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AÇÃO E REAÇÃO
Autor Espiritual: André Luiz
Psicografia: Francisco Cândido Xavier
Sinopse: Eurípedes Kühl
Realização: Instituto André Luiz

Título: "Ação e Reação" – Edição consultada: 5ª Edição/1976
Autor: Espírito ANDRÉ LUIZ (pseudônimo espiritual de um consagrado médico que exerceu a Medicina no Rio de Janeiro)
Psicografia: FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER (concluída em 1956).
Edição: Primeira edição em 1956, pela Federação Espírita Brasileira (Rio de Janeiro/RJ)
Nota: Até 2003 já haviam 24 reedições, num total de 298.000 exemplares.:

Conteúdo doutrinário:
ANDRÉ LUIZ e seu amigo HILÁRIO, com o abençoado fito de aprenderem as várias nuanças da Lei de Causa e Efeito (Justiça Divina), vão às sombrias regiões umbralinas, onde colhem as lições que enfeixam esta obra. Todos os capítulos encerram preciosas lições, por isso não se poderá destacar esse ou aquele. Apenas como mostra do pano, relacionamos alguns:
- “dívida agravada” / “débito estacionário” / “resgate interrompido” / “débito aliviado” / “dívida expirante” / “resgates coletivos”.
O sofrimento dos Espíritos desencarnados, que quando na romagem terrena obnubilaram a consciência, é aqui descrito sem rodeios, servindo como poderoso alerta para todos nós...
Lendo esse livro é penoso verificar o quanto o homem ainda se demora em observar as Leis Morais, em particular a de JUSTIÇA DIVINA, que Deus instituiu, em sua sabedoria e amor, fazendo com que a cada ação, invariavelmente ocorra a respectiva reação — isso, tanto no moral, quanto no material.
De forma pedagógica quanto interessante, André Luiz descreve inúmeros casos comportamentais de encarnados, expondo a seguir, a conseqüência, quando os agentes retornam ao mundo espiritual.
Muitos delitos e monstruosidades vêm à tona, explicitando o porquê das duras condições resultantes, as quais, na verdade, constituem reajustamento à Lei.
Contudo, há também narrações de resgates aceitos com sincero arrependimento, humildade e resignação, carreando atenuantes, na razão direta do merecimento dos agentes.
De ponta a ponta da leitura sobressai o imensurável Amor do Pai para com todos os seus filhos, máxime quando estes se ajustam às palavras do Mestre Jesus, que de forma altissonante proclamou que do redil divino nenhuma ovelha se perderia.

SINOPSE - Capítulo a capítulo:
Cap. 1 Luz nas sombras – ANDRÉ LUIZ e HILÁRIO vão à “Mansão da Paz”, no umbral, para aprendizados ou complementações referentes à Lei de Causa e Efeito. Assistem a uma conferência, na qual são descritas as várias concepções das antigas civilizações sobre a vida além-túmulo, com resultantes respectivamente boas ou más, sob império implacável da Justiça, segundo as ações de cada um.
É explicitado o “carma” dos hindus: leis de causa e efeito.
No exterior da “Mansão da Paz” uma ventania ululante movimentava no ar uma substância escura, qual lama aeriforme, dentro da qual rostos humanos surgiam com lamentos de horror. Eram criaturas cruéis que, segundo o Instrutor Druso, “odeiam e aniquilam, mordem e ferem”. Tais criaturas não podiam ser abrigadas pois aniquilariam selvagemente seus eventuais acolhedores. Algumas vivem ali por séculos!
NOTA: Não é a primeira vez que vemos situação similar nas obras de André Luiz. Com efeito, já a partir de “Nosso Lar” (Cap 28 – “Vampiro”), há casos de Espíritos extremamente fixados no erro, violentos e impenitentes, que não podem ser admitidos nas Instituições Espirituais socorristas, pois colocariam em risco o equilíbrio delas. Não se diga que isso é falta de caridade. Na verdade, trata-se de prudência!
O capítulo leciona que ao criminoso não bastam sofrimentos e purgações, em regiões infernais, sob revolta e inconformismo, mas sim, a cessação da febre de loucura e de rebelião, com o culpado entregando-se ao remorso e à penitência.
Naquele tormentoso clima vivem as almas sob condições infernais que elas próprias criaram, até que despertem para o bem. Em suma, todos aqueles conflitos e angústias servem para depurar os que se consagram à deliberada criminalidade. Por permissão do Senhor, ali, as atividades do mal, de forma direta, fustigando os maus, proporcionam que eles se curem... com o próprio mal.

