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AÇÃO E REAÇÃO
Autor Espiritual:
André Luiz
Psicografia:
Francisco Cândido Xavier
Sinopse:
Eurípedes Kühl
Realização:
Instituto André Luiz
Título: "Ação e Reação" – Edição consultada: 5ª
Edição/1976
Autor: Espírito ANDRÉ LUIZ (pseudônimo
espiritual de um consagrado médico que exerceu a
Medicina no Rio de Janeiro)
Psicografia: FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER
(concluída em 1956).
Edição: Primeira edição em 1956, pela
Federação Espírita Brasileira (Rio de Janeiro/RJ)
Nota: Até 2003 já haviam 24 reedições,
num total de 298.000 exemplares.:
Conteúdo doutrinário:
ANDRÉ LUIZ e seu amigo HILÁRIO, com o abençoado fito de
aprenderem as várias nuanças da Lei de Causa e Efeito
(Justiça Divina), vão às sombrias regiões umbralinas, onde
colhem as lições que enfeixam esta obra. Todos os capítulos
encerram preciosas lições, por isso não se poderá destacar
esse ou aquele. Apenas como mostra do pano, relacionamos
alguns:
- “dívida agravada” / “débito estacionário” / “resgate
interrompido” / “débito aliviado” / “dívida expirante” /
“resgates coletivos”.
O sofrimento dos Espíritos desencarnados, que quando na
romagem terrena obnubilaram a consciência, é aqui descrito
sem rodeios, servindo como poderoso alerta para todos nós...
Lendo esse livro é penoso verificar o quanto o homem ainda
se demora em observar as Leis Morais, em particular a de
JUSTIÇA DIVINA, que Deus instituiu, em sua sabedoria e amor,
fazendo com que a cada ação, invariavelmente ocorra a
respectiva reação — isso, tanto no moral, quanto no
material.
De forma pedagógica quanto interessante, André Luiz
descreve inúmeros casos comportamentais de encarnados,
expondo a seguir, a conseqüência, quando os agentes retornam
ao mundo espiritual.
Muitos delitos e monstruosidades vêm à tona, explicitando
o porquê das duras condições resultantes, as quais, na
verdade, constituem reajustamento à Lei.
Contudo, há também narrações de resgates aceitos com
sincero arrependimento, humildade e resignação, carreando
atenuantes, na razão direta do merecimento dos agentes.
De ponta a ponta da leitura sobressai o imensurável Amor
do Pai para com todos os seus filhos, máxime quando estes se
ajustam às palavras do Mestre Jesus, que de forma
altissonante proclamou que do redil divino nenhuma ovelha se
perderia.
SINOPSE - Capítulo a capítulo:
Cap. 1 – Luz nas sombras – ANDRÉ LUIZ e HILÁRIO vão à
“Mansão da Paz”, no umbral, para aprendizados ou
complementações referentes à Lei de Causa e Efeito. Assistem
a uma conferência, na qual são descritas as várias
concepções das antigas civilizações sobre a vida
além-túmulo, com resultantes respectivamente boas ou más,
sob império implacável da Justiça, segundo as ações de cada
um.
É explicitado o “carma” dos hindus: leis de causa e
efeito.
No exterior da “Mansão da Paz” uma ventania ululante
movimentava no ar uma substância escura, qual lama
aeriforme, dentro da qual rostos humanos surgiam com
lamentos de horror. Eram criaturas cruéis que, segundo o
Instrutor Druso, “odeiam e aniquilam, mordem e ferem”. Tais
criaturas não podiam ser abrigadas pois aniquilariam
selvagemente seus eventuais acolhedores. Algumas vivem ali
por séculos!
NOTA: Não é a primeira vez que vemos situação
similar nas obras de André Luiz. Com efeito, já a partir de
“Nosso Lar” (Cap 28 – “Vampiro”), há casos de Espíritos
extremamente fixados no erro, violentos e impenitentes, que
não podem ser admitidos nas Instituições Espirituais
socorristas, pois colocariam em risco o equilíbrio delas.
