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Reflexão
em torno da idolatria e da necessidade da iluminação própria.
É O MESMO PAI
“Pois o mesmo Pai vos ama.” - Jesus. (João, cap. 16, vs. 27)
Ninguém
despreze os valores da confiança.
Servo
algum fuja ao benefício da cooperação.
Quem hoje pode dar algo de
útil, precisará possivelmente amanhã de alguma colaboração essencial.
Todavia, por enriquecer-se alguém de fraternidade e fé, não olvide a
necessidade do desenvolvimento infinito no bem.
Os obreiros sinceros do Evangelho devem operar contra o favoritismo
pernicioso.
A lavoura divina não possui privilegiados.
Em suas seções numerosas, há
trabalhadores mais devotados e mais fiéis; contudo, esses não devem ser
categorizados à conta de fetiches e, sim, respeitados e imitados por
símbolos de lealdade e serviço.
Criar ídolos humanos é pior que levantar estátuas destinadas à adoração. O
mármore é impassível mas o companheiro é nosso próximo de cuja condição
ninguém deveria abusar.
Pague cada homem o tributo de esforço próprio à vida.
O Supremo Senhor espera de nós apenas isto, a fim de converter-nos em
colaboradores diretos.
O próprio Cristo afirmou que o mesmo Pai que o distingue ama igualmente a
Humanidade.
O Deus que inspira o médico é o que ampara o doente.
Não importa que asiáticos e europeus o designem sob nomes diferentes.
Invariavelmente é o mesmo Pai.
Conservemos, pois, a luz da consolação, a bênção do concurso fraterno, a
confiança em nossos Maiores e a certeza na proteção deles; contudo, não
olvidemos o dever natural de seguir para o Alto, utilizando os próprios
pés.
EMMANUEL
(Do livro "Pão Nosso", 150, FCXavier, FEB)
  
O PÁSSARO DOURADO
Conta-se que Ramsés II
possuía enorme coleção de pássaros treinados para comunicação, aves
semelhantes aos pombos-correio da atualidade.
Depois de algum tempo em que
os mensageiros alados desempenhavam serviços de intercâmbio, com segurança
e eficiência, a magnanimidade real deliberou honorificar seis deles, que
se revelavam mais corajosos e fiéis.
Atendendo
a isso, o grande Sesostris colocou a homenagem, entre os diversos números
de festa popular.
A
condecoração constaria de um leve revestimento de ouro para cada um.
No dia
marcado, conquanto sob severa contenção, cinco dos pássaros em destaque
escaparam céus afora.
Apenas um
deles ficou retido nas mãos de alto funcionário, ante a real presença.
O faraó aproximou-se com
carinho e borrifou-lhe o corpo, especialmente as asas, com finíssima
poeira de ouro puro, sob os aplausos da multidão.
O pássaro
condecorado, entretanto, embora liberto, permaneceu em vasta mesa do
palácio, a contorcer-se, qual se quisesse desfazer-se do precioso brinde,
sempre reverenciado por todos, no entanto, nunca mais conseguiu voar.
Emmanuel
(Do livro “Agora É O Tempo”, Francisco Cândido Xavier, IDEAL)
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