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PRÁTICAS ESTRANHAS
Muitos, companheiros, sob
a alegação de que todas as religiões são boas e respeitáveis, julgam que
as tarefas espíritas nada perdem por aceitar a enxertia de práticas
estranhas à simplicidade que lhes vige na base, lisonjeando indebitamente
situações e personalidades humanas, supostas capazes de beneficiar as
construções doutrinárias do Espiritismo.
No entanto, examinemos, sem parcialidade, a expressão contraditória de
semelhante atitude, analisando-a, na lógica da vida.
Criaturas de todas as plagas do Universo são filhas do Criador e chegarão,
um dia, à perfeição integral. Mas, no passo evolutivo em que nos achamos,
não nos é lícito estar com todas, conquanto respeitemos a todas, de vez
que inúmeras se encontram em experiência diametralmente opostas aos
objetivos que nos propomos alcançar.
Não existem caminhos que não sejam viáveis e todos podem conduzir a
determinado ponto do mundo. Contudo, somente os viajores irresponsáveis
escolherão perlustrar atalhos perigosos e desfiladeiros obscuros,
espinheiros e charcos, no dédalo de aventuras marginais, ao longo da
estrada justa.
Indiscriminadamente, os produtos expostos num mercado são úteis. Mas sob a
desculpa do acatamento que se deve a todos, não nos cabe comer de tudo,
sem a mínima noção de higiene e sem qualquer consideração para com a
própria saúde.
Águas de qualquer procedência liquidam a sede. No entanto, com a desculpa
de que todas são valiosas, não é aconselhável se beba qualquer uma, sem
qualquer preocupação de limpeza, a menos que a pessoa esteja nas vascas da
sofreguidão, ameaçada de morte pelo deserto.
Sabemos que a legislação humana obtida à custa de sofrimento estabelece a
segregação dos irmãos delinqüentes para o trabalho reeducativo; sustenta a
polícia rodoviária para garantir a ordem da passagem correta; mantém
fiscalização adequada para o devido asseio nos recursos destinados à
alimentação pública e cria agentes de filtragem para que as fontes não se
façam veículos de endemias e outras calamidades que arrasariam populações
indefesas.
Reflitamos nisso e compreenderemos que assegurar a simplicidade dos
princípios espíritas, nas casas doutrinárias, para que as suas atividades
atinjam a meta da libertação espiritual da Humanidade não é fanatismo e
nem rigorismo de espécie alguma, porquanto, agir de outro modo seria o
mesmo que devolver um mapa luminoso ao labirinto das sombras, após séculos
de esforço e sacrifício para obtê-lo, como se também, a pretexto de
fraternidade, fôssemos obrigados a desertar do lar para residir nas
penitenciárias; a deixar o caminho certo para seguir pelo cipoal; a largar
o prato saudável para ingerir a refeição deteriorada e desprezar a água
potável por líquidos de salubridade suspeita.
Em Doutrina Espírita, pois, seja compreensível afirmar que é certo
respeitar tudo e beneficiar sem complicar a cada um de nossos irmãos, onde
quer que se encontrem, mas não podemos aceitar tudo e nem abraçar tudo, a
fim de podermos estar certos.
André Luiz (Opinião Espírita, 25, CEC)
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Doutrina Espírita
Toda crença é
respeitável.
No entanto, se buscaste a Doutrina Espírita, não lhe negues fidelidade.
Toda religião é sublime.
No entanto, só a Doutrina Espírita consegue explicar-te os fenômenos
mediúnicos em que toda religião se baseia.
Toda religião é santa nas intenções.
No entanto, só a Doutrina Espírita pode guiar-te na solução dos problemas
do destino e da dor.
Toda religião auxilia.
No entanto, só a Doutrina Espírita é capaz de exonerar-te do pavor
ilusório do inferno, que apenas subsiste na consciência culpada.
Toda religião é conforto na morte.
No entanto, só a Doutrina Espírita é suscetível de descerrar a
continuidade da vida, além do sepulcro.
Toda religião apregoa o bem como preço do paraíso aos seus profitentes.
No entanto, só a Doutrina Espírita estabelece a caridade incondicional
como simples dever.
Toda religião exorciza os Espíritos infelizes.
No entanto, só a Doutrina Espírita s dispõe a abraçá-los, como a doentes,
neles reconhecendo as próprias criaturas humanas desencarnadas, em outras
faixas de evolução.
Toda religião educa sempre.
No entanto, só a Doutrina Espírita é aquela em que se permite o livre
exame, com o sentimento livre de compressões dogmáticas, para que a fé
contemple a razão, face a face.
Toda religião fala de penas e recompensas.
No entanto, só a Doutrina Espírita elucida que todos colheremos conforme a
plantação que tenhamos lançado à vida, sem qualquer privilégio na Justiça
Divina.
Toda religião erguida em princípios nobres, mesmo as que vigem nos outros
continentes, embora nos pareçam estranhas, guardam a essência cristã.
No entanto, só a Doutrina Espírita nos oferece a chave precisa para a
verdadeira interpretação do Evangelho.
Porque a Doutrina Espírita é em si a liberalidade e o entendimento, há
quem julgue seja ela obrigada a misturar-se com todas as aventuras
marginais e com todos os exotismos, sob pena de fugir aos impositivos da
fraternidade que veicula.
Dignifica, assim, a Doutrina que te consola e liberta, vigiando-lhe a
pureza e a simplicidade, para que não colabores, sem perceber, nos vícios
da ignorância e nos crimes do pensamento.
“Espírita” deve ser o teu caráter, ainda mesmo te sintas em reajuste,
depois da queda.
“Espírita” deve ser tua conduta, ainda mesmo que estejas em duras
experiências.
“Espírita” deve ser nome de teu nome, ainda mesmo respires em aflitivos
combates contigo mesmo.
“Espírita” deve ser o claro objetivo de tua instituição, ainda mesmo que,
por isso, te faltem as passageiras subvenções e honrarias terrestres.
Doutrina Espírita quer dizer Doutrina do Cristo.
E a Doutrina do Cristo é a doutrina do aperfeiçoamento moral em todos os
mundos.
