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Veja também, em nosso site,
valiosos apontamentos de André Luiz sobre a Mediunidade, retirados dos
livros Mecanismos da Mediunidade e Nos Domínios da Mediunidade
em:
http://www.institutoandreluiz.org/al_ensinamentos.html
MEDIUNIDADE
Acena-nos a antiguidade terrestre com brilhantes manifestações mediúnicas,
a repontarem da História.
Discípulos de Sócrates referem-se, com admiração e respeito, ao amigo
invisível que o acompanhava constantemente.
Reporta-se Plutarco ao encontro de Bruto, certa noite, com um dos seus
perseguidores desencarnados, a visitá-lo, em pleno campo.
Em Roma, no templo de Minerva, Pausânias, ali condenado a morrer de fome,
passou a viver, em Espírito, monoideizado na revolta em que se alucinava,
aparecendo e desaparecendo aos olhos de circunstantes assombrados, durante
largo tempo.
Sabe-se que Nero, nos últimos dias de seu reinado, viu-se fora do corpo
carnal, junto de Agripina e de Otávia, sua genitora e sua esposa, ambas
assassinadas por sua ordem, a lhe pressagiarem a queda no abismo.
Os Espíritos vingativos em torno de Calígula eram tantos que, depois de
lhe enterrarem os restos nos jardins de Lâmia, eram ali ‘vistos,
frequentemente, até que se lhe exumaram os despojos para a incineração.
Todavia, onde a mediunidade atinge culminâncias é justamente no
Cristianismo nascituro.
Toda a passagem do Mestre inesquecível, entre os homens, é um cântico de
luz e amor, externando-lhe a condição de Medianeiro da Sabedoria Divina.
E, continuando-lhe o ministério, os apóstolos que se lhe mantiveram leais
converteram-se em médiuns notáveis, no dia de Pentecostes (Atos, capítulo
2, versículos 1 a 13.), quando, associadas as suas forças, por se acharem
“todos reunidos”, os emissários espirituais do Senhor, através deles,
produziram fenômenos físicos em grande cópia, como sinais luminosos e
vozes diretas, inclusive fatos de psicofonia e xenoglossia, em que os
ensinamentos do Evangelho foram ditados em várias línguas,
simultaneamente, para os israelitas de procedências diversas.
Desde então, os eventos mediúnicos para eles se tornaram habituais.
Espíritos materializados libertavam-nos da prisão injusta. (Atos, capítulo
5, versículos 18 a 20)
O magnetismo curativo era vastamente praticado pelo olhar (Atos, capítulo
3, versículos 4 a 6)
e pela imposição das mãos. (Atos, capítulo 9, versículo 17)
Espíritos sofredores eram retirados de pobres obsessos, aos quais
vampirizavam. (Atos, capítulo 8, versículo 7)
Um homem objetivo e teimoso, quanto Saulo de Tarso, desenvolve a
clarividência, de um momento para outro, vê o próprio Cristo, às portas de
Damasco, e lhe recolhe as instruções (Atos, capítulo 9, versículos 3 a 7).
E porque Saulo, embora corajoso, experimente enorme abalo moral, Jesus,
condoído, procura Ananias, médium clarividente na aludida cidade, e
pede-lhe socorro para o companheiro que encetava a tarefa. (Atos, capítulo
9, versículos 10 e 11)
Não somente na casa dos apóstolos em Jerusalém mensageiros espirituais
prestam contínua assistência aos semeadores do Evangelho; igualmente no
lar dos cristãos, em Antioquia, a mediunidade opera serviços valiosos e
incessantes. Dentre os médiuns aí reunidos, um deles, de nome A gabo
(Atos, capítulo 11, versículo 28), incorpora um Espírito benfeitor que
realiza importante premonição. E nessa mesma igreja, vários instrumentos
medianímicos aglutinados favorecem a produção da voz direta, consignando
expressiva incumbência a Paulo e Barnabé. (Atos, capítulo 13, versículos 1
a 4)
Em Tróade, o apóstolo da gentilidade recebe a visita de um varão, em
Espírito, a pedir-lhe concurso fraterno. (Atos, capítulo 16, versículos 9
e 10)
E, tanto quanto acontece hoje, os médiuns de ontem, apesar de guardarem
consigo a Bênção Divina, experimentavam injustiça e perseguição. Quase por
toda a parte, padeciam inquéritos e sarcasmos, vilipêndios e tentações.
