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INTRODUÇÃO - O
Padre Manoel da Nóbrega, um dos primeiros civilizadores desta
terra, representa papel muito importante na sociedade
brasileira e exerceu tanta influência que seu nome será sempre
lembrado. Sua fama era geral em todo o Brasil e também aos
sertões do Paraguai chegou a fama de seus trabalhos, das suas
virtudes. CARTAS DE
MANOEL DA NÓBREGA - Nas cartas de
Nóbrega encontram-se elementos muito interessantes para a
história do povo brasileiro, sob diversos pontos de vista.
Entre os fatos que mais prendem a atenção pode-se destacar: a
luta aguerrida entre cristãos e índios, o ódio dos cristãos e
as calamidades que cometiam contra os índios, o desamor dos
povoadores à terra, a guerra que sofriam os Jesuítas dos
sacerdotes, que "tinham mais ofícios de demônios que de
clérigos. Destaca-se ainda: a prejudicial população de
degredados, a falta de mulheres brancas que eram tão desejadas
"que quaisquer farão muito bem à terra". "ainda que fossem
erradas porque casarão todas mui bem, contando que não sejam
tais que de todo tenham perdido a vergonha, a Deus e ao
mundo." ROTEIRO DA
PASSAGEM DE NÓBREGA PELO BRASIL: Chegando à
Bahia a 29 de março de 1549, assistiu à fundação da nova
cidade e em 1° de novembro foi aos Ilhéus e Porto Seguro, onde
ainda se achava em janeiro de 1550. Dali voltou à Bahia e em
junho de 1551 dirigiu-se a Pernambuco, tornando de novo à
Bahia em 1552. Em fins deste ano, ou começo do seguinte, foi à
Capitania de São Vicente, acompanhando a Tomé de Souza, a
correr a costa, e aí demorou-se até maio de 1556, quando
voltou de novo à Bahia, onde chegou a 30 de julho. A 16 de
janeiro de 1560 saiu da Bahia com Men de Sá para a conquista
do Rio de Janeiro, onde chegou a 21 de fevereiro. Pouco depois
foi do Rio para São Vicente. Desta capitania veio em 1564 ao
Rio ao encontro de Estácio de Sá, que iria reconquistar o
lugar dos franceses e fundar a cidade do Rio de Janeiro; mas
teve de voltar a São Vicente com Estácio de Sá, que não
podendo entrar na baía (da Guanabara, hoje), foi ali receber
novos socorros para a conquista.
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A CIDADE DE SÃO PAULO - A cidade de São Paulo originou-se de uma pequena aldeia indígena fundada
entre os rios Tamanduateí e Anhangabaú, pelo jesuíta Manuel da Nóbrega,
em 1554. A sua colonização se deu principalmente pelos padre jesuítas:
Manuel da Nóbrega e José de Anchieta.
VISÃO DE ESTADISTA
- Manuel da Nóbrega nasceu em Portugal. Mas foi em Salamanca,
na Espanha, que realizou seus estudos superiores. Foi trazido de volta a
Coimbra com promessas de conclusão do curso de direito, por um professor
que nele reconheceu grande capacidade. Nesta cidade tornou-se sacerdote
e mais tarde ingressou para a Companhia de Jesus. * * *
Agradecimento devido aos evangelizadores do Brasil
- Bem lembrou a ex-deputada Sandra Cavalcanti, hoje secretária de Projetos
Especiais da Prefeitura do Rio de Janeiro, diante da confusão espalhada pela
imprensa sobre um possível "pedido de perdão" que a CNBB faria pela
evangelização do Brasil: "Se foi crime colonizar o Brasil, buscar melhores
condições de vida, implantar hábitos de higiene etc., então o pedido de
desculpas não é só da Igreja Católica. É dos médicos, que desmoralizaram os
curandeiros. É dos engenheiros, que construíram estradas de ferro e pontes. É
dos professores, que ensinaram a ler e a escrever. É das famílias que não
aceitaram mais matar velhos e crianças aleijadas. É dos cozinheiros europeus,
que tiraram, de nosso cardápio, os saborosos churrascos de brancos, bispos e
desafetos..." No mesmo sentido se pronunciou o Papa João Paulo II em 1992: "Como sucessor de Pedro, desejo proclamar hoje diante dos senhores que a História é dirigida por Deus. (...) Face aos novos horizontes que se abriram a 12 de outubro de 1492, a Igreja, fiel ao mandato recebido de seu Divino Fundador (cfr. Mt. 28, 19) sentiu o dever peremptório de implantar a Cruz de Cristo nas novas terras e de pregar a Mensagem evangélica a seus moradores. (...) O que celebramos este ano é precisamente o nascimento desta esplêndida realidade: a chegada da Fé através da proclamação e difusão da Mensagem evangélica no continente. E o celebramos no sentido mais profundo e teológico do termo: como se celebra a Jesus Cristo, (...) o primeiro e maior Evangelizador, já que Ele próprio é o ‘Evangelho de Deus’ " (L’ Osservatore Romano, 15 de maio de 1992)
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* Brasis, ou Língua: Em suas cartas Manoel da Nóbrega fazia freqüentes referências aos "brasis", ou "língua", e que significa nativos da terra, brasileiros, índios, povo do Brasil, povo que falava a língua primitiva do Brasil. |
Este background é uma
tentativa nossa em reproduzir o tecido, ampliado algumas vezes
e em tom mais claro,
do hábito ou batina utilizada por Manoel da Nóbrega enquanto padre jesuíta.
Para ter uma idéia mais precisa,
clique aqui e veja
imagens do filme "A MIssão",
com o ator
Jeremy Irons ostentando o hábito em questão.
| (Clique com o botão direito do mouse para copiar o fundo) |
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