Guarda-a, pois, na existência, como sendo a tua responsabilidade mais
alta, porque dia virá em que serás naturalmente convidado a prestar-lhe
contas. Emmanuel / Chico Xavier (Religião dos Espíritos –
Doutrina Espírita
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Fenômeno Magnético
Se te afeiçoas, assim, ao
fenômeno magnético, seja qual for o filão de tuas atividades, poderás
estudá-lo e incrementá-lo, estendê-lo e defini-lo, mas, para que dele
faças motivo de santidade e honra, somente em Jesus Cristo encontrarás o
luminoso e indiscutível padrão.
Emmanuel / Chico Xavier (Religião dos Espíritos – Fenômeno Magnético)
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1- AÇÃO MAGNÉTICA (O Passe)
A ação magnética pode
produzir-se por diversas maneiras:
1.ª - Pelo próprio fluido do magnetizador; é o magnetismo propriamente
dito, ou magnetismo humano, cuja ação é subordinada à potência e sobretudo
à qualidade do fluido;
2.ª - Pelo fluido dos Espíritos que atuam diretamente e sem intermediário
sobre um encarnado, seja para curar ou acalmar um sofrimento, seja para
provocar o sono sonambúlico espontâneo, seja para exercer sobre o
indivíduo uma influência física ou moral qualquer. É o magnetismo
espiritual, cuja qualidade está em razão das qualidades do Espírito;
3.ª - Pelo fluido que os Espíritos derramam sobre o magnetizador e ao qual
este serve de condutor. É o magnetismo misto, semi-espiritual, ou, se
assim o quisermos, humano-espiritual. O Fluido espiritual, combinado com o
fluido humano, dá a este último as qualidades que lhe faltam. O auxílio
dos Espíritos, em tais circunstâncias, é por vezes espontâneo, porém com
mais freqüência é provocado pelo apelo do magnetizador. Allan Kardec (A
Gênese, cap. 14, item 33)
Os efeitos da ação
fluídica sobre os doentes são extremamente variados, segundo as
circunstâncias; esta ação é algumas vezes lenta, e reclama um tratamento
seguido, como no magnetismo comum; outras vezes é rápida como uma corrente
elétrica. Há pessoas dotadas de tal poder, que operam sobre certos doentes
curas instantâneas por uma só imposição de mãos ou mesmo por um só ato de
vontade. Entre os dois polos extremos de tal faculdade, há infinitas
variações. Todas as curas desse gênero são variedades do magnetismo e não
diferem senão pela potência e a rapidez da ação. O princípio é sempre o
mesmo: é o fluido que desempenha o papel de agente terapêutico, e cujo
efeito é subordinado à sua qualidade e a circunstâncias especiais.
Allan Kardec (A Gênese, cap. 14, item 32)
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2 - O PENSAMENTO e a VONTADE como AGENTES
Os Espíritos agem sobre
os fluidos espirituais, não que os manipulem como os homens manipulam os
gases, mas com o auxílio do pensamento e da vontade. O pensamento e a
vontade são para os Espíritos aquilo que a mão é para o homem. Pelo
pensamento, eles imprimem a tais fluidos esta ou aquela direção; eles o
aglomeram, os combinam ou os dispersam... Allan Kardec (A Gênese, cap.
14, item 14)
O pensamento do Espírito
encarnado age sobre os fluidos espirituais como também o dos Espíritos
desencarnados; transmite-se de Espírito a Espírito, pela mesma via, e,
conforme seja bom ou mau, saneia ou vicia os fluidos circundantes.
Allan Kardec (idem, item 18)
O pensamento produz,
pois, uma espécie de efeito físico que reage sobre o moral; é isso que
unicamente o Espiritismo poderia fazer compreender. Allan Kardec (idem,
item 20)
Quando se diz que um
médico cura seu paciente com boas palavras, estamos expondo uma verdade
absoluta, pois o pensamento benfazejo traz consigo fluidos reparadores que
atuam sobre o físico tanto como sobre o moral. Allan Kardec (idem, item
20)
O pensamento malévolo
dirige uma corrente fluídica cuja impressão é penosa; o pensamento
benevolente vos envolve em um eflúvio agradável; daí a diferença de
sensações que se experimenta à aproximação de um amigo ou de um inimigo.
Allan Kardec (O Evangelho Segundo O Espiritismo, cap. XII, item 3, 3°
§)
Nenhum corpo lhe (ao
pensamento) constitui obstáculo; penetra-os e os atravessa todos; até o
presente, não se conhece nenhum que seja capaz de isolá-lo. Só a vontade
pode estender-lhe ou restringir-lhe a ação; a vontade, com efeito, é o
mais poderoso princípio; pela vontade, dirigem-se-lhe os eflúvios através
do espaço, ou os acumula, a seu contento, sobre um ponto dado, ou
saturam-se certos objetos, ou bem são retirados dos lugares onde são
superabundantes. Digamos, de passagem, que é sobre esse princípio que está
fundada a força magnética. Parece, enfim, ser o veículo da visão psíquica,
como o fluido luminoso é o veículo da visão ordinária. Allan Kardec
(Obras Póstumas, Iª p., Introdução ao Estudo da Fotografia e da Telegrafia
do Pensamento, 6° §)
No mesmo sentido:
– Em verdade, para conseguirmos alguma idéia precisa no dicionário
terreno, com respeito ao poder do fluido magnético, que constitui por si
emanação controlada de força mental sob a alavanca da vontade, será
interessante figurar o nosso veículo de manifestação como sendo o Estado
Orgânico em que nos expressamos na condição de Espíritos imortais, em
multifária graduação evolutiva. André Luiz (Evolução em Dois Mundos, 2ª
p., cap. 15, pág. 199)
O magnetismo é uma força
universal que assume a direção que lhe ditarmos. André Luiz
(Libertação, cap. 15, pág. 192)
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3 - Importância da MENTE no passe
(Diálogo entre Hilário e Áulus, orientador espiritual dos trabalhos em
Centro Espírita)
– Por que motivo a energia transmitida pelos amigos espirituais circula
primeiramente na cabeça dos médiuns?