Logo no início das atividades mediúnicas que lhes dizem respeito, vêem-se
Pedro e João segregados no cárcere. Estêvão é lapidado. Tiago, o filho de
Zebedeu, é morto a golpes de espada. Paulo de Tarso é preso e açoitado
várias vezes.
A mediunidade, que prossegue fulgindo entre os mártires cristãos,
sacrificados nas festas circenses, não se eclipsa, ainda mesmo quando o
ensinamento de Jesus passa a sofrer estagnação por impositivos de ordem
política. Apenas há alguns séculos, vimos Francisco de Assis exalçando-a
em luminosos acontecimentos; Lutero transitando entre visões; Teresa d’Avila
em admiráveis desdobramentos; José de Copertino levitando ante a espantada
observação do papa Urbano 8º, e Swedenborg recolhendo, afastado do corpo
físico, anotações de vários planos espirituais que ele próprio filtra para
o conhecimento humano, segundo as concepções de sua época.
Compreendemos, assim, a validade permanente do esforço de André Luiz, que,
servindo-se de estudos e conclusões de conceituados cientistas terrenos,
tenta, também aqui (Sobre o tema desta obra, André Luiz é o autor de outro
livro, intitulado “Nos Domínios da Mediunidade”. — (Nota da Editora.),
colaborar na elucidação dos problemas da mediunidade, cada vez mais
inquietantes na vida conturbada do mundo moderno.
Sem recomendar, de modo algum, a prática do hipnotismo em nossos templos
espíritas, a ele recorre, de escantilhão, para fazer mais amplamente
compreendidos os múltiplos fenômenos da conjugação de ondas mentais, além
de com isso demonstrar que a força magnética é simples agente, sem ser a
causa das ocorrências medianímicas, nascidas, invariàvelmente, de espírito
para espírito.
Em nosso campo de ação, temos livros que consolam e restauram, medicam e
alimentam, tanto quanto aqueles que pro põem e concluem, argumentam e
esclarecem.
Nesse critério, surpreendemos aqui um livro que estuda.
Meditemos, pois, sobre suas páginas.
EMMANUEL
Uberaba, 6 de agosto de 1959.
(Apresentação do livro MECANISMOS DA MEDIUNIDADE, André Luiz)
ANTE A MEDIUNIDADE
Depois de um século de mediunidade, à luz da Doutrina Espírita, com
inequívocas provas da sobrevivência, nas quais a abnegação dos Mensageiros
Divinos e a tolerância de muitos sensitivos foram colocadas à prova,
temo-la, ainda hoje, incompreendida e ridicularizada.
Os Intelectuais, vinculados ao ateísmo prático, desprezam-na até agora,
enquanto os cientistas que a experimentam se recolhem, quase todos, aos
palanques da Metapsíquica, observando-a com reserva. Junto deles, porém,
os espíritas sustentam-lhe a bandeira de trabalho e revelação, conscientes
de sua presença e significado perante a vida. Tachados,
muitas vezes, de fanáticos, prosseguem eles, à feição de pioneiros,
desbravando, sofrendo, ajudando e construindo, atentos aos princípios
enfocados por Allan Kardec em sua codificação basilar.