Cap. 2 - Comentários do Instrutor – Em recinto confortável e amplo da “Mansão da Paz” reuniam-se cerca de duzentos assistidos, na maioria de semblante disforme e triste. O capítulo contém numerosos ensinamentos sobre o bom ânimo e à construção individual do “destino”, quando cada um de nós estagia ora no plano físico, ora no espiritual. Em suma: somos vítimas de nós mesmos, tanto quanto todos somos beneficiários da Tolerância Divina a nos conceder infinitas oportunidades de correção e ressarcimento. Há a informação de que para Espíritos equilibrados, ao desencarnarem, retornam-lhes a memória de vidas passadas; já os Espíritos intranqüilos, culpados, vêem-se acometidos de amnésia, qual sombra eclipsando-lhes a visão (do passado). Há velada crítica à regressão de memória, por hipnose.

Cap. 3 A intervenção na memória – Loucura por telepatia! Reencarnações em conexão com “planos infernais”! Eis que encontramos neste capítulo exposição dessas situações, constituindo inédito aprendizado sobre o Plano Espiritual. Instrutores Espirituais do “Cenáculo da Mansão” agem como autoridades intermediárias nos processos reencarnatórios, que são decididos por mensageiros da luz (instância superior).
Fato assombroso: Espíritos trevosos, munidos de canhões de bombardeio eletrônico (?!) atacam a Instituição (“Mansão da Paz”), que possui defesas eficientes.

Cap. 4 Alguns recém-desencarnados – Equipes socorristas da “Mansão da Paz” atendem recém-desencarnados em desequilíbrio mental, mas credores de imediata assistência. Há várias narrações de recém-libertos da matéria e que só agora se mostram grandemente arrependidos. Um desses dolorosos casos, de grande impacto emocional, mostra a ingratidão filial, e em contraposição, o sublime amor maternal, que a tudo perdoa. O capítulo leciona que as sombras da consciência só desaparecerão da alma do devedor com o suor do trabalho ou sob o pranto da expiação... Vemos também como a literatura perniciosa que descreve figuras demoníacas pode impressionar Espíritos frágeis, que os ideoplasmam, passando a conviver grandes tormentos com essas formas-pensamento auto-edificadas. Há proveitosa explanação sobre como as energias mentais exteriorizadas por cada Espírito (na forma de pensamento, por exemplo) sempre retornam à origem, intensificadas pelos elementos — bons ou maus — que com elas se harmonizam...

Cap. 5 Almas enfermiças – Uma caminhada pelos arredores da “Mansão da Paz”, pelas regiões das sombras densas, mostra compacta multidão de almas em reajuste, conturbadas e sofredoras, soluçando, gritando e blasfemando. Esses infelizes Espíritos são prisioneiros de si mesmos; só conseguirão ser amparados quando superarem a crise de perturbação ou de angústia na qual mergulharam, o que pode perdurar por dias, meses ou anos. Cães enormes prestam relevantes serviços naquela área trevosa.
Espíritos desencarnados, tanto quanto encarnados, vivem cercados de energia que se irradiam, impressionando o olfato daqueles que estejam próximos, de modo agradável ou desagradável. Três Espíritos são mantidos em celas individuais, tendo cada um, por companhia, apenas e tão somente, permanentemente, as escabrosas formas-pensamento que criaram, reflexo de sua equivocada vida terrena... Só poderão ser amparados quando modificarem sua tela mental.

Cap. 6 – No círculo da oração – Numa dependência da “Mansão da Paz”, destinada à prece, há grande tela translúcida, de mais ou menos 6m², denominada “câmara cristalina”. Ouvimos então comovente quanto sublime prece, enfatizando a excelsitude do perdão, mesmo para os Espíritos de suprema perversidade. O grupo em oração vê na “câmara cristalina” surgir a figura do Ministro SÂNZIO, figura essa branda e aureolada de intensa luz, que se materializa. O capítulo se reveste de capital importância para o entendimento de como o Plano Espiritual reúne Espíritos reciprocamente faltosos numa mesma família, a fim de que, também em conjunto, agora, reparem arestas, refaçam o que também juntos, no passado, destruíram. Essa a oportunidade de restabelecerem, por fim, laços de fraternidade e amor.