– Ainda aqui – disse Áulus –, não podemos subestimar a importância da
mente. O pensamento influi de maneira decisiva, na doação de princípios
curadores. Sem a idéia iluminada pela fé e pela boa-vontade, o médium não
conseguiria ligação com os Espíritos amigos que atuam sobre essas bases.
André Luiz (Nos Domínios da Mediunidade, cap. 17, pág. 165)
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4 - Qualidade dos FLUIDOS
A ação dos Espíritos sobre os fluidos espirituais tem conseqüências de uma
importância direta e capital para os encarnados. Desde o instante que
esses fluidos são o veículo do pensamento, que o pensamento pode
modificar-lhes as propriedades, é evidente que eles devem estar
impregnados de qualidades boas ou más dos pensamentos que os colocam em
vibração, modificados pela pureza ou pela impureza dos sentimentos.
O pensamento do Espírito encarnado age sobre os fluidos espirituais como o
dos Espíritos desencarnados; ele se transmite de Espírito a Espírito pela
mesma via, e, segundo seja bom ou mau, saneia ou vicia os fluidos
circundantes. Allan Kardec (A Gênese, cap. XIV, itens 16 e 18)
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5 - Importância da ORAÇÃO
(orientação de André Luiz)
Esclareçamos, porém, que, em toda situação e em qualquer tempo, cabe ao
médium passista buscar na prece o fio de ligação com os planos mais
elevados da vida, porquanto, através da oração, contará com a presença
sutil dos instrutores que atendem aos misteres da Providência Divina, a
lhe utilizarem os recursos para a extensão incessante do Eterno Bem.
(Mecanismos da Mediunidade, cap. 22, pág. 162)
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6 - RESPONSABILIDADE geral
(diálogo entre Hilário e Conrado, orientador espiritual de trabalhos de
passe)
– O amigo permanece freqüentemente aqui?
– Sim, tomamos sob nossa responsabilidade os serviços assistenciais da
instituição, em favor dos doentes, duas noites por semana.
– Dos enfermos tão-somente encarnados?
– Não é bem assim. Atendemos aos necessitados de qualquer procedência.
– Conta com muito cooperadores?
– Integramos um quadro de auxiliares, de acordo com a organização
estabelecida pelos mentores da Esfera Superior.
– Quer dizer que, numa casa como esta há colaboradores espirituais
devidamente fichados, assim como ocorre a médicos e enfermeiros num
hospital terrestre comum?
– Perfeitamente. Tanto entre os homens como entre nós, que ainda nos
achamos longe da perfeição espiritual, o êxito do trabalho reclama
experiência, horário, segurança e responsabilidade do servidor fiel aos
compromissos assumidos. A Lei não pode menosprezar as linhas da lógica.
– E os médiuns? São invariavelmente os mesmos?
– Sim, contudo, em casos de impedimento justo, podem ser substituídos,
embora nessas circunstâncias se verifiquem, inevitavelmente, pequenos
prejuízos resultantes de natural desajuste. André Luiz (Nos Domínios da
Mediunidade, cap. 17, pág. 163)
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7 - CÂMARA de Passes
(narração de André Luiz e diálogo entre Hilário e Áulus)
Atravessamos a porta (do Centro Espírita) e fomos defrontados por ambiente
balsâmico e luminoso.
(...)
– Como compreender a atmosfera radiante em que nos banhamos? – aventurou
Hilário, curioso.
– Nesta sala – explicou Áulus, amigavelmente – se reúnem sublimadas
emanações mentais da maioria de quantos se valem do socorro magnético,
tomados de amor e confiança. Aqui possuímos uma espécie e altar interior,
formado pelos pensamentos, preces e aspirações de quantos nos procuram
trazendo o melhor de si mesmos. André Luiz (Nos Domínios da
Mediunidade, cap. 17, págs. 161 e 162)
(orientação de André
Luiz)
Proibir ruídos quaisquer, baforadas de fumo, vapores alcoólicos, tanto
quanto ajuntamento de gente ou a presença de pessoas irreverentes e
sarcásticas nos recintos para assistência e tratamento espiritual. De
ambiente poluído, nada de bom se pode esperar. (Conduta Espírita, cap.
28, pág. 103)
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8 - Passe sem MANIFESTAÇÃO MEDIÚNICA
(orientação de André Luiz)
Interromper as manifestações mediúnicas no horário de transmissões do
passe curativo. Disciplina é alma da eficiência. (Conduta Espírita,
cap. 28, págs. 103)
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9 - O Espírito Passista
(diálogo entre Aniceto e Isidoro com André Luiz)
– Mãos à obra! Distribuamos alguns passes de reconforto!
– Mas – objetei – estarei preparado para trabalho dessa natureza?
– Porque não? – indagou o instrutor em voz firme – toda competência e
especialização no mundo, nos setores de serviço, constituem o
desenvolvimento da boa vontade.
Bastam o sincero propósito de cooperação e a noção de responsabilidade
para que sejamos iniciados, com êxito, em qualquer trabalho novo. André
Luiz (Os Mensageiros, cap. 44, pág. 229)
(Diálogo entre André
Luiz e Alexandre, orientador espiritual em trabalhos de passe)
Indagando de Alexandre, relativamente àquela secção de atividade
espiritual, indicando-lhe os companheiros, em esforço silencioso,
esclareceu o mentor, com a bondade de sempre:
– Aqueles nossos amigos são técnicos em auxílio magnético que comparecem
aqui para a dispensação de passes de socorro. Trata-se dum departamento
delicado de nossas tarefas, que exige muito critério e responsabilidade.
– Esses trabalhadores – interroguei – apresentam requisitos especiais?
– Sim – explicou o mentor amigo –, na execução da tarefa que lhes está
subordinada, não basta a boa vontade, como acontece em outros setores de
nossa atuação. Precisam revelar determinadas qualidades de ordem superior
e certos conhecimentos especializados. O servidor do bem, mesmo
desencarnado, não pode satisfazer em semelhante serviço, se ainda não
conseguiu manter um padrão superior de elevação mental contínua, condição
indispensável à exteriorização das faculdades radiantes. O missionário do
auxílio magnético, na Crosta ou aqui em nossa esfera, necessita ter grande
domínio sobre si mesmo, espontâneo equilíbrio de sentimentos, acendrado
amor aos semelhantes, alta compreensão da vida, fé vigorosa e profunda
confiança no Poder Divino.