Alguém disse que «os espíritas pretenderam misturar, no Espiritismo,
ciência e religião, o que resultou em grande prejuízo para a sua parte
científica”. E acentuou que “um historiador, ao analisar as ordenações de
Carlos Magno, não pensa em Além-Túmulo; que um fisiologista, assinalando
as contrações musculares de uma rã não fala em esfera. ultraterrestres; e
que um químico, ao dosar o azoto da lecitina, não se deixa impressionar
por nenhuma fraseologia da sobrevivência humana”, acrescentando que, “em
Meta-psíquica, é necessário proceder de igual modo, abstendo-se o
pesquisador de sonhar com mundos etéreos ou emanações anímicas, de maneira
a permanecer no terra-a-terra, acima de qualquer teoria, para somente
indagar, muito humildemente, se tal ou tal fenômeno é verdadeiro, sem o
propósito de desvendar os mistérios de nossas vidas pregressas ou
vindouras”.Os espírita, contudo, apesar do respeito que consagram à
pesquisa dos sábios, não podem abdicar do senso religioso que lhes define
o trabalho. Julgam lícito reverenciá-los, aproveitando-lhes estudos e
equações, qual nos conduzimos nestas páginas (13), tanto quanto eles
mesmos, os sábios, lhes homenageiam o esforço, utilizando-lhes o campo de
atividade para experimentos e anotações.
Consideram os espíritas, que o historiador, o fisiologista e o químico
podem não pensar em Além-Túmulo, mas não conseguem avançar desprovidos de
senso moral, porquanto o historiador, sem dignidade, é veículo de
imprudência; o fisiologista, sem respeito para consigo próprio, quase
sempre se transforma em carrasco da vida humana, e o químico, desalmado,
facilmente se converte em agente da morte.
Se caminham atentos à mensagem das Esferas Espirituais, isso não quer
dizer se enquistem na visão de “mundos etéreos”, para enternecimento
beatifico e esterilizante, mas para se fazerem elementos úteis na
edificação do mundo melhor. Se analisam as emanações anímicas é porque
desejam cooperar no aperfeiçoamento da vida espiritual no Planeta, assim
como na solução dos problemas do destino e da dor, junto da Humanidade, de
modo a se esvaziarem
penitenciarias e hospícios, e, se algo procuram, acima do “terra-a-terra”,
esse algo é a educação de si mesmos, através do bem puro aos semelhantes,
com o que aspiram, sem pretensão, a orientar o fenômeno a serviço dos
homens, para que o fenômeno não se reduza a simples curiosidade da
inteligência.
Quanto mais investiga a Natureza, mais se convence o homem de que vive num
reino de ondas transfiguradas em luz, eletricidade, calor ou matéria,
segundo o padrão vibratório em que se exprimam.
Existem, no entanto, outras manifestações da luz, da eletricidade, do
calor e da matéria, desconhecidas nas faixas da evolução humana, das
quais, por enquanto, somente poderemos recolher informações pelas vias do
espírito.
Prevenindo qualquer observação da critica construtiva, lealmente
declaramos haver recorrido a diversos trabalhos de divulgação científica
do mundo contemporâneo para tornar a substância espírita deste livro mais
seguramente compreendida pela generalidade dos leitores, como quem se
utiliza da estrada de todos para atingir a meta em vista, sem maiores
dificuldades para os companheiros de excursão. Aliás, quanto aos
apontamentos científicos humanos, é preciso reconhecer-lhes o caráter
passageiro, no que se refere à definição e nomenclatura, atentos à
circunstância de que a experimentação constante induz os cientistas de um
século a considerar, muitas vezes, como superado o trabalho dos cientistas
que os precederam.
Assim, as notas dessa natureza, neste volume, tomadas naturalmente ao
acervo de Informações e deduções dos estudiosos da atualidade terrestre,
valem aqui por vestimenta necessária, mas transitória, da explicação
espírita da mediunidade, que é, no presente livro, o corpo de idéias a ser
apresentado.
Não podemos esquecer a obrigação de cultuar a mediunidade e acrisolá-la,
aparelhando-nos com os recursos precisos ao conhecimento d nós meninos.
A Parapsicologia nas Universidades e o estudo dos mecanismos do cérebro e
do sonho, do magnetismo e do pensamento nas instituições ligadas à
Psiquiatria e ás ciências mentais, embora dirigidos noutros rumos,
chegarão igualmente á verdade, mas, antes que se integrem conscientemente
no plano da redenção humana, burilemos, por nossa vez, a mediunidade, à
luz da Doutrina Espírita, que revive a Doutrina de Jesus, no
reconhecimento de que não basta a observação dos fatos em si, mas também
que se fazem indispensáveis a disciplina e a iluminação dos ingredientes
morais que os constituem, a fim de que se tornem ‘fatores de aprimoramento
e felicidade, a benefício da criatura em trânsito para a realidade maior.
