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"Guarde
a experiência dele no livro d'alma...
Ela diz bem alto que não basta a
criatura apegar-se à existência humana,
mas precisa saber aproveitá-la
dignamente; que os passos do cristão, em
qualquer escola religiosa, devem
dirigir-se verdadeiramente ao Cristo, e
que, em nosso campo doutrinário,
precisamos, em verdade,
do Espiritismo e do Espiritualismo, mas,
muito mais,
de Espiritualidade." - Emmanuel
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Os prefácios, em geral, apresentam
autores, exaltando-lhes o mérito e
comentando-lhes a personalidade.
Aqui, porém, a situação é diferente.
Embalde os companheiros encarnados procurariam o
médico André Luiz nos catálogos da
convenção.
Por vezes, o anonimato é filho do legítimo
entendimento e do verdadeiro amor. Para
redimirmos o passado escabroso, modificam-se
tabelas da nomenclatura usual na reencarnação.
Funciona o esquecimento temporário como
bênção da Divina Misericórdia.
André precisou, igualmente, cerrar a cortina
sobre si mesmo.
É por isso que não podemos apresentar o médico
terrestre e autor humano, mas sim onovo amigo e
irmão na eternidade.Por trazer valiosas
impressões aos companheiros do mundo, necessitou
despojar-se de todas as convenções, inclusive a
do próprio nome, para não ferir corações
amados, envolvidos ainda nos velhos mantos da
ilusão. Os que colhem as espigas maduras, não
devem ofender os que plantam a distância, nem
perturbar a lavoura verde, ainda em flor.
Reconhecemos que este livro (Nosso Lar) não é
único. Outras entidades já comentaram as
condições da vida, além-túmulo...
Entretanto, de há muito desejamos trazer ao
nosso círculo espiritual alguém que possa
transmitir a outrem o valor da experiência
própria, com todos os detalhes possíveis à
legítima compreensão da ordem que preside o
esforço dos desencarnados laboriosos e
bem-intencionados, nas esferas invisíveis ao
olhar humano, embora intimamente ligados ao
planeta.
Certamente que numerosos amigos sorrirão ao
contacto de determinadas passagens das
narrativas.O inabitual, entretanto, causa surpres
em todos os tempos. Quem não sorriria, na Terra,
anos atrás, quando se lhe falasse da aviação,
da eletricidade, da radiofonia?
A surpresa, a perplexidade e a dúvida são de
todos os aprendizes que ainda não passaram pela
lição. É mais que natural, é justíssimo.
Não comentaríamos, desse modo, qualquer
imnpressão alheia. Todo leitor precisa analisar
o que lê.
Reportamo-nos, pois, tão-somente ao objetivo
essencial do trabalho.
O Espiritismo ganha dilatada expressão
numérica. Milhares de criaturas interessam-se
pelos seus trabalhos, modalidades, experiências.
Nesse campo imenso de novidades, todavia, não
deve o homem descurar de si mesmo.
Não basta investigar fenômenos, aderir
verbalmente, melhorar a estatística, doutrinar
consciências alheias, fazer proselitismo e
conquistar favores da opinião, por mais
respeitável que seja, no plano físico. É
indispensável cogitar do conhecimento de nossos
infinitos potenciais, aplicando-os, por nossa
vez, nos serviços do bem.
O homem terrestre não é um deserdado. É filho
de Deus, em trabalho construtivo, envergando a
roupagem da carne; aluno de escola benemérita,
onde precisa aprender a elevar-se. A luta humana
é a sua oportunidade, a sua ferramenta, o seu
livro.
O intercâmbio com o invisível é um movimento
sagrado, em função restauradora do Cristianismo
puro; que ninguém, todavia, se descuide das
necessidades próprias, no lugar que ocupa pela
vontade do Senhor.
André Luiz vem contar a você, leitor amigo, que
a maior surpresa da morte carnal é a de nos
colocar face a face com a própria consciência,
onde edificamos o céu, estacionamos no
purgatório ou nos precipitamos no abismo
infernal; vem lembrar que a Terra é a oficina
sagrada, e que ninguém a menosprezará, sem
cconhecer o preço do terrível engano a que
submeteu o próprio coração.
Guarde a experiência dele no livro d'alma. Ela
diz bem alto que não basta a criatura apegar-se
àexistência humana, mas precisa saber
aproveitá-la dignamente; que os passos do
cristão, em qualquer escola religiosa, devem
dirigir-se verdadeiramente ao Cristo, e que, em
nosso campo doutrinário, precisamos, em verdade,
do Espiritismo e do Espiritualismo, mas, muito
mais, de Espiritualidade.
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| (Prefácio do
livro Nosso Lar, edição FEB) |
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