Cap. 7 Conversação preciosa – O Ministro SÂNZIO considera-se “funcionário humilde dos abismos” e reflete sobre a dor e sobre Espíritos mergulhados há séculos (!) nos despenhadeiros infernais; nenhum deles jamais foi esquecido pela Divina Bondade, afirma.
NOTA: André Luiz, de forma enigmática, “deixa no ar” que o Ministro SÂNZIO, em algum lugar, um dia, já o conhecera...
Mas o capítulo é forte na descrição do “carma”, designado como “conta do destino criada por nós mesmos”, contas essas, de todos nós, sob controle universal do sistema de contabilidade da justiça inalienável da Casa de Deus. Gênios celestes são prepostos a administrar o amplo amor divino, concedendo empréstimos, “moratórias” e recursos extraordinários a todos os Espíritos encarnados, ou desencarnados, segundo o merecimento de cada um. Tudo o que há no mundo — rigorosamente tudo — pertence a Deus, que empresta ao homem para que este efetue sua sublimação em conhecimento e virtude. E desses empréstimos, todos teremos que prestar contas, ante o juiz inexorável da morte.
Definindo o “bem” e o “mal”:
- o bem é o progresso e a felicidade, a segurança e a justiça”;
- o “mal” é a triste vocação de bem unicamente para nós mesmos” (egoísmo).
A forte tentação de um ex-suicida reencarnado por novo suicídio é aqui explicitada.
Há dívidas que só serão resgatadas através de várias reencarnações.

Cap. 8 Preparativos para o retorno - Vemos aqui como uma esposa de marido criminoso e extremamente infeliz se vale da prece para ajudá-lo, rogando retorno de ambos ao plano físico. A fixação no ouro leva os Espíritos à perda da razão, os quais, no Plano Espiritual, passam a apresentar aspecto horripilante. Há impressionante notícia da existência, lá no Plano Espiritual, de “escolas de vingadores”, organizadas e mantidas por Inteligências criminosas, que identificam o chamado “desejo central” de cada Espírito para sobre ele passar a exercer influência obsessiva, dilatando-lhe, na personalidade, a ânsia resultante desse interesse íntimo. Crueldade, cobiça, maledicência, escárnio e irritação refletem desequilíbrio, tanto quanto elevação moral reflete santidade.
A ação de um vigoroso hipnotizador desencarnado sobre um cobiçoso fazendeiro encarnado entremostra o perigo da fixação nas posses materiais.

Cap. 9 – A história de Silas – O capítulo é comovente, eis que nele vemos como um bondoso Espírito confessa, de público, todos os descaminhos que palmilhou, entregue que estava à usura e amor ao ouro. A confissão, expondo os tormentos da colheita obrigatória da má semeadura, evidencia a Bondade Divina que concede ao criminoso incessantes e inapreciáveis oportunidades de reconstrução moral, a qual passa, em primeiro plano, pelo trabalho em soerguer suas vítimas. A reflexão de que a má ação de um minuto por vezes demanda enorme tempo para o devido reajuste e refazimento, emoldura o ensinamento sobre a ação do mal, que pode ser rápida, mas que ninguém sabe quanto tempo exigirá o serviço da reação.

Cap. 10 Entendimento – O criminoso contumaz, após a morte, purga nas regiões trevosas por longos períodos e por diversas vezes volta a reencarnar em dificílimas condições; sendo que, em cada desencarnação, volta também a estagiar nas mesmas regiões infernais. Cada reencarnação, nesse caso, constitui bênção, pelo olvido temporário da sua triste biografia. Dois Espíritos vingativos são levados à presença de um pianista (encarnado) que é intuído a executar a 6ª Sinfonia de Beethoven (a “Pastoral”). Aí, ao ouvirem, o balsamizado império da boa música, isso os sensibiliza...
Lições de perdão, humildade e amor emolduram o reencontro desses vingadores com uma abençoada mulher, que quando encarnada, lhes fora cunhada e que, por culpa de ambos, que obsidiavam terrivelmente o marido (irmão deles e que os assassinara), desesperou-se: atirou-se num lago, vindo a desencarnar. Em próxima reencarnação viria a ser-lhes mãe amorosa!