(13) A convite do Espírito
André Luiz, os médiuns Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira receberam
os textos deste livro em noites de quintas e terças-feiras, na cidade de
Uberaba, Estado de Minas Gerais. O prefácio de Emmanuel e os capítulos
pares foram recebidos pelo médium Francisco Cândido Xavier, e o prefácio
de André Luiz e os capítulos ímpares foram recebidos pelo médium Waldo
Vieira. — (Nota dos médiuns.)
ANDRÉ LUIZ
Uberaba, 11-8-59
(Apresentação do livro MECANISMOS DA MEDIUNIDADE)
FACULDADES MEDIÚNICAS
“Há diversidade de dons espirituais, mas a Espiritualidade é a mesma.
Há diversidade de ministérios, mas é o mesmo Senhor que a todos
administra.
Há diversidade de operações para o bem; todavia, é a mesma Lei de Deus que
tudo opera em todos.
A manifestação espiritual, porém, é distribuída a cada um para o que for
útil.
Assim é que a um, pelo espírito, é dada a palavra da sabedoria divina e, a
outro, pelo mesmo espírito, a palavra da ciência humana.
A outro é confiado o serviço da fé e a outro o dom de curar.
A outro é concedida a produção de fenômenos, a outro a profecia, a outro a
faculdade de discernir os Espíritos, a outro a variedade das línguas e
ainda a outro a interpretação dessas mesmas línguas.
No entanto, o mesmo poder espiritual realiza todas essas coisas,
repartindo os seus recursos particularmente a cada um, como julgue
necessário.”
*
Quem analise despreocupadamente o texto acima, decerto julgará estar lendo
moderno autor espírita, definindo o problema da mediunidade; contudo, as
afirmações que transcrevemos saÍram do punho do apóstolo Paulo, há
dezenove séculos, e constam no capitulo doze de sua primeira carta aos
coríntios.
Como é fácil de ver, a consonância entre o Espiritismo e o Cristianismo
ressalta, perfeita, em cada estudo correto que se efetue, compreendendo-se
na mensagem de Allan Kardec a chave de elucidações mais amplas dos ensinos
de Jesus e dos seus continuadores.
Cada médium é mobilizado na obra do bem, conforme as possibilidades de que
dispõe.
Esse orienta, outro esclarece; esse fala, outro escreve; esse ora, outro
alivia.
*
Em mediunidade, portanto, não te dês à preocupação de admirar ou provocar
admiração.
Procuremos, acima de tudo, em favor de nós mesmos, o privilégio de
aprender e o lugar de servir.
EMMANUEL
Faculdades mediúnicas, 48
Reunião pública de 1/7/60
Questão nº 159
MÉDIUNS
Não procures o médium dos Espíritos Benfeitores, qual se fosses defrontado
por um ser sobrenatural.
Quem se empenha a semelhante adoração, copia a atitude dos companheiros de
Moisés, quando se devotavam aos ídolos inativos, com a diferença de que a
nossa fantasiosa adoração estaria centralizada em torno de um ídolo
animado e naturalmente falível.
O médium é um companheiro.
É um trabalhador.
É um amigo.
E é sobretudo nosso irmão, com dificuldades e problemas análogos àqueles
que assediam a mente de qualquer espírito encarnado.
O nosso objetivo é buscar a luz do Espírito, que flui da lição que se
derrama da Vida Maior, e não o garimpo de fenômenos superficiais, que
brilham quais foguetes de artifício, impressionando a imaginação sem
proveito real para ninguém.
Lembremo-nos de que nós outros, os aprendizes do Evangelho, estamos em
torno do Médium de Deus, que é Jesus, há quase dois mil anos, não mais qual
Tomé, sondando-lhe as chagas, mas na posição de discípulos redivivos, que
procuram e encontram, não a figuração material do Senhor, mas a sua
palavra de vida eterna, estruturada no espírito imperecível em que se lhe
gravaram os ensinamentos imortais.