Não se diga que isso é falta de caridade. Na verdade,
trata-se de prudência!
O capítulo leciona que ao criminoso não bastam sofrimentos
e purgações, em regiões infernais, sob revolta e
inconformismo, mas sim, a cessação da febre de loucura e de
rebelião, com o culpado entregando-se ao remorso e à
penitência.
Naquele tormentoso clima vivem as almas sob condições
infernais que elas próprias criaram, até que despertem para
o bem. Em suma, todos aqueles conflitos e angústias servem
para depurar os que se consagram à deliberada criminalidade.
Por permissão do Senhor, ali, as atividades do mal, de forma
direta, fustigando os maus, proporcionam que eles se
curem... com o próprio mal.
Cap. 2 - Comentários do Instrutor – Em recinto confortável
e amplo da “Mansão da Paz” reuniam-se cerca de duzentos
assistidos, na maioria de semblante disforme e triste. O
capítulo contém numerosos ensinamentos sobre o bom ânimo e à
construção individual do “destino”, quando cada um de nós
estagia ora no plano físico, ora no espiritual. Em suma:
somos vítimas de nós mesmos, tanto quanto todos somos
beneficiários da Tolerância Divina a nos conceder infinitas
oportunidades de correção e ressarcimento. Há a informação
de que para Espíritos equilibrados, ao desencarnarem,
retornam-lhes a memória de vidas passadas; já os Espíritos
intranqüilos, culpados, vêem-se acometidos de amnésia, qual
sombra eclipsando-lhes a visão (do passado). Há velada
crítica à regressão de memória, por hipnose.
Cap. 3 – A intervenção na memória – Loucura por telepatia!
Reencarnações em conexão com “planos infernais”! Eis que
encontramos neste capítulo exposição dessas situações,
constituindo inédito aprendizado sobre o Plano Espiritual.
Instrutores Espirituais do “Cenáculo da Mansão” agem como
autoridades intermediárias nos processos reencarnatórios,
que são decididos por mensageiros da luz (instância
superior).
Fato assombroso: Espíritos trevosos, munidos de canhões de
bombardeio eletrônico (?!) atacam a Instituição (“Mansão da
Paz”), que possui defesas eficientes.
Cap. 4 – Alguns recém-desencarnados – Equipes socorristas
da “Mansão da Paz” atendem recém-desencarnados em
desequilíbrio mental, mas credores de imediata assistência.
Há várias narrações de recém-libertos da matéria e que só
agora se mostram grandemente arrependidos. Um desses
dolorosos casos, de grande impacto emocional, mostra a
ingratidão filial, e em contraposição, o sublime amor
maternal, que a tudo perdoa. O capítulo leciona que as
sombras da consciência só desaparecerão da alma do devedor
com o suor do trabalho ou sob o pranto da expiação... Vemos
também como a literatura perniciosa que descreve figuras
demoníacas pode impressionar Espíritos frágeis, que os
ideoplasmam, passando a conviver grandes tormentos com essas
formas-pensamento auto-edificadas. Há proveitosa explanação
sobre como as energias mentais exteriorizadas por cada
Espírito (na forma de pensamento, por exemplo) sempre
retornam à origem, intensificadas pelos elementos — bons ou
maus — que com elas se harmonizam...
Cap. 5 – Almas enfermiças – Uma caminhada pelos arredores
da “Mansão da Paz”, pelas regiões das sombras densas, mostra
compacta multidão de almas em reajuste, conturbadas e
sofredoras, soluçando, gritando e blasfemando. Esses
infelizes Espíritos são prisioneiros de si mesmos; só
conseguirão ser amparados quando superarem a crise de
perturbação ou de angústia na qual mergulharam, o que pode
perdurar por dias, meses ou anos. Cães enormes prestam
relevantes serviços naquela área trevosa.
