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O LIVRO DOS ESPÍRITOS, ALLAN
KARDEC, LIVRO III, CAP. VI GUERRAS
Per. 742 - Qual é a causa que leva o
homem à guerra?
- Predominância da natureza
animal sobre a natureza espiritual e satisfação das paixões. No estado de
barbárie, não conhecem senão o direito do mais forte; por isso, a guerra é
para eles um estado normal. À medida que o homem progride, ela se torna
menos frequente, porque lhe evita as causas e, quando é necessária, sabe
aliá-la à humanidade.
Per. 743 - A guerra desaparecerá um
dia da face da Terra?
- Sim, quando os homens
compreenderem a justiça e praticarem a lei de Deus; então todos os povos
serão irmãos.
Per. 744 - Qual foi o objetivo da
Providência, tornando a guerra necessária?
- A liberdade e o
progresso.
- Se a guerra deve ter por resultado
alcançar a liberdade, como ocorre que ela, freqüentemente, tenha por
objetivo e por resultado a subjugação?
- Subjugação momentânea para
abater os povos, a fim de os fazer chegar mais
depressa.
Per. 745 - Que pensar daquele que
suscita a guerra em seu proveito?
- Este é o verdadeiro culpado e
precisará de muitas existências para expiar todos os homicídios dos quais
foi a causa, porque responderá pelo homem, cada um deles, ao qual causou a
morte para satisfazer sua ambição.
| OS ESPÍRITOS
DURANTE OS
COMBATES |
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Conflito em Gaza -
2008/2009 |
O LIVRO DOS ESPÍRITOS,
ALLAN KARDEC, LIVRO II, CAP. IX
Per. 541 - Em uma batalha há
Espíritos que assistem a sustentam cada partido?
- Sim, e que estimulam a sua coragem.
Os Antigos, outrora, representavam os deuses tomando partido por tal ou
tal povo. Esses deuses não eram outros senão Espíritos representados sob
figuras alegóricas.
Per. 542 -Em uma guerra, a justiça entá sempre de um lado; como os
Espíritos tomam partido pela injustiça?
- Sabeis bem que há Espíritos que não procuram senão a discórdia e a
destruição. Para eles a guerra é a guerra: a justiça da causa pouco os
impressiona.
Per. 543 - Certos Espíritos podem influenciar o general na concepção de
seus planos de campanha?
- Sem nenhuma dúvida, os Espíritos podem influenciar por esse motivo, como
por todas as concepções.
Per. 544 - Os maus Espíritos poderiam suscitar-lhe maus planos, tendo em
vista perdê-lo?
- Sim, mas não tem ele seu livre arbítrio? Se seu julgamento não lhe
permite distinguir uma idéia justa de uma idéia falsa, suporta as
conseqüências, e faria melhor obedecer do que comandar.
Per. 545 - O general pode, algumas vezes, ser guiado por uma espécie de
segunda vista, uma vista intuitiva, que lhe mostre antecipadamente o
resultado de seus planos?
- Frequentemente é assim no homem de gênio, é o que se chama inspiração, e
faz com que ele aja com uma espécie de certeza. Essa inspiração lhe vem
dos Espíritos que o dirigem e sabem aproveitar as faculdades de que é
dotado.
Per. 546 - No tumulto do combate, o que ocorre com os Espíritos que
sucumbem? Ainda se interessam pela luta, depois da morte?
- Alguns se interessam, outros se afastam.
Nos combates acontece aquilo que ocorre em todos os casos de morte
violenta: no primeiro momento o Espírito está surpreso e como perturbado,
e não crê estar morto, parecendo-lhe, ainda, tomar parte na ação. Não é
senão pouco a pouco que a realidade lhe aparece.
Per. 547 - Os Espíritos que se combatiam, estando vivos, uma vez mortos se
reconhecem por inimigos e são ainda obstinados uns contra os outros?
- O Espíritos, nesses momentos, não está jamais de sangue-frio. No
primeiro momento, ele pode ainda querer seu inimigo e mesmo persegui-lo,
mas quando as idéias lhe retornam, vê que sua animosidade não tem mais
objetivo. Entretanto, pode ainda conservar-lhe as impressões, mais ou
menos segundo o seu caráter.
- Percebe ainda o ruído das armas?
- Sim, perfeitamente.
Per. 548 - O Espírito que assiste de sangue-frio a um combate como
espectador, testemunha a separação da alma e do corpo, e como esse
fenômeno se apresenta a ele?
- Há poucas mortes instantâneas. Na maioria das vezes, o Espírito cujo
corpo vem a ser mortalmente ferido, não tem consciência sobre o momento.
Quando ele começa a se reconhecer, é então que se pode distinguir o
Espírito que se move ao lado do cadáver. Isso parece tão natural que a
visão do corpo morto não produz nele nenhum efeito desagradável. Toda a
vida estando transportada no Espírito, só ele atrai atenção e é com ele
que se conversa ou a ele que se dirige.