Cap. 11 O templo e o parlatório – No “Templo da Mansão” uma cruz informa e recorda a todos os que ali vão orar que Jesus está presente. Nichos, aparentemente vazios, proporcionam a cada Espírito eleger diante de qual fará suas preces, segundo a fé que abraça. Vê-se ali como o ser humano ainda carece de símbolos, mas vê-se também como os Poderes Divinos, diante da fé sincera, propiciam amorosa veneração. Assimilando a faixa mental dos Espíritos em oração foi dado ver nos nichos as belas imagens que suas mentes formavam, bem como ouvir o que diziam, seus rogos e esperanças, expressando-se com respeito e fé.
NOTA: É explicado como um Espírito protetor (no caso, o Dr. Bezerra de Menezes) atende às dezenas de súplicas, simultaneamente: “centenas de Espíritos estudiosos e benevolentes obedecem-lhe às diretrizes nas lavouras do bem, nas quais opera ele em nome do Cristo”.
Já do lado de fora do Templo, outro era o clima: ali era o “parlatório” da Mansão, onde grandes fileiras de almas sinceras e sofredores, em desespero, oravam também, mas aos gritos e com rogativas ardentes e apelos desenfreados.

Cap. 12 Dívida agravada – Espíritos com “sentimentos tigrinos” não podem ser acolhidos em ambientes onde reina a Paz (no caso, o “Templo da Mansão”) pois não resistiriam ao impacto da claridade dominante, dosada em fotônios de teor eletromagnético, ajustada à segurança daquela casa de oração. Só com sinceridade nas rogativas e ausência de revolta na alma é que o acesso se torna livre. Isso caracteriza que o socorro espiritual está sempre de braços abertos à provação e ao sofrimento, mas não à rebeldia e ao desespero.
Ao apelo de uma mãe, acontece um sublime atendimento espiritual à filha, evitando o suicídio desta.
O capítulo se reporta ao fato de um devedor cometer as mesmas faltas, agravando seu débito perante a Justiça Divina.

Cap. 13 - Débito estacionário – Uma prece humilde, de um Espírito bom, plena de fé e caridade, subtrai uma mulher à desencarnação precoce.
NOTA: Salvo melhor juízo, a forma como se processa esse sublime atendimento lembra, em parte, a “apometria” (sistema de atendimento espiritual a paciente encarnado, em reunião mediúnica, com desdobramento perispiritual tanto do paciente quanto de um médium, o qual retransmite a(os) médico(s) encarnado(s), presente(s), para as providências médicas terrenas decorrentes, o diagnóstico proferido por Espíritos atendentes. Ainda em caráter experimental no Movimento espírita).
No presente caso vimos que o atendimento se deu diretamente, sem o concurso de encarnados.
Conhecemos o assombroso caso de um Espírito (ora encarnado) que há mais de mil anos (!) vinha praticando delitos cruéis, em ambos os Planos, e por isso, cristalizado que se acha no crime, teve seu débito “congelado”, com hibernação espiritual compulsória. Na atual reencarnação, esse Espírito, “prisioneiro ainda perigoso”, renasceu em corpo de anão e paralítico (“engaiolado”, na expressão do Autor espiritual). Essa forma proporcionou-lhe ocultação provisória, tornando-o incomunicável e irreconhecível não só às numerosas vítimas (buscando vingança) como suas ligações nos planos infernais. Na Terra ou no Espaço, reconhecível, provocaria perturbações e tumultos de conseqüências imprevisíveis...
NOTA: S.M.J., este é um dos mais importantes esclarecimentos inéditos trazidos por André Luiz: quer nos parecer que a partir dele o mongolismo, a idiotia e os demais casos de deficiência mental-cerebral passaram a ter um enfoque de lógica irretorquível, não espelhando castigo, mas sim, grande bênção.

Cap. 14 Resgate interrompido – Um marido infiel torna-se rancoroso com a esposa e um filhinho, ao tempo que mantém amor paternal por duas filhas. Tresloucado, intenta assassinar a esposa para poder entregar-se por inteiro à paixão infeliz. O pensamento do marido forma imagens nítidas e sucessivas, recebidas com extrema nitidez por desencarnados. Impedido pelos Protetores de praticar o homicídio o marido opta pela deserção dos compromissos com a família. Por isso, em outra reencarnação terá que voltar perante os débitos que agora não quita, os quais estarão acrescidos...
Comentários sobre o divórcio trazem à tona que os casais, via de regra, se unem por vínculos do passado, quase sempre com débitos recíprocos, daí surgindo arestas a serem amparadas, em esforço mútuo. O cônjuge que de forma mais proveitosa velar pelo bem familiar, com mais sacrifícios no serviço incessante pela felicidade familiar, certamente mais se elevará à glória do Amor Divino.