Cumpre-me acentuar, todavia, que semelhantes requisitos, em nosso plano,
constituem exigências a que não se pode fugir, quando, na esfera carnal, a
boa vontade sincera, em muitos casos, pode suprir essa ou aquela
deficiência, o que se justifica, em virtude da assistência prestada pelos
benfeitores de nossos círculos de ação ao servidor humano, ainda
incompleto no terreno das qualidades desejáveis. André Luiz
(Missionários da Luz, cap. 19)
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10 - O Encarnado Passista
(diálogo entre André Luiz e Alexandre)
– Os amigos encarnados – perguntei –, de modo geral, poderiam colaborar em
semelhantes atividades de auxílio magnético?
– Todos, com maior ou menor intensidade, poderão prestar concurso
fraterno, nesse sentido
– respondeu o orientador –, porquanto, revelada a disposição fiel de
cooperar a serviço do próximo, por esse ou aquele trabalhador, as
autoridades de nosso meio designam entidades sábias e benevolentes que
orientam, indiretamente, o neófito, utilizando-lhe a boa vontade e
enriquecendo-lhe o próprio valor. São muito raros, porém, os companheiros
que demonstram a vocação de servir espontaneamente. Muitos, não obstante
bondosos e sinceros nas suas convicções, aguardam a mediunidade curadora,
como se ela fosse um acontecimento miraculoso em suas vidas em não um
serviço do bem, que pede do candidato o esforço laborioso do começo. Claro
que, referindo-nos aos irmãos encarnados, não podemos exigir a cooperação
de ninguém, no setor de nossos trabalhos normais; entretanto, se algum
deles vem ao nosso encontro, solicitando admissão às tarefas de auxílio,
logicamente receberá nossa melhor orientação, no campo da espiritualidade.
– Ainda mesmo que o operário humano revele valores muito reduzidos, pode
ser mobilizado? – interroguei, curioso.
– Perfeitamente – aduziu Alexandre, atencioso. – Desde que o interesse
dele nas aquisições sagradas do bem seja mantido acima de qualquer
preocupação transitória, deve esperar incessante progresso das faculdades
radiantes, não só pelo próprio esforço, senão também pelo concurso de Mais
Alto, de que se faz merecedor. André Luiz (Missionários da Luz, cap.
19)
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11 - Conhecer a constituição humana
(registro de André Luiz)
Entendemos que a mediunidade curativa se reveste da mais alta importância,
desde que alicerçada nos sentimentos mais puros da mais pura fraternidade.
(...)
Referimo-nos, sim, aos intérpretes da Espiritualidade Superior,
consagrados à assistência providencial aos enfermos, para encorajar-lhe a
ação.
Decerto, o estudo da constituição humana lhes é naturalmente aconselhável,
tanto quanto ao aluno de enfermagem, embora não seja médico, se recomenda
a aquisição de conhecimentos do corpo em si. E do mesmo modo que esse
aprendiz de rudimentos da Medicina precisa atentar para a assepsia do seu
quadro de trabalho, o médium passista necessitará vigilância no seu campo
de ação, porquanto de sua higiene espiritual resultara o reflexo benfazejo
naqueles que se proponha socorrer. (...)
O investimento cultural ampliar-lhe-á os recursos psicológicos,
facilitando-lhe a recepção das ordens e avisos dos instrutores que lhe
propiciem amparo, e o asseio mental lhe consolidará a influência,
purificando-a, além de dotar-lhe a presença com a indispensável autoridade
moral, capaz de induzir o enfermo ao despertamento das próprias forças de
reação. (Mecanismos da Mediunidade, cap. 22, págs. 159 e 160)
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12 - O PASSISTA encarnado DURANTE OS
TRABALHOS
(narração de André Luiz)
Clara e Henrique (passistas encarnados), agora em prece, nimbavam-se de
luz.
Dir-se-ia estavam quase desligados do corpo denso, porque se mostravam
espiritualmente mais livres, em pleno contacto com os benfeitores
presentes, embora por si mesmos não no pudessem avaliar. (Nos Domínios
da Mediunidade, cap. 17, pág. 162)
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13 - PREPARO do passista encarnado
(continuação do diálogo entre André Luiz e Alexandre)
– Quando na Crosta, envolvidos pelos fluidos mais densos, como
poderemos desenvolver a capacidade radiante, depois da edificação de nossa
boa vontade real, a serviço do próximo?
O orientador percebeu-me a intenção e elucidou, de pronto:
– Conseguida a qualidade básica, o candidato ao serviço precisa considerar
a necessidade de sua elevação urgente, para que as suas obras se elevem no
mesmo ritmo. Falaremos tão-só das conquistas mais simples e imediatas que
deve fazer, dentro de si mesmo. Antes de tudo, é necessário equilibrar o
campo das emoções. Não é possível fornecer forças construtivas a alguém,
ainda mesmo na condição de instrumento útil, se fazemos sistemático
desperdício das irradiações vitais. Um sistema nervoso esgotado, oprimido,
é um canal que não responde pelas interrupções havidas. A mágoa excessiva,
a paixão desvairada, a inquietude obsidente, constituem barreiras que
impedem a passagem das energias auxiliadoras. Por outro lado, é preciso
examinar também as necessidades fisiológicas, a par dos requisitos de
ordem psíquica. A fiscalização dos elementos destinados aos armazéns
celulares é indispensável, por parte do próprio interessado em atender as
tarefas do bem. O excesso de alimentação produz odores fétidos, através
dos poros, bem como das saídas dos pulmões e do estômago, prejudicando as
faculdades radiantes, porquanto provoca dejeções anormais e desarmonias de
vulto no aparelho gastrintestinal, interessando a intimidade das células.