Espíritos desencarnados, tanto quanto encarnados, vivem
cercados de energia que se irradiam, impressionando o olfato
daqueles que estejam próximos, de modo agradável ou
desagradável. Três Espíritos são mantidos em celas
individuais, tendo cada um, por companhia, apenas e tão
somente, permanentemente, as escabrosas formas-pensamento
que criaram, reflexo de sua equivocada vida terrena... Só
poderão ser amparados quando modificarem sua tela mental.
Cap. 6 – No círculo da oração – Numa dependência da
“Mansão da Paz”, destinada à prece, há grande tela
translúcida, de mais ou menos 6m², denominada “câmara
cristalina”. Ouvimos então comovente quanto sublime prece,
enfatizando a excelsitude do perdão, mesmo para os Espíritos
de suprema perversidade. O grupo em oração vê na “câmara
cristalina” surgir a figura do Ministro SÂNZIO, figura essa
branda e aureolada de intensa luz, que se materializa. O
capítulo se reveste de capital importância para o
entendimento de como o Plano Espiritual reúne Espíritos
reciprocamente faltosos numa mesma família, a fim de que,
também em conjunto, agora, reparem arestas, refaçam o que
também juntos, no passado, destruíram. Essa a oportunidade
de restabelecerem, por fim, laços de fraternidade e amor.
Cap. 7 – Conversação preciosa – O Ministro SÂNZIO
considera-se “funcionário humilde dos abismos” e reflete
sobre a dor e sobre Espíritos mergulhados há séculos (!) nos
despenhadeiros infernais; nenhum deles jamais foi esquecido
pela Divina Bondade, afirma.
NOTA: André Luiz, de forma enigmática, “deixa no
ar” que o Ministro SÂNZIO, em algum lugar, um dia, já o
conhecera...
Mas o capítulo é forte na descrição do “carma”, designado
como “conta do destino criada por nós mesmos”, contas essas,
de todos nós, sob controle universal do sistema de
contabilidade da justiça inalienável da Casa de Deus. Gênios
celestes são prepostos a administrar o amplo amor divino,
concedendo empréstimos, “moratórias” e recursos
extraordinários a todos os Espíritos encarnados, ou
desencarnados, segundo o merecimento de cada um. Tudo o que
há no mundo — rigorosamente tudo — pertence a Deus, que
empresta ao homem para que este efetue sua sublimação em
conhecimento e virtude. E desses empréstimos, todos teremos
que prestar contas, ante o juiz inexorável da morte.
Definindo o “bem” e o “mal”:
- o bem é o progresso e a felicidade, a segurança e a
justiça”;
- o “mal” é a triste vocação de bem unicamente para nós
mesmos” (egoísmo).
A forte tentação de um ex-suicida reencarnado por novo
suicídio é aqui explicitada.
Há dívidas que só serão resgatadas através de várias
reencarnações.
Cap. 8 – Preparativos para o retorno - Vemos aqui como uma
esposa de marido criminoso e extremamente infeliz se vale da
prece para ajudá-lo, rogando retorno de ambos ao plano
físico. A fixação no ouro leva os Espíritos à perda da
razão, os quais, no Plano Espiritual, passam a apresentar
aspecto horripilante. Há impressionante notícia da
existência, lá no Plano Espiritual, de “escolas de
vingadores”, organizadas e mantidas por Inteligências
criminosas, que identificam o chamado “desejo central” de
cada Espírito para sobre ele passar a exercer influência
obsessiva, dilatando-lhe, na personalidade, a ânsia
resultante desse interesse íntimo. Crueldade, cobiça,
maledicência, escárnio e irritação refletem desequilíbrio,
tanto quanto elevação moral reflete santidade.
A ação de um vigoroso hipnotizador desencarnado sobre um
cobiçoso fazendeiro encarnado entremostra o perigo da
fixação nas posses materiais.