Cap. 15 – Anotações oportunas – O capítulo aborda, de início, o trabalho do famoso médico austríaco Sigmund Freud (1856-1939), comentando que nele faltou estudos sobre a reencarnação, com ênfase na explicação do “campo emotivo das criaturas pela medida absoluta das sensações eróticas”.
A seguir, obtemos preciosos ensinamentos sobre o sexo, que é de substância mental e mentalmente determina as formas em que se expressa. O sexo, assim, é uma energia variável da alma — uma força do Criador nas criaturas, destinada a expandir-se em obras de amor e luz. A irresponsabilidade sexual, do homem ou da mulher, resultarão em dolorosas conseqüências, sendo que o Autor espiritual cita um grande elenco de doenças advindas dos abusos sexuais, que tanto mal causam aos parceiros; e por reação, ao agentes... A inversão sexual é tratada como renascimento corretivo — em alguns casos, raros, não se trata de correção e sim de renúncia de Espíritos de belos caracteres que solicitam esse quadro pessoal para melhor poderem se desincumbir de tarefas missionárias, que a solidão ajuda a cumprir.
As terríveis conseqüências do aborto provocado são a seguir explicitadas.

Cap. 16 – Débito aliviado – Um homem com doença grave dedica-se a ajudar ao próximo! No desdobramento do sono é atendido por dois médicos espirituais. O capítulo, mostrando esse comportamento heróico e fraterno, expõe como um débito do passado se alivia. Esse homem fraternal, no passado cometeu grave crime contra o pai e após sofrer horrível perseguição paterna, obsessiva-vingativa, reencarna e logo se vê órfão para aprender a valorizar a bênção de se ter pai...
É de sublime poesia a inefável maneira de como um Espírito (encarnado), afetado por cruel enfermidade, administra sua existência, recebendo com amor paternal filhos enjeitados, que em vida pretérita ele desencarminhara.

Cap. 17 Dívida expirante – Também neste capítulo é citado o caso de um enfermo grave que na atual reencarnação ressarce seu pesado débito: suportando com humildade e paciência os golpes reparadores, consegue conquistar a felicidade de encerrar citado débito, em definitivo. Transcrevemos a lição:
“ — Quando a nossa dor não gera novas dores e nossa aflição não cria aflições naqueles que nos rodeiam, nossa dívida está em processo de encerramento”.

Cap. 18 Resgates coletivos – É descrito o socorro espiritual às vítimas fatais de um acidente aéreo. A equipe dos atendentes era formada de Espíritos rigorosamente treinados em técnicas especialíssimas para esse tipo de auxílio. Dentre os mortos, alguns poderiam ser logo desligados dos despojos, outros ainda se demorariam jungidos à armadura física, tudo proporcionalmente ao nível de desprendimento material, quando encarnados... “Morte física” é uma coisa, “emancipação espiritual”, outra: o trabalho no bem comum e a caridade, a fé e o bom ânimo, a arte, o otimismo e a arte, bem como as preces intercessórias, são fatores que amenizam as duras provações!
As perdas de entes queridos, que tanta dor causam aos familiares, mormente em tais situações, sinalizam que estes, de alguma forma, podem ter sido, em vidas passadas, os co-participantes dos delitos daqueles mesmos entes (no caso, as vítimas do acidente aéreo). Agora, todos resgatam coletivamente tal débito, de uma forma ou de outra.

Cap. 19 Sanções e auxílios – O corpo humano, quando em enfermidades, estas correspondem ao estado evolutivo espiritual e constituem retificação. O álcool, a gula, a leviandade nos esportes e na dança, a calúnia, a perversão dos sentimentos, os abusos dos dotes físicos, o escárnio e a audição que desencardeiam a criminalidade — todas essas deficiências comportamentais geram, em vidas futuras, veículos fisiológicos com problemas patológicos correspondentes. É de se notar que tais expiações são imploradas pelos próprios agentes, sendo concedidas como exaustores cármicos. Eis algumas dessas solicitações: câncer, lepra, lesões genésicas, paralisias; reumatismos; neoplasmas; mudez; surdez; cegueira; inibições cerebrais; diabetes; epilepsia; pênfigo; etc. etc. Tais anomalias orgânicas surgem por zonas de atração magnética, configurando exteriormente as deficiências do Espírito.
Há ainda, neste capítulo, reflexões e conceitos inéditos (e extremamente lógicos) sobre a dor:
a. “dor-evolução” - nos animais e nas plantas
b. “dor-expiação” - regeneração do ser
c. “dor-auxílio” - para evitar maiores quedas ou para recuperação de antigos enganos.