O álcool e outras substâncias tóxicas operam distúrbios nos centros
nervosos, modificando certas funções psíquicas e anulando os melhores
esforços na transmissão de elementos regeneradores e salutares.
O mentor fez uma pausa mais longa, observando em mim o efeito de suas
palavras, e concluiu:
– Levada a efeito a construção da boa vontade sincera, o trabalhador leal
compreende a necessidade do desenvolvimento das qualidades a que nos
referimos, porquanto, em contacto incessante com os benfeitores
desencarnados, que se valem dele na missão de amparo aos semelhantes,
recebe indiretas sugestões de aperfeiçoamento que o erguem a posições mais
elevadas. André Luiz (Missionários da Luz, cap. 19)
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14 - Associação de Forças
14 -a- “Pilha” (sessão de materialização
- auxílio magnético ao organismo mediúnico, linha 15, e incentivo aos
processos digestivos para que o aparelho mediúnico funcione sem
obstáculos, linhas 28 e 29)
Ele (Alexandre), Verônica e mais três assistentes diretos de Alencar
colocaram as mãos, em forma de coroa, sobre a fronte da jovem, e vi que as
suas energias reunidas formavam vigoroso fluxo magnético que foi projetado
sobre o estômago e o fígado da médium (...) Concentraram-se as forças
emitidas, gradualmente, sobre o plexo solar, espalhando-se por todo o
sistema nervoso vegetativo. André Luiz (Missionários da Luz, cap. 10,
págs. 113 e 114)
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14
-b- Corrente (para volitação, Espíritos e encarnados permutam
energias para o necessário impulso magnético)
O assistente (Jerônimo) organizou a corrente magnética, tomando posição
guiadora. Cada irmão encarnado localizava-se entre dois de nós outros,
almas libertadas do plano físico, mais experimentadas no campo espiritual.
De mãos entrelaçadas, para permutar
energias em assistência mútua, utilizamos intensivamente a volitação,
ganhando alturas. André Luiz (Obreiros da Vida Eterna, cap. 12, pág.
194)
(Diálogo entre André Luiz e Gúbio)
O magnetismo é uma força universal que assume a direção que lhe ditarmos.
Passes contrários à ação paralisante retituí-lo-ão à normalidade. Tal
operação, contudo, exige momento adequado. Há necessidade, no feito, de
recursos regeneradores intensivos, suscetíveis de serem encontrados junto
a serviços de grupo, em que a colaboração de muitos se entrosa a favor de
um só, quando necessário. André Luiz (Libertação, cap. 15, pág. 192)
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14-c- Sustentação
(narração de André Luiz)
Logo após, o Assistente, Hilário e eu, de maneira instintiva,
estabelecemos uma corrente de oração, sem prévia consulta, e nossas forças
reunidas como que fortaleciam o Instrutor, que, demonstrando fisionomia
calma e otimista, passou a operar, magneticamente, aplicando passes
dispersivos no companheiro em prostração. (Ação e Reação, cap. 3, pág.
41)
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15 - Centros Vitais – CORONÁRIO, o receptor e
distribuidor
(Orientação de André Luiz)
... centro coronário, instalado na região central do cérebro, sede da
mente, centro que assimila os estímulos do Plano Superior e orienta a
forma, o movimento, a estabilidade, o metabolismo orgânico e a vida
consciencial da alma encarnada ou desencarnada (...) supervisiona, ainda,
os outros centros vitais que lhe obedecem ao impulso, procedente do
Espírito, assim como as peças secundárias de uma usina respondem ao
comando da peça-motor de que se serve o tirocínio do homem para
concatená-las e dirigi-las.
Dele (centro coronário) parte, desse modo, a corrente de energia
vitalizante formada de estímulos espirituais com ação difusível sobre a
matéria mental que o envolve, transmitindo aos demais centros da alma os
reflexos vivos de nossos sentimentos, idéias e ações, tanto quanto esses
mesmos centros, interdependentes entre si, imprimem semelhantes reflexos
nos órgãos e demais implementos e nossa constituição particular, plasmando
em nós próprios os efeitos agradáveis ou desagradáveis de nossa influência
e conduta. (Evolução em Dois Mundos, cap. 2, págs. 28 e 29)
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16 - Exteriorização do passe
(orientação de André Luiz)
Lembrar-se que na aplicação de passes não se faz precisa a gesticulação
violenta, a respiração ofegante ou o bocejo de contínuo, e de que nem
sempre há necessidade de toque direto no paciente.
A transmissão do passe dispensa qualquer recurso espetacular. André
Luiz (Conduta Espírita, cap. 28, pág. 102)
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17 - Mecanismo do passe
(narração de André Luiz)
Ambos os médiuns atacaram a tarefa.
Enfermos de variada expressão entravam esperançosos e retiravam-se, depois
de atendidos, com evidentes sinais de reconforto. Das mãos de Clara e
Henrique irradiavam luminosas chispas, comunicando-lhes vigor e
refazimento.
Na maioria dos casos, não precisavam tocar o corpo dos pacientes, de modo
direto. Os recursos magnéticos, aplicados a reduzida distância, penetravam
assim mesmo o “halo vital” ou a aura dos doentes, provocando modificações
subitâneas.
Os passistas afiguravam-se-nos como duas pilhas humanas deitando raios de
espécie múltipla, a lhe fluírem das mãos, depois de lhes percorrerem a
cabeça, ao contacto do irmão Conrado (orientador espiritual dos trabalhos)
e de seus colaboradores. (Nos Domínios da Mediunidade, cap. 17, págs.
164 e 165)
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18 - Direcionamento do passe por
INSPIRAÇÃO ESPIRITUAL
(narração de André Luiz)
Conrado, impondo a destra sobre a fronte da médium, comunicou-lhe radiosa
cor-
rente de forças e inspirou-a a movimentar as mãos sobre a doente, desde a
cabeça até o
fígado enfermo. (Nos Domínios da Mediunidade, cap. 17, pág. 169)
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19 - Retirada dos maus fluidos
(tratamento em grávida, esclarecimento de Anacleto)
Logo após, muito cuidadosamente, atuou por imposição das mãos sobre a
cabeça da enferma (uma grávida), como se quisesse aliviar-lhe a mente. Em
seguida, aplicou passes rotatórios na região uterina. Vi que as manchas
microscópicas se reuniam, congregando-se numa só, formando pequeno corpo
escuro. Sob o influxo magnético do auxiliador, a reduzida bola
fluídico-pardacenta transferiu-se para o interior da bexiga urinária.
