da consangüinidade?
Emmanuel - A Doutrina Espírita, proclamando o entendimento
fraterno por medida inalienável, perante os ajustes
precisos, cataloga os irmãos transviados na ficha dos
enfermos carecentes de compaixão e socorro.
8 - Como funcionam os ensinamentos espíritas na cura dos
males que infelicitam as criaturas humanas?
Emmanuel - Os ensinamentos espíritas, despertando a mente
para a necessidade do trabalho e do estudo espontâneo,
preparam a criatura em qualquer situação, para a obra do
aperfeiçoamento próprio e desvelando a continuidade da
vida, para lá da morte, patenteiam ao raciocínio de cada
um que a individualidade não encontrará, além-túmulo,
qualquer prerrogativa e sim a felicidade ou o infortúnio
que construiu para si mesma, através daquilo que fez aos
semelhantes.
9 - A caridade pode auxiliar nas curas dos males humanos?
Emmanuel - Fácil verificar, assim, que a Doutrina Espírita
encerra a filosofia do pensamento reto, por agente
preservativo da saúde moral, e consubstancia a religião
natural do bem, cujas manifestações definem a caridade por
terapêutica de alívio e correção de todos os males que
afligem a existência.
10 - Em que fórmulas essenciais se baseiam a terapêutica
espírita?
Emmanuel - Com os ensinamentos espíritas aprendemos que os
atos de bondade, ainda os mais apagados e pequeninos, são
plantações de alegrias eternas e que o perdão
incondicional das ofensas é a fórmula santificante para
supressão da dor e renovação do destino.
11 - Quais são os medicamentos do espírito?
Emmanuel - Nas atividades espíritas, colhemos do
magnetismo sublimados benefícios imediatos, seja no clima
do passe, sob o influxo da oração, ou no culto sistemático
do Evangelho no lar, por intermédio dos quais, benfeitores
e amigos desencarnados nos reequilibram as forças, através
da inspiração elevada, apaziguando-nos os pensamentos, ou
se valem de recursos mediúnicos esparsos no ambiente, a
fim de nos propiciarem socorro à alma aflita ou às
energias exaustas.
Se abraçastes, pois, a Doutrina Espírita, perlustra-lhes
os ensinos e compreenderás que a humildade e a
benevolência, o serviço e a abnegação, a paciência e a
esperança, a solidariedade e o otimismo são medicamentos
do Espírito, transformando lutas em lições e dificuldades
em bênçãos, porque no fundo de cada esclarecimento e de
cada mensagem consoladora, que te fluem da inspiração,
ouvirás a palavra do Cristo: “Amai-vos uns aos outros como
eu vos amei”.
EMMANUEL
(Do livro “Leis Do Amor”, Francisco Cândido Xavier E Waldo
Vieira) Fonte: Universo Espírita
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1 - A
invasão microbiana está vinculada a causas espirituais?
André Luiz - Excetuados os quadros infecciosos pelos quais
se responsabiliza a ausência da higiene comum, as
depressões criadas em nós por nós mesmos, nos domínios do
abuso de nossas forças, seja adulterando as trocas vitais
do cosmo orgânico pela rendição ao desequilíbrio, seja
estabelecendo perturbações em prejuízo dos outros,
plasmam, nos tecidos fisiopsicossomáticos que nos
constituem o veículo de expressão, determinados campos de
rutura na harmonia celular.
Verificada a disfunção, toda a zona atingida pelo
desajustamento se torna passível de invasão microbiana,
qual praça desguarnecida, porque as sentinelas naturais
não dispõem de bases necessárias à ação regeneradora que
lhes compete, permanecendo, muitas vezes, em derredor do
ponto lesado, buscando delimitar-lhe a presença ou
jugulhar-lhe a expansão.