Cap. 20 – Comovente surpresa – André Luiz justifica o título do capítulo ao conduzir a narrativa deste capítulo final pela trilha sempre divina e dulcificada do Amor, fazendo com que a emoção vá ao topo da sensibilidade. De propósito, silenciamos quanto aos detalhes, deixando que cada leitor brinde seu coração com a sublime lição que dali emerge, com alcandorado impacto..
Finalizando, o Autor espiritual relata, em introspecção, os três anos que passou no Cenáculo (“Mansão da Paz”), refletindo sobre a bondade de Druso, o administrador central.
Como fecho, mais uma vez fica demonstrado o quanto Deus é justo e bondoso, bem como o quanto é sábia a Lei de Causa e Efeito!

Personagens citados:
ANDRÉ LUIZ - é Autor Espiritual. Permaneceu no Umbral por oito anos.
No ano de 2003, em comemoração ao 1.500.000° exemplar de “Nosso Lar”, a Federação Espírita Brasileira reeditou, com nova diagramação e capa, a coleção dos 13 (treze) livros de A.Luiz com psicografia de Chico Xavier, tratando da “A Vida no Mundo Espiritual”! Obras já estudadas:
- 1° livro: “NOSSO LAR” (1944) – obra literária iniciando fecunda série, sempre pela psicografia de Francisco Cândido Xavier. Nesse livro o Autor reporta como foi recolhido à Instituição Espiritual "Nosso Lar" (situada na psicosfera da cidade do Rio de Janeiro), por interferência de sua mãe. Com impressionante ineditismo, o livro narra particularidades do Plano Espiritual.
Graças à sua abnegação e trabalhos incansáveis de auxílio ao próximo, alguns anos mais tarde conquistou a faculdade da volitação.
Informa, ao fim do livro, que recebeu a comenda de "Cidadão de Nosso Lar".
André Luiz é um exemplo dignificante de auto-reforma e de como a conseqüente evolução espiritual traz intensos momentos felizes para todo aquele que ajuda ao próximo.
- 2° livro: "OS MENSAGEIROS" (1944) - reporta vários aprendizados que alcançou junto à equipe de auxiliares-aprendizes, no "Centro de Mensageiros", quando, após estágio e uma viagem à Crosta, teve oportunidade de pôr em prática as lições recebidas.
- 3° livro: “MISSIONÁRIOS DA LUZ" (1945) - aprimora os conhecimentos até então auferidos. Estagia com o Instrutor ALEXANDRE num recinto terrestre, onde se desenrolam inúmeras atividades mediúnicas. Há impressionante narração de uma reencarnação, a partir do Programa Reencarnatório, seguida da fecundação, da gestação e do nascimento.
- 4° livro: "OBREIROS DA VIDA ETERNA" (1946) - registra que é a primeira vez que integra equipe socorrista (de auxílio a desencarnações), pois até então fora estudante/aprendiz.
- 5° livro: “O MUNDO MAIOR” (1947) - agora, focaliza aspectos da vida no mundo espiritual e do intercâmbio entre desencarnados e encarnados, especialmente durante o repouso físico.
- 6º livro: “LIBERTAÇÃO” (1949) - um dos maiores equívocos do ser humano é o de se arvorar em juiz... eis que, na verdade, quem assim procede, via de regra está projetando em outrem aquilo mesmo que denigre seu comportamento; ao que sofre, já basta o aguilhão da culpa.
- 7° livro: “ENTRE A TERRA E O CÉU” ( 1954) - obra de grande singeleza, que nos mostra o poder da prece diante dos descaminhos humanos (ciúme, suicídio, vingança, obsessão) provocando desarmonia e sofrimento num grupo familiar. Pela caridade de Jesus, Benfeitores espirituais conseguem reordenar procedimentos morais, acalmar impulsos negativos e implantar a fraternidade entre todos.
- 8° livro: “NOS DOMÍNIOS DA MEDIUNIDADE” (1954) – as várias nuanças da mediunidade são aqui expostas de forma singela, mas com profundidade filosófica, posto que são fotografadas, diretamente da vida espiritual para a terrena, as conseqüências de como os médiuns exercem tal atividade...

* * *

OBS: Citaremos a seguir os demais nomes dos personagens do livro "AÇÃO E REAÇÃO", colocando entre parênteses: (d) = desencarnado; (e) = encarnado, e os respectivos capítulo e página onde são mencionados pela primeira vez mencionados.