Intensificando-me a admiração, o novo companheiro, dando os passes por
terminados, esclareceu:
– Não convém dilatar a colaboração magnética para retirar a matéria tóxica
de uma vez. Lançada no excretor de urina, será alijada facilmente,
dispensando a carga de outras operações. André Luiz (Missionário da
Luz, cap. 19)
(narração de André
Luiz sobre tratamento cardíaco)
Sempre sob minha observação, Anacleto assumiu nova atitude, dando-me a
entender que ia favorecer suas expansões irradiantes e, em seguida,
começou a atuar por imposição. Colocou a mão direita sobre o epigastro da
paciente, na zona inferior do esterno e, com surpresa, notei que a destra,
assim disposta, emitia sublimes jatos de luz que se dirigiam ao coração da
senhora enferma, observando-se nitidamente que os raios de luminosa
vitalidade eram impulsionados pela força inteligente e consciente do
emissor.
Assediada pelos princípios magnéticos, postos em ação, a reduzida porção
de matéria negra, que envolvia a válvula mitral, deslocou-se vagarosamente
e, como se fora atraída pela vigorosa vontade de Anacleto, veio aos
tecidos da superfície, expraiando-se sob a mão irradiante, ao longo da
epiderme. Foi então que o magnetizador espiritual iniciou o serviço mais
ativo do passe, alijando a maligna influência. Fez o contacto duplo sobre
o epigastro, erguendo ambas as mãos e descendo-as, logo após, morosamente,
através dos quadris até os joelhos, repetindo o contacto na região
mencionada e prosseguindo nas mesmas operações por diversas vezes. Em
poucos instantes, o organismo da enferma voltou à normalidade. André
Luiz (Missionário da Luz, cap. 19)
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20 - Água fluida e outros recursos adicionais à imposição de mãos
(orientação de André Luiz)
Quando oportuno, adicionar o sopro curativo aos serviços do passe
magnético, bem como o uso da água fluidificada, do auto passe, ou da
emissão de força socorrista, a distância, através da oração.
O Bem Eterno é bênção de Deus à disposição de todos. (Conduta Espírita,
cap. 28, pág. 104)
(Orientação de André
Luiz)
Aplicar as forças naturais como auxiliares terapêuticos na curas das
variadas doenças, principalmente o magnetismo puro do campo e das praias,
o ar livre e as águas medicinais. Toda a farmacopéia vem dos reservatórios
da Natureza. (Conduta Espírita, cap. 32, pág. 115)
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21 - Passe com desobsessão
(narração de André Luiz)
Obsidiados ganhavam ingresso no recinto (câmara de passes), acompanhados
de frios verdugos, no entanto, com o toque dos médiuns sobre a região
cortical, depressa se desligavam, postando-se, porém, nas vizinhanças,
como que à espera das vítimas, com a maioria das quais se reacomodavam, de
pronto. (Nos Domínios da Mediunidade, cap. 17, págs. 164 e 165)
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22
- Pacientes
(orientação de André Luiz)
O passe, como gênero de auxílio, invariavelmente aplicável sem qualquer
contra-indicação, é sempre valioso no tratamento devido aos enfermos de
toda classe, desde as criancinhas tenras aos pacientes em posição provecta
na experiência física, reconhecendo-se, no entanto, ser menos rico de
resultados imediatos nos doentes adultos que se mostrem jungidos à
inconsciência temporária, por desajustes complicados do cérebro.
(Mecanismos da Mediunidade, cap. 22, págs. 161 e 162)
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23 - Necessidade real
(orientação de André Luiz)
Esclarecer os companheiros quanto à inconveniência da petição de passes
todos os dias, sem necessidade real, para que esse gênero de auxílio não
se transforme em mania. É falta de caridade abusar da bondade alheia.
(Conduta Espírita, cap. 28, pág. 103)
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24 - Relação passista-paciente
(orientação de André Luiz)
Estabelecido o clima de confiança, qual acontece entre o doente e o médico
preferido, cria-se a ligação sutil entre o necessitado e o socorrista e,
por semelhante elo de forças, ainda imponderáveis no mundo, verte o
auxílio da Esfera Superior, na media dos créditos de um e outro.
(Mecanismos da Mediunidade, cap. 22, pág. 160)
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25 - Receptividade do paciente
(narração de André Luiz)
Alinhando apontamentos, começamos a reparar que alguns enfermos não
alcançavam a mais leve melhoria. As irradiações magnéticas não lhes
penetravam o veículo orgânico. Registrando o fenômeno, a pergunta de
Hilário não se fez esperar.
– Por que?
– Falta-lhes o estado de confiança – esclareceu o orientador.
– Será, então, indispensável a fé para que registrem o socorro de que
necessitam?
– Ah! sim. Em fotografia precisamos de chapa impressionável para deter a
imagem, tanto quanto em eletricidade carecemos do fio sensível para a
transmissão da luz. No terreno das vantagens espirituais, é imprescindível
que o candidato apresente uma certa “tensão favorável”. Essa tensão
decorre da fé. Certo, não nos reportamos ao fanatismo religioso ou à
cegueira da ignorância, mas sim à atitude de segurança íntima, com
reverência e submissão, diante das Leis Divinas, em cuja sabedoria e amor
procuramos arrimo. Sem recolhimento e respeito na receptividade, não
conseguimos fixar os recursos imponderáveis que funcionam em nosso favor,
porque o escárnio e a dureza de coração podem ser comparados a espessas
camadas de gelo sobre o templo da alma. (Nos Domínios da Mediunidade,
cap. 17, págs. 167 e 168)
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26 - Passe à distância
(diálogo entre Hilário e Áulus)
– E pode, acaso, se dispensado (o passe) à distância?