(Mais
sobre o tema em O Livro dos Espíritos, cap. VI - V: LEI DE
DESTRUIÇÃO)
| A SEGUNDA GUERRA
MUNDIAL VISTA DE "NOSSO
LAR" |
NOSSO LAR, CAP. 41 - ANDRÉ
LUIZ CONVOCADOS À LUTA
.....Nos
primeiros dias de setembro de 1939, "Nosso Lar" sofreu, igualmente, o
choque por que passaram diversas colônias espirituais, ligadas à
civilização americana. Era a guerra européia, tão destruidora nos círculos
da carne, quão perturbadora no plano do espírito. Entidades numerosas
comentavam os empreendimentos bélicos em perspectiva, sem disfarçarem o
imenso terror de que se possuíam. .....Sabia-se, desde muito, que as Grandes Fraternidades do
Oriente suportavam as vibrações antagônicas da nação japonesa,
experimentando dificuldades de vulto. Anotavam-se, porém, agora, fatos
curiosos de alto padrão educativo. Assim como os nobres círculos
espirituais da velha Ásia lutavam em silêncio, preparava-se "Nosso Lar"
para o mesmo gênero de serviço. Além de valiosas recomendações, no campo
da fraternidade e da simpatia, determinou o Governador tivéssemos cuidado
na esfera do pensamento, preservando-nos de qualquer inclinação menos
digna, de ordem sentimental. .....Reconheci que os Espíritos superiores, nessas
circunstâncias, passam a considerar as nações agressoras não como
inimigas, mas como desordeiras e cuja atividade criminosa é imprescindível
reprimir. .....-
Infelizes
dos povos que se embriaguem com o vinho do mal - disse-me Salústio -;
ainda que consigam vitórias temporárias, elas servirão somente para lhes
agravar a ruína, acentuando-lhes as derrotas fatais. Quando um país toma a
iniciativa da guerra, encabeça a desordem da Casa do Pai, e pagará um
preço terrível. .....Observei, então, que as zonas superiores da vida se voltam
em defesa justa, contra os empreendimentos da ignorância e da sombra,
congregados para a anarquia e, conseqüentemente, para a destruição.
Esclareceram-me os colegas de trabalho que, nos acontecimentos dessa
natureza, os países agressores convertem-se, naturalmente, em núcleos
poderosos de centralização das forças do mal. Sem se precatarem dos
perigos imensos, esses povos, com exceção dos espíritos nobres e sábios
que lhes integram os quadros de serviço, embriagam-se ao contacto dos
elementos de perversão, que invocam das camadas sombrias. Coletividades
operosas convertem-se em autômatos do crime. Legiões infernais
precipitam-se sobre grandes oficinas do progresso comum, transformando-as
em campos de perversidade e horror. Mas, enquanto os bandos escuros se
apoderam da mente dos agressores, os agrupamentos espirituais da vida
nobre movimentam-se em auxílio dos agredidos. .....Se devemos lastimar
a criatura em oposição à lei do bem, com mais propriedade devemos
lamentar o povo que olvidou a justiça. .....Logo
após os primeiros dias que assinalaram as primeiras bombas na terra
polonesa, encontrava-me, ao entardecer, nas Câmaras de Retificação, junto
de Tobias e Narcisa, quando inesquecível clarim se fez ouvir por mais de
um quarto de hora. Profunda emoção nos invadira a
todos. .....É a
convocação superior aos serviços de socorro a Terra - explicou-me Narcisa,
bondosamente. .....-
Temos o sinal de que a guerra prosseguirá, com terríveis tormentos para o
espírito humano - exclamou Tobias, inquieto -, embora a distância, toda a
vida psíquica americana teve na Europa a sua origem. Teremos grande
trabalho em preservar o Novo Mundo. .....A clarinada fazia-se ouvir com modulações estranhas e
imponentes. Notei que profundo silêncio caiu sobre todo o Ministério da
Regeneração. .....Atento à minha atitude de angustiosa expectativa, Tobias
informou: .....-
Quando soa o clarim de alerta, em nome do Senhor, precisamos fazer calar
os ruídos de baixo, para que o apelo se grave em nossos
corações. .....Quando o misterioso instrumento desferiu a última nota,
fomos ao grande parque, a fim de observar o céu. Profundamente comovido,
vi inúmeros pontos luminosos, parecendo pequenos focos resplandecentes e
longínquos, a librarem-se no firmamento. -..... Esse clarim - disse Tobias igualmente
emocionado - é utilizado por espíritos vigilantes, de elevada expressão
hierárquica. .....Regressando ao interior das Câmaras, tive a atenção atraída
para enormes rumores provenientes das zonas mais altas da colônia, onde se
localizavam as vias públicas. .....Tobias confiou a Narcisa certas atividades de importância
junto aos enfermos e convidou-me a sair, para observar o movimento
popular. .....Chegados aos pavimentos superiores, de onde nos poderíamos
encaminhar à Praça da Governadoria, notamos intenso movimento em todos os
setores. .....Identificando-me o espanto natural, o companheiro
explicou: .....-
Estes grupos enormes dirigem-se ao Ministério da Comunicação, à procura de
noticias. O clarim que acaba de soar, só vem até nós em circunstâncias
muito graves. Todos sabemos que se trata da guerra, mas é possível que a
Comunicação nos forneça algum detalhe essencial. Observe os
transeuntes. .....Ao
nosso lado, vinham dois senhores e quatro senhoras, em conversação
animada. .....-
Imagine - dizia uma - o que será de nós no Auxílio. Há muitos meses
consecutivos, o movimento de súplicas tem sido extraordinário.