DRUSO (d) – 1/13 – Diretor, há 50 anos, da escola de reajuste “Mansão da Paz”, na jurisdição de “Nosso Lar”, mas encravada em zona de sombra espessa, tocada de ventania inquietante, quanto incessante.
HILÁRIO (d) – 1/14 – Colega de A.Luiz em “Nosso Lar” (quando encarnado, também foi médico).
NOTA: Registramos aqui, como humilde homenagem e sincera gratidão, que esse Espírito tem presença marcante nos dois últimos livros de André Luiz, tendo a graça de, formando dupla com ele, acompanhar Instrutores celestes, realizando variados estágios de aprendizado espiritual, tanto no Plano em que se encontram, como também em multiplicadas visitas ao Plano terreno, em Centros Espíritas e em residências.
André Luiz demonstra grande fraternidade para com Hilário. E nós também...
SILAS, HONÓRIO e CELESTINA (d) – 2/24 – Assessores (assistentes) na “Mansão da Paz”.
PAULO (d) – 2/29 – Espírito sofredor, cuja mãe procura ajudá-lo, debalde.
BARRETO (d) - 3/33 – Assessor (assistente) na “Mansão da Paz”.
JONAS (d) - 3/34 – Prestes a reencarnar (porém, a futura mãe o rejeita...).
CECINA (e) – 3/34 – Futura mãe (de Jonas).
ANTÔNIO OLÍMPIO (d) – 3/42 – Acumulou tantos débitos morais que tem o perispírito deformado.
CLARINDO e LEONEL (d) – 3/43 – Foram irmãos de Antônio Olímpio, que os matou.
LUIS (e) – 3/43 – Foi filho de Antônio Olímpio.
ALZIRA (d) – 3/44 – Foi esposa de Antônio Olímpio.
CLÁUDIO (d) – 4/48 – Assistente espiritual.
MACEDO (d) – 4/49 – Atendente espiritual – condutor de tarefas socorristas.
ORZIL (d) – 5/62 – Guarda na “Mansão da Paz”.
CORSINO (d) – 5/65 – Preso aos despojos, pela lembrança dos seus descaminhos.
VEIGA (d) – 5/65 – Fixado à herança que perdeu ao desencarnar.
MADALENA e SÍLVIA (d) – 6/76 – Foram irmãs que tiveram por maridos dois irmãos também consangüíneos que se odiavam. Agora, abnegadas, tentam ajudá-los.
SÂNZIO (d) – 6/79 – Ministro da Regenaração, em “Nosso Lar”.
ADÉLIA (e) – 8/106 – Esposa de Luis.
AÍDA (e) – 9/121 – Segunda esposa do pai do Assistente Silas.
ARMANDO (e) – 9/122 – Primo de Aída.
LUVOVINO (d) – 10/132 – Vigilante espiritual em atividade num hospital terreno.
LAUDEMIRA (d) – 10/132 – Enferma, prestes a passar por cirurgia. Vítima de obsessores.
PAULINO (d) – 10/145 – Mantém-se no lar terreno, tentando amparar o filho, ainda encarnado.
RICARDO (e) – 11/161 – Viúvo e em rudes provas. Sua ex-esposa, na Espiritualidade, ora por ele.
LUÍSA (d) – 12/166 – Mãe em desespero que solicita amparo para filha encarnada.
MARINA (e) – 12/166 – Filha de Luísa. Está prestes ao suicídio. Tem a chamada “conta agravada”.
JORGE (E) – 12/169 – Marido de Luísa. Internado em leprosário, para tratamento.
ZILDA-NILDA (d) – 12/169 - (e) 12/171 – Zilda foi Irmã de Luísa. Suicidou-se e a seguir reencarnou como filha de Marina, chamando-se Nilda.
POLIANA (e) – 13/175 – Enferma. Pobre. Prestes a desencarnar.
SABINO (e) – 13/176 – Filho de Poliana. É anão e paralítico. Sofre de idiotia completa.
ILDEU e MARCELA (e) 14/187 – Casados. Ildeu deixou-se seduzir por Mara.
MARA (e) 14/187 – Moça leviana, que induz Ildeu a abandonar o lar.
ROBERTO, SÔNIA e MÁRCIA (e) 14/187 – Filhos do casal Ildeu-Marcela.
ADELINO CORREIA (e) – 16/213 – Palestrante espírita, enfermo, “o irmão da fraternidade pura”.
LEONTINA (e) – 16/216 – Mãe de Adelino.
MARISA (e) – 16/217 – Adolescente (9/10 anos, presumíveis). É filha de Adelino.
MÁRIO e RAUL (e) – 16/217 – Cúmplices de Adelino em vida anterior.
ANTÔNIO e LUCÍDIO (d) - 16/218 – São, respectivamente, Mário e Raul, que reencarnaram como dois meninos enjeitados que foram adotados pelo mesmo Adelino, que os desencaminhara em vida passada.
MARTIM GASPAR (d) – 16/217 – Foi pai de Adelino, em outra reencarnação.
MARIA EMÍLIA (d) – 16/218 – Em outra reencarnação foi esposa de Martim e madrasta de Adelino.
LAGO (d) – 17/229 – Atendente na “Mansão da Paz”, em atividades num pavilhão de indigentes.
LEO-ERNESTO (e) – 17/229 – (d) 17/235 – Leo, enfermo, preste a desencarnar, em vida anterior se chamava Ernesto.
HENRIQUE (e) – 17/232 – Irmão de Leo, que o declarou incapaz. Desencarnou com febre insidiosa.
FERNANDO (e) – 17/235 – Irmão de Leo , sofrendo idiotia, assassinado por Leo em outra reencarnação.
ASCÂNIO e LUCAS (d) – 18/247 – Respeitados Assistentes em Esfera Superior.
AÍDA (d) – (20/267) – Ex-esposa de Druso, em vida passada, além de ter sido madrasta de Silas.
ARANDA (d) – 20/270 – Instrutor que substituirá Druso, que está preste a reencarnar.