– Sim, desde que haja sintonia entre aquele que o administra e aquele que
o recebe. Nesse caso, diversos companheiros espirituais se ajustam no
trabalho do auxílio, favorecendo a realização, e a prece silenciosa será o
melhor veículo da força curadora. André Luiz (Nos Domínios da
Mediunidade, cap. 17, pág. 170)
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27 - Resultado do passe para o paciente
(elucidação de Áulus a Hilário)
– O passe é uma transfusão de energias, alterando o campo celular. Vocês
sabem que na própria ciência humana de hoje o átomo não é mais o tijolo
indivisível da matéria... que, antes dele, encontram-se as linhas de
força, aglutinando os princípios subatômicos, e que, antes desses
princípios, surge a via mental determinante... Tudo é espírito no
santuário da Natureza. Renovemos o pensamento e tudo se modificará
conosco.
Na assistência magnética, os recursos espirituais se entrosam entre a
emissão e a recepção, ajudando a criatura necessitada para que ela ajude a
si mesma. A mente reanimada reergue as vidas microscópicas que a servem,
no templo do corpo, edificando valiosas reconstruções. O passe, como
reconhecemos, é importante contribuição para quem saiba recebe-lo, com o
respeito e a confiança que o valorizam. André Luiz (Nos Domínios da
Mediunidade, cap. 17, págs. 169 e 170)
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28 - Resultado do passe para o passista
(orientação de André Luiz)
Quando aplicar passes e demais métodos da terapêutica espiritual, fugir à
indagação sobre resultados e jamais temer a exaustão das forças
magnéticas.
O bem ajuda sem perguntar. (Conduta Espírita, cap. 28, pág. 102)
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29 - MENSAGENS DE ANDRÉ LUIZ
O PASSE
O passe não é unicamente transfusão de energias anímicas.
É o equilibrante ideal da mente, apoio eficaz de todos os tratamentos.
Desânimo e tristeza, tanto quanto insatisfação e revolta, são síndromes da
alma, estabelecendo distonias e favorecendo moléstias do corpo.
Se há saúde, esses estados de espírito patrocinam desastres orgânicos; na
doença equivalem a fatores predisponentes na desencarnação prematura.
Mas não é só isso.
Em todo desequilíbrio mental as forças negativas entram mais facilmente em
ação instalando processos obsessivos de duração indeterminada.
Se usamos o antibiótico por substância destinada a frustrar o
desenvolvimento de microorganismos no campo físico, por que não adotar o
passe por agente capaz de impedir as alucinações depressivas, no campo da
alma? Se atendemos à assepsia, no que se refere ao corpo, por que descurar
dessa mesma assepsia no que tange ao espírito? A aplicação das forças
curativas em magnetismo enquadra-se à efluvioterapia com a mesma
importância do emprego providencial de emanações da eletricidade.
Espíritas e médiuns espíritas, cultivemos o passe, no veículo da oração,
com o respeito que se deve a um dos mais legítimos complementos da
terapêutica usual.
Certamente os abusos da hipnose, responsáveis por leviandades lamentáveis
e por truanices de salão, em nome da ciência, são perturbações novas no
mundo, mas o passe, na dignidade da prece, foi sempre auxílio divino às
necessidades humanas.
Basta lembrar que o Evangelho apresenta Jesus, ao pé dos sofredores,
impondo as mãos. (em Opinião Espírita, dos Espíritos Emmanuel e André
Luiz, por Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira)
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PERANTE O PASSE
Quando aplicar passes e demais métodos da terapêutica espiritual, fugir à
indagação sobre resultados e jamais temer a exaustão das forças
magnéticas. O bem ajuda sem perguntar.
Lembrar-se de que na aplicação de passes não se faz precisa a gesticulação
violenta, a respiração ofegante ou bocejo de contínuo, e de que nem sempre
há necessidade de toque direto no paciente. A transmissão do passe
dispensa qualquer recurso espetacular.
Esclarecer os companheiros quanto à inconveniência da petição de passes
todos os dias, sem necessidade real, para que esse gênero de auxílio não
se transforme em mania. É falta de caridade abusar da bondade alheia.
Proibir ruídos quaisquer, baforadas de fumo, vapores alcoólicos, tanto
quanto ajuntamento de gente ou a presença de pessoas irreverentes e
sarcásticas nos recintos para assistência e tratamento espiritual. De
ambiente poluído, nada de bom se pode esperar.
Interromper as manifestações mediúnicas no horário de transmissões do
passe curativo. Disciplina é alma da eficiência.
Interditar, sempre que necessário, a presença de enfermos portadores de
moléstias contagiosas nas sessões de assistência em grupo, situando-os em
regime de separação para o socorro previsto. A fé não exclui a
previdência.
Quando oportuno, adicionar o sopro curativo aos serviços do passe
magnético, bem como o uso da água fluidificada, do auto passe, ou da
emissão de força socorrista, a distância, através da oração. O Bem Eterno
é bênção de Deus à disposição de todos.
“E rogava-lhe muito, dizendo: — Minha filha está moribunda; rogo-te que
venhas e lhe imponhas as
mãos para que sare, e viva.” (Marcos, 5:23.) (em Conduta Espírita, por
Waldo Vieira)
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30 - Algumas referências nas obras de
Emmanuel
30-a
O PASSE
“Ele tomou sobre si as nossas enfermidades e levou as nossas doenças.”
(Mateus, 8:17)
Meu amigo, o passe é transfusão de energias físio-psíquicas, operação de
boa vontade, dentro da qual o companheiro do bem recebe de si mesmo em teu
benefício.
Se a moléstia, a tristeza e a amargura são remanescentes de nossas
imperfeições, enganos e excessos, importa considerar que, no serviço do
passe, as tuas melhoras resultam da troca de elementos vivos e atuantes.
Trazes detritos e aflições e alguém te confere recursos novos e bálsamos
reconfortantes.
No clima de provas e da angustia, és da necessidade e do sofrimento.
Na esfera da prece e do Amor, um amigo se converte no instrumento da
infinita Bondade, para que recebas remédio e assistência. Ajuda o trabalho
de socorro aqui mesmo, com esforço da limpeza interna.