Experimentamos justa dificuldade para atender a todos os
deveres. .....- E
nós, com a Regeneração? - objetava o cavalheiro mais idoso - os serviços
prosseguem consideravelmente aumentados. No meu setor, a vigilância contra
as vibrações umbralinas reclama esforços incessantes. Estou avaliando o
que virá sobre nós... .....Tobias segurou-me o braço, de leve, e
exclamou: .....-
Adiantemo-nos um pouco. Ouçamos o que dizem outros
grupos. .....Aproximando-nos de dois homens, ouvi um deles
perguntando: .....-
Será crivei que a calamidade nos atinja a todos? .....O interpelado, que parecia portador de grande
equilíbrio espiritual, replicou, sereno: .....- De qualquer modo, não vejo motivo para
precipitações. A única novidade é o acréscimo de serviço que, no fundo,
constituirá uma bênção. Quanto ao mais, tudo é natural, a meu ver. A
doença é mestra da saúde, desastre dá ponderação. A China está sob a
metralha, há muito tempo, e não mostrou você, ainda, qualquer demonstração
de assombro. .....-
Mas agora - objetou o companheiro, desapontado - parece que serei
compelido a modificar meu programa de trabalho. .....O outro sorriu e
ponderou: .....-
Helvécio, Helvécio, esqueçamos o "meu programa" para pensar em "nossos
programas". .....Atendendo a novo gesto de Tobias, que me reclamava atenção,
observei três senhoras que iam na mesma direção à nossa esquerda,
verificando que o pitoresco não faltava, igualmente ali, naquele
crepúsculo de inquietação. .....- A questão impressiona-me sobremaneira - dizia a mais moça
-, porque Everardo não deve regressar do mundo
agora. .....-
Mas a guerra - disse uma das companheiras -, ao que parece, não alcançará
a Península. Portugal está muito longe do teatro dos
acontecimentos. .....-
Entretanto - indagou a outra componente do trio -, por que semelhante
preocupação? Se Everardo viesse, que aconteceria? .....- Receio - esclareceu a mais jovem - que ele
me procure na qualidade de esposa. Não o poderia suportar. É muito
ignorante e, de modo algum, me submeteria a novas
crueldades. .....-
Tola que és! - comentou a companheira - olvidaste que Everardo será
barrado pelo Umbral, ou coisa pior? .....Tobias, sorrindo, informou: .....- Ela teme a libertação de um marido
imprudente e perverso. .....Decorridos longos minutos, em que observávamos a multidão
espiritual, atingimos o Ministério da Comunicação, detendo-nos ante os
enormes edifícios consagrados ao trabalho
informativo. .....Milhares de entidades acotovelavam-se, aflitamente. Todos
queriam informações e esclarecimentos. Impossível, porém, um acordo
geral. .....Extremamente surpreendido com o vozerio enorme, vi que
alguém subira a uma sacada de grande altura, reclamando a atenção popular.
Era um velho de aspecto imponente, anunciando que, dentro de dez minutos,
far-se-ia ouvir um apelo do Governador. .....- É o Ministro Esperidião informou Tobias,
atendendo-me a curiosidade. Serenado o barulho, daí a momentos ouviu-se
a voz do próprio Governador, através de numerosos
alto-falantes: .....-
"Irmãos de "Nosso Lar", não vos entregueis a distúrbios do pensamento ou
da palavra. A aflição não constrói, a ansiedade não edifica. Saibamos ser
dignos do clarim do Senhor, atendendo-Lhe a Vontade Divina no trabalho
silencioso, em nossos postos." .....Aquela voz clara e veemente, de quem falava com autoridade
e amor, operou singular efeito na multidão. No curto espaço de uma hora,
toda a colônia regressava à serenidade habitual.
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Conflito em Gaza -
2008/2009 |
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