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TERMOS POUCO USADOS:
A título de colaboração, registramos abaixo o significado ou origem de alguns termos pouco usados, que eventualmente aparecem ao longo do texto de “Ação e Reação”:

TERMOS CAPÍTULO PÁGINA S I G N I F I C A D O
“surdiam em esgares”  1 15 (do verbo surdir = sair da terra, brotar) e (subst.) = caretas :” apareciam caretas”, “apareciam carrancas”
(mútua) imanização 4 54 (do verbo imanizar = magnetizar, imanar, imantar)
vastação (purificadora 5 61 (subst.) = devastação
enxovia 5 e 7 67/92 (subst.) = cárcere subterrâneo, escuro, úmido e sujo
esvurmava 5 68 (do verbo esvurmar = limpar ferida do vurmo ou pus)
alcoice 5/16 68/222 (subst.) = o mesmo que alcouce : prostíbulo; bordel
tugúrio 5 69 (subst.) = cabana; refúgio; abrigo
calcetas 6 78 (subst.) = indivíduos condenados à argola de ferro no tornozelo
quadrava 7 85 (do verbo quadrar) = (Bras.) = dar postura ao corpo
pevide 7 92 (subst.) = semente
misantropia 8 100 (subst.) = aversão à sociedade, aos homens
onzenários 8 105 (adj.) = usurários; agiotas (emprestam a juros de 11%)
cérberos 8 107 (subst.) = cão que segundo a mitologia grega guarda a porta do inferno; (fig): guarda grosseiro, intratável
epizootias 9 115 (subst.) = doença, contagiosa ou não, que ataca numerosos animais, ao mesmo tempo
avoengos 9 119 (subst.) = antepassados; avós
(casa) solarenga 9 124 (adj.) = que tem aspecto ou feitio solar
cavaqueavam 10 130 (do verbo cavaquear = conversar com intimidade)
recolta 11 154 (subst.) = colheita
aresto 12/17 171/238 (subst.) = decisão de um tribunal; acórdão
singulto 12 173 (subst.) = soluços
pantomima 14 189 (subst.) = expressão por meio de gestos; mímica
ensanchas 15 201 (subst.) = porção de pano que se deixa a mais; sobra
coonestar 15 210 (verbo) = dar aparência de honestidade, de decente
metrite e metralgia 15 211 (subst.) = inflamação e dor (no útero
cairel 18 246 (subst.) = fita ou galão estreito; borda; beira
acúleo 20 269 (subst.) = ponta aguçada; espinhos

RIBEIRÃO PRETO/SP
Eurípedes Kühl – Responsável
SOCIEDADE ESPÍRITA ALLAN KARDEC
Rua Monte Alverne, 667 – Ribeirão Preto/SP