Cap. 9 – A história de Silas – O capítulo é comovente, eis
que nele vemos como um bondoso Espírito confessa, de
público, todos os descaminhos que palmilhou, entregue que
estava à usura e amor ao ouro. A confissão, expondo os
tormentos da colheita obrigatória da má semeadura, evidencia
a Bondade Divina que concede ao criminoso incessantes e
inapreciáveis oportunidades de reconstrução moral, a qual
passa, em primeiro plano, pelo trabalho em soerguer suas
vítimas. A reflexão de que a má ação de um minuto por vezes
demanda enorme tempo para o devido reajuste e refazimento,
emoldura o ensinamento sobre a ação do mal, que pode ser
rápida, mas que ninguém sabe quanto tempo exigirá o serviço
da reação.
Cap. 10 – Entendimento – O criminoso contumaz, após a
morte, purga nas regiões trevosas por longos períodos e por
diversas vezes volta a reencarnar em dificílimas condições;
sendo que, em cada desencarnação, volta também a estagiar
nas mesmas regiões infernais. Cada reencarnação, nesse caso,
constitui bênção, pelo olvido temporário da sua triste
biografia. Dois Espíritos vingativos são levados à presença
de um pianista (encarnado) que é intuído a executar a 6ª
Sinfonia de Beethoven (a “Pastoral”). Aí, ao ouvirem, o
balsamizado império da boa música, isso os sensibiliza...
Lições de perdão, humildade e amor emolduram o reencontro
desses vingadores com uma abençoada mulher, que quando
encarnada, lhes fora cunhada e que, por culpa de ambos, que
obsidiavam terrivelmente o marido (irmão deles e que os
assassinara), desesperou-se: atirou-se num lago, vindo a
desencarnar. Em próxima reencarnação viria a ser-lhes mãe
amorosa!
Cap. 11 – O templo e o parlatório – No “Templo da Mansão”
uma cruz informa e recorda a todos os que ali vão orar que
Jesus está presente. Nichos, aparentemente vazios,
proporcionam a cada Espírito eleger diante de qual fará suas
preces, segundo a fé que abraça. Vê-se ali como o ser humano
ainda carece de símbolos, mas vê-se também como os Poderes
Divinos, diante da fé sincera, propiciam amorosa veneração.
Assimilando a faixa mental dos Espíritos em oração foi dado
ver nos nichos as belas imagens que suas mentes formavam,
bem como ouvir o que diziam, seus rogos e esperanças,
expressando-se com respeito e fé.
NOTA: É explicado como um Espírito protetor (no
caso, o Dr. Bezerra de Menezes) atende às dezenas de
súplicas, simultaneamente: “centenas de Espíritos estudiosos
e benevolentes obedecem-lhe às diretrizes nas lavouras do
bem, nas quais opera ele em nome do Cristo”.
Já do lado de fora do Templo, outro era o clima: ali era o
“parlatório” da Mansão, onde grandes fileiras de almas
sinceras e sofredores, em desespero, oravam também, mas aos
gritos e com rogativas ardentes e apelos desenfreados.
Cap. 12 – Dívida agravada – Espíritos com “sentimentos
tigrinos” não podem ser acolhidos em ambientes onde reina a
Paz (no caso, o “Templo da Mansão”) pois não resistiriam ao
impacto da claridade dominante, dosada em fotônios de teor
eletromagnético, ajustada à segurança daquela casa de
oração. Só com sinceridade nas rogativas e ausência de
revolta na alma é que o acesso se torna livre. Isso
caracteriza que o socorro espiritual está sempre de braços
abertos à provação e ao sofrimento, mas não à rebeldia e ao
desespero.
Ao apelo de uma mãe, acontece um sublime atendimento
espiritual à filha, evitando o suicídio desta.
O capítulo se reporta ao fato de um devedor cometer as
mesmas faltas, agravando seu débito perante a Justiça
Divina.
Cap. 13 - Débito estacionário – Uma prece humilde, de um
Espírito bom, plena de fé e caridade, subtrai uma mulher à
desencarnação precoce.