Esquece os males que te apoquentam, desculpa as ofensas das criaturas que
te não compreendem, foge ao desânimo destrutivo e enche-te de simpatia e
entendimento para com todos os que te cercam.
O mal é sempre a ignorância, e a ignorância reclama perdão e auxílio para
que se desfaça em favor da nossa própria tranqüilidade.
Se pretendes, pois, guardar as vantagens do Passe que, em substância, é
ato sublime de fraternidade cristã, purifica o sentimento e o raciocínio,
o coração e o cérebro.
Ninguém deita alimento indispensável em vaso impuro.
Não abuses, sobretudo, daqueles que te auxiliam. Não tomes o lugar do
verdadeiro necessitado, tão-só porque teus caprichos e melindres pessoais
estejam feridos.
O passe exprime também gastos de forças e não deves provocar o dispêndio
de energia do Alto com infantilidades e ninharias.
Se necessitas de semelhantes intervenção, recolhe-te à boa vontade,
centraliza a tua expectativa nas fontes celestes do suprimento divino,
humilha-te, conservando a receptividade edificante, in-flama o teu coração
na confiança positiva e, recordando que alguém vai arcar com o peso das
tuas aflições, retifica o teu caminho, considerando igualmente o
sacrifício incessante de Jesus por todos nós, porque, de conformidade com
as letras sagradas, Ele tomou sobre si as nossas enfermidades e levou as
nossas doenças. (Emmanuel, no livro Segue-me!..., psicografia de
Francisco Cândido Xavier)
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30-b
PASSES
“E rogava-lhe muito, dizendo: Minha filha está moribunda; rogo-te que
venhas e lhe imponhas as mãos para que sare, e viva.” (MARCOS, capítulo 5,
versículo 23.)
Jesus impunha as mãos nos enfermos e transmitia-lhes os bens da saúde. Seu
amoroso poder conhecia os menores desequilíbrios da Natureza e os recursos
para restaurar a harmonia indispensável.
Nenhum ato do Divino Mestre é destituído de significação. Reconhecendo
essa verdade, os apóstolos passaram a impor as mãos fraternas em nome do
Senhor e tornavam-se instrumentos da Divina Misericórdia.
Atualmente, no Cristianismo redivivo, temos, de novo, o movimento
socorrista do plano invisível, através da imposição das mãos. Os passes,
como transfusões de forças psíquicas, em que preciosas energias
espirituais fluem dos mensageiros do Cristo para os doadores e
beneficiários, representam a continuidade do esforço do Mestre para
atenuar os sofrimentos do mundo.
Seria audácia por parte dos discípulos novos a expectativa de resultados
tão sublimes quanto os obtidos por Jesus junto aos paralíticos,
perturbados e agonizantes.
O Mestre sabe, enquanto nós outros estamos aprendendo a conhecer. É
necessário, contudo, não desprezar-lhe a lição, continuando, por nossa
vez, a obra de amor, através das mãos fraternas.
Onde exista sincera atitude mental do bem, pode estender-se o serviço
providencial de Jesus.
Não importa a fórmula exterior. Cumpre-nos reconhecer que o bem pode e
deve ser ministrado em seu nome. (Emmanuel, no livro Caminho Verdade e
Vida, psicografia de Francisco Cândido Xavier)
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30-c
A ÁGUA FLUÍDA
“E qualquer que tiver dado só que seja um copo de água fria por ser meu
discípulo, em verdade vos digo que, de modo algum, perderá o seu
galardão”. Jesus (Mateus, 10:42)
Meu amigo, quando Jesus se referiu à benção do copo de água fria, em seu
nome, não apenas se reportava à compaixão rotineira que sacia a sede
comum.
Detinha-se o Mestre no exame de valores espirituais mais profundos.
A água é dos corpos o mais simples e receptivo da terra. É como que a base
pura, em que a medicação do Céu pode ser impressa, através de recursos
substanciais de assistência ao corpo e à alma, embora em processo
invisível aos olhos mortais.
A prece intercessória e o pensamento de bondade representam irradiações de
nossas melhores energias.
A criatura que ora ou medita exterioriza poderes, emanações e fluidos que,
por enquanto, escapam à análise da inteligência vulgar e a linfa potável
recebe a influência, de modo claro, condensando linhas de força magnética
e princípios elétricos, que aliviam e sustentam, ajudam e curam.
A fonte que procede do coração da Terra e a rogativa que flui no imo
d’alma, quando se unem na difusão do bem, operam milagres.
O Espírito que se eleva na direção do céu é antena viva, captando
potências da natureza superior, podendo distribuí-las em benefício de
todos os que lhe seguem a marcha.
Ninguém existe órfão de semelhante amparo. Para auxiliar a outrem e a si
mesmo, bastam a boa vontade e a confiança positiva.
Reconheçamos, pois, que o Mestre, quando se referiu à água simples, doada
em nome da sua memória, reportava-se ao valor real da providência, em
benefício da carne e do espírito, sempre que estacionem através de zonas
enfermiças. Se desejas, portanto, o concurso dos Amigos Espirituais, na
solução de tuas necessidades fisiológicas ou dos problemas de saúde e
equilíbrio dos companheiros, coloca o teu recipiente de água cristalina, à
frente de tuas orações, espera e confia. O orvalho do Plano Divino
magnetizará o liquido, com raios de amor, em forma de bênção, e estarás,
então, consagrando o sublime ensinamento do copo de água pura, abençoado
nos Céus. (Emmanuel, no livro Segue-me!..., psicografia de Francisco
Cândido Xavier)
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Pedro Bernardino da Costa
pedrobernardinodacosta@yahoo.com.br
Cássia-MG, 03 de junho de 2003 "André Luiz foi,
positivamente, dentre todos os Benfeitores que escreveram aos encarnados,
o que manteve fidelidade maior aos postulados espíritas, notadamente a
Allan Kardec. O seu trabalho, no que concerne à forma e ao fundo,
notabiliza-se em tudo
pelo respeito e lealdade mantidos, ao longo do tempo, ao Codificador e à
Codificação."
(Lori M. dos Santos
- Instituto André Luiz)
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