"MEDIUNIDADE E SINTONIA"
EMMANUEL
MEDIUNIDADE
Mediunidade sem exercício no bem, é semelhante ao título profissional sem
a função que lhe corresponde.
A medicina é venerável em suas finalidades, mas se o médico abomina os
doentes, não lhe vale o ingresso no apostolado da cura.
A lavoura é serviço que assegura à comunidade o pão de cada dia, contudo,
se o homem do campo odeia o arado, preferindo acomodar-se com a inércia,
debalde a gleba em suas mãos recolherá o apoio do sol e a bênção da chuva.
Mediunidade não é pretexto para situar-se a criatura no fenômeno exterior
ou no êxtase inútil, à maneira da criança atordoada no deslumbramento da
festa vulgar.
É, acima de tudo, caminho de árduo trabalho em que o espírito, chamado a
servi-la, precisa consagrar o melhor das próprias forças para colaborar no
desenvolvimento do bem.
O médium, por isso, será vigilante cultor do progresso, assistindo-lhe a
obrigação de aprimorar-se incessantemente para refletir com mais segurança
a palavra ou o alvitre, o pensamento ou a sugestão da Vida Maior.
Nesse sentido, sabendo que a experiência humana é vasta colméia de luta na
qual enxameiam desencarnados de toda sorte, urge saiba ajustar-se à
companhia de ordem superior, buscando no convívio de Espíritos
Benevolentes e Sábios o clima ideal para a missão que lhe compete cumprir,
significando isso disciplina constante no estudo nobre e ação incansável
na beneficência em favor dos outros.
Essa é a única senda de acesso à vida mais alta, através da qual,
auxiliando sem a preocupação de ser auxiliado, servindo sem exigência e
distribuindo, sem retribuição, os talentos que recebe, poderá o medianeiro
honrar efetivamente a mediunidade, por ela espalhando os frutos de Paz e
Amor que lhe repontam da vida, em marcha gradativa para a Grande Luz.
"MEDIUNIDADE E SINTONIA"
EMMANUEL
SER MÉDIUM
Abraçando a mediunidade, muitos companheiros na Terra adotam posição de
absoluta expectativa, copiando a Inércia dos manequins.
Concentram-se mentalmente e aguardam, imóveis, nulificados, a manifestação
dos Espíritos Superiores, esquecendo-se de que o verdadeiro servidor
assume sempre a iniciativa da gentileza, na mais comezinha atividade
doméstica.
Vejamos a lógica do cotidiano.
Um diretor de escritório não exigirá que o auxiliar se faça enciclopédia
humana, a fim de receber-lhe a cooperação; mas solicita seja ele uma
criatura ordeira e laboriosa, com a necessária experiência em assuntos de
escrita.
Um médico não reclamará do enfermeiro uma certidão de grandeza moral para
aceitar-lhe o concurso; no entanto, contará seja ele pessoa operosa e
sensata, com a precisa dedicação aos doentes.
O proprietário de um ônibus não se servirá da atenção do farmacêutico, em
sua oficina; mas procurará um motorista, que não apenas saiba manobrar o
volante, mas que o ajude também a conservar o carro.
O farmacêutico, a seu turno, não se utilizará da atenção de um motorista,
em sua casa, mas procurará um colaborador que não apenas saiba vender
remédios, mas que o ajude também a aviar as receitas.
Cada trabalhador permanece em sua própria tarefa, embora a
interdependência seja o regime da vida apontado a todos.
Ser médium é ser ajudante do Mundo Espiritual. E ser ajudante em
determinado trabalho é ser alguém que auxilia espontaneamente, descansando
a cabeça dos responsáveis.
Se não podes compreender isso, observa o avião, por mais simples seja ele.
Tudo é amparo inteligente e ação maquinal no comboio aéreo. Torres de
observação esclarecem-lhe a rota e vigorosos motores garantem-lhe a
marcha.
Mas tudo pode falhar, se falharem o entendimento e a disciplina no aviador
que está dentro dele.
EMMANUEL
Seara dos Médiuns
Reunião pública de 17/6/60
Questão nº 223 - Parágrafo 10º
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