NOTA: Salvo melhor juízo, a forma como se processa
esse sublime atendimento lembra, em parte, a “apometria”
(sistema de atendimento espiritual a paciente encarnado, em
reunião mediúnica, com desdobramento perispiritual tanto do
paciente quanto de um médium, o qual retransmite a(os)
médico(s) encarnado(s), presente(s), para as providências
médicas terrenas decorrentes, o diagnóstico proferido por
Espíritos atendentes. Ainda em caráter experimental no
Movimento espírita).
No presente caso vimos que o atendimento se deu
diretamente, sem o concurso de encarnados.
Conhecemos o assombroso caso de um Espírito (ora
encarnado) que há mais de mil anos (!) vinha praticando
delitos cruéis, em ambos os Planos, e por isso, cristalizado
que se acha no crime, teve seu débito “congelado”, com
hibernação espiritual compulsória. Na atual reencarnação,
esse Espírito, “prisioneiro ainda perigoso”, renasceu em
corpo de anão e paralítico (“engaiolado”, na expressão do
Autor espiritual). Essa forma proporcionou-lhe ocultação
provisória, tornando-o incomunicável e irreconhecível não só
às numerosas vítimas (buscando vingança) como suas ligações
nos planos infernais. Na Terra ou no Espaço, reconhecível,
provocaria perturbações e tumultos de conseqüências
imprevisíveis...
NOTA: S.M.J., este é um dos mais importantes
esclarecimentos inéditos trazidos por André Luiz: quer nos
parecer que a partir dele o mongolismo, a idiotia e os
demais casos de deficiência mental-cerebral passaram a ter
um enfoque de lógica irretorquível, não espelhando castigo,
mas sim, grande bênção.
Cap. 14 – Resgate interrompido – Um marido infiel torna-se
rancoroso com a esposa e um filhinho, ao tempo que mantém
amor paternal por duas filhas. Tresloucado, intenta
assassinar a esposa para poder entregar-se por inteiro à
paixão infeliz. O pensamento do marido forma imagens nítidas
e sucessivas, recebidas com extrema nitidez por
desencarnados. Impedido pelos Protetores de praticar o
homicídio o marido opta pela deserção dos compromissos com a
família. Por isso, em outra reencarnação terá que voltar
perante os débitos que agora não quita, os quais estarão
acrescidos...
Comentários sobre o divórcio trazem à tona que os casais,
via de regra, se unem por vínculos do passado, quase sempre
com débitos recíprocos, daí surgindo arestas a serem
amparadas, em esforço mútuo. O cônjuge que de forma mais
proveitosa velar pelo bem familiar, com mais sacrifícios no
serviço incessante pela felicidade familiar, certamente mais
se elevará à glória do Amor Divino.
Cap. 15 – Anotações oportunas – O capítulo aborda, de
início, o trabalho do famoso médico austríaco Sigmund Freud
(1856-1939), comentando que nele faltou estudos sobre a
reencarnação, com ênfase na explicação do “campo emotivo das
criaturas pela medida absoluta das sensações eróticas”.
A seguir, obtemos preciosos ensinamentos sobre o sexo, que
é de substância mental e mentalmente determina as formas em
que se expressa. O sexo, assim, é uma energia variável da
alma — uma força do Criador nas criaturas, destinada a
expandir-se em obras de amor e luz. A irresponsabilidade
sexual, do homem ou da mulher, resultarão em dolorosas
conseqüências, sendo que o Autor espiritual cita um grande
elenco de doenças advindas dos abusos sexuais, que tanto mal
causam aos parceiros; e por reação, ao agentes... A inversão
sexual é tratada como renascimento corretivo — em alguns
casos, raros, não se trata de correção e sim de renúncia de
Espíritos de belos caracteres que solicitam esse quadro
pessoal para melhor poderem se desincumbir de tarefas
missionárias, que a solidão ajuda a cumprir.
As terríveis conseqüências do aborto provocado são a
seguir explicitadas.