Desarticulado, pois, o trabalho sinérgico das células
nesse ou naquele tecido, aí se interpõem as unidades
mórbidas, quais as do câncer, que, nesta doença, imprimem
acelerado ritmo de crescimento a certos agrupamentos
celulares, entre as células sãs do órgão em que se
instalem, causando tumorações invasoras e metastáticas,
compreendendo-se, porém, que a mutação, no início,
obedeceu a determinada distonia, originária da mente,
cujas vibrações sobre as células desorganizadas tiveram o
efeito das projeções de raios X ou de irradiações
ultravioleta, em aplicações impróprias. Emerge, então, a
moléstia por estado secundário, em largos processos de
desgaste ou devastação, pela desarmonia a que compele a
usina orgânica, a esgotar-se, debalde, na tarefa ingente
da própria reabilitação, no plano carnal, quando o
enfermo, sem atitude de renovação moral, sem humildade e
paciência, espírito de serviço e devotamento ao bem, não
consegue assimilar as correntes benéficas do Amor Divino
que circulam, incessantes, em torno de todas as criaturas,
por intermédio de agentes distintos e inumeráveis, a todas
estimulando, para o máximo aproveitamento na Terra.
Quando o doente, porém, adota comportamento favorável a si
mesmo, pela simpatia que instila no próximo, as forças
físicas encontram sólido apoio nas radiações de
solidariedade e reconhecimento que absorve de quantos lhe
recolhem o auxílio direto ou indireto, conseguindo
circunscrever a disfunção aos neoplasmas benignos, que
ainda respondem à influência organizadora dos tecidos
adjacentes.
Sob o mesmo princípio de relatividade, a funcionar,
inequívoco, entre doença e doente, temos a incursão da
tuberculose e da lepra, da brucelose e da amebíase, da
endocardite bacteriana e da cardiopatia chagásica, e de
muitas outras enfermidades, sem nos determos na
discriminação de todos os processos morbosos, cuja relação
nos levaria a longo estudo técnico.
É que, geralmente, quase todos eles surgem como fenômenos
secundários sobre as zonas de predisposição enfermiça que
formamos em nosso próprio corpo, pelo desequilíbrio de
nossas forças mentais a gerarem ruturas ou soluções de
continuidade nos pontos de interação entre o corpo
espiritual e o veículo físico, pelas quais se insinua o
assalto microbiano a que sejamos mais particularmente
inclinados pela natureza de nossas contas cármicas.
Consolidado o ataque, pela brecha de nossa
vulnerabilidade, aparecem as moléstias sintomáticas ou
assintomáticas, estabilizando-se ou irradiando-se,
conforme as disposições da própria mente, que trabalha ou
não para refazer a defensiva orgânica em supremo esforço
de reajuste, ou que, por automatismo, admite ou recusa,
segundo a posição em que se encontra no princípio de causa
e efeito, a intromissão desse ou daquele fator patogênico,
destinado a expungir dela, em forma de sofrimento, os
resíduos do mal, correspondentes ao sofrimento por ela
implantado na vida ou no corpo dos semelhantes.
Não será lícito, porém, esquecer que o bem constante gera
o bem constante e, que, mantida a nossa movimentação
infatigável no bem, todo o mal por nós amontoado se
atenua, gradativamente, desaparecendo ao impacto das
vibrações de auxilio, nascidas, a nosso favor, em todos
aqueles aos quais dirijamos a mensagem de entendimento e
amor puro, sem necessidade expressa de recorrermos ao
concurso da enfermidade para eliminar os resquícios de
treva que, eventualmente, se nos incorporem, ainda, ao
fundo mental.
Amparo aos outros cria amparo a nós próprios, motivo
porque os princípios de Jesus, desterrando de nós
animalidade e orgulho, vaidade e cobiça, crueldade e
avareza, e exortando-nos à simplicidade e à humildade, à
fraternidade sem limites e ao perdão incondicional,
estabelecem, quando observados, a imunologia perfeita em
nossa vida interior, fortalecendo-nos o poder da mente na
auto-defensiva contra todos os elementos destruidores e
degradantes que nos cercam e articulando-nos as
possibilidades imprescindíveis à evolução para Deus.
ANDRÉ
LUIZ (Evolução em Dois Mundos, parte II, cap. XX, André
Luiz/Chico Xavier/Waldo Vieira, FEB)
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