Cap. 16 – Débito aliviado – Um homem com doença grave
dedica-se a ajudar ao próximo! No desdobramento do sono é
atendido por dois médicos espirituais. O capítulo, mostrando
esse comportamento heróico e fraterno, expõe como um débito
do passado se alivia. Esse homem fraternal, no passado
cometeu grave crime contra o pai e após sofrer horrível
perseguição paterna, obsessiva-vingativa, reencarna e logo
se vê órfão para aprender a valorizar a bênção de se ter
pai...
É de sublime poesia a inefável maneira de como um Espírito
(encarnado), afetado por cruel enfermidade, administra sua
existência, recebendo com amor paternal filhos enjeitados,
que em vida pretérita ele desencarminhara.
Cap. 17 – Dívida expirante – Também neste capítulo é
citado o caso de um enfermo grave que na atual reencarnação ressarce seu pesado débito: suportando com humildade e
paciência os golpes reparadores, consegue conquistar a
felicidade de encerrar citado débito, em definitivo.
Transcrevemos a lição:
“ — Quando a nossa dor não gera novas dores e nossa
aflição não cria aflições naqueles que nos rodeiam, nossa
dívida está em processo de encerramento”.
Cap. 18 – Resgates coletivos – É descrito o socorro
espiritual às vítimas fatais de um acidente aéreo. A equipe
dos atendentes era formada de Espíritos rigorosamente
treinados em técnicas especialíssimas para esse tipo de
auxílio. Dentre os mortos, alguns poderiam ser logo
desligados dos despojos, outros ainda se demorariam jungidos
à armadura física, tudo proporcionalmente ao nível de
desprendimento material, quando encarnados... “Morte física”
é uma coisa, “emancipação espiritual”, outra: o trabalho no
bem comum e a caridade, a fé e o bom ânimo, a arte, o
otimismo e a arte, bem como as preces intercessórias, são
fatores que amenizam as duras provações!
As perdas de entes queridos, que tanta dor causam aos
familiares, mormente em tais situações, sinalizam que estes,
de alguma forma, podem ter sido, em vidas passadas, os
co-participantes dos delitos daqueles mesmos entes (no caso,
as vítimas do acidente aéreo). Agora, todos resgatam
coletivamente tal débito, de uma forma ou de outra.
Cap. 19 – Sanções e auxílios – O corpo humano, quando em
enfermidades, estas correspondem ao estado evolutivo
espiritual e constituem retificação. O álcool, a gula, a
leviandade nos esportes e na dança, a calúnia, a perversão
dos sentimentos, os abusos dos dotes físicos, o escárnio e a
audição que desencardeiam a criminalidade — todas essas
deficiências comportamentais geram, em vidas futuras,
veículos fisiológicos com problemas patológicos
correspondentes. É de se notar que tais expiações são
imploradas pelos próprios agentes, sendo concedidas como
exaustores cármicos. Eis algumas dessas solicitações:
câncer, lepra, lesões genésicas, paralisias; reumatismos;
neoplasmas; mudez; surdez; cegueira; inibições cerebrais;
diabetes; epilepsia; pênfigo; etc. etc. Tais anomalias
orgânicas surgem por zonas de atração magnética,
configurando exteriormente as deficiências do Espírito.
Há ainda, neste capítulo, reflexões e conceitos inéditos
(e extremamente lógicos) sobre a dor:
a. “dor-evolução” - nos animais e nas plantas
b. “dor-expiação” - regeneração do ser
c. “dor-auxílio” - para evitar maiores quedas ou para
recuperação de antigos enganos.
Cap. 20 – Comovente surpresa – André Luiz justifica o
título do capítulo ao conduzir a narrativa deste capítulo
final pela trilha sempre divina e dulcificada do Amor,
fazendo com que a emoção vá ao topo da sensibilidade. De
propósito, silenciamos quanto aos detalhes, deixando que
cada leitor brinde seu coração com a sublime lição que dali
emerge, com alcandorado impacto..
Finalizando, o Autor espiritual relata, em introspecção,
os três anos que passou no Cenáculo (“Mansão da Paz”),
refletindo sobre a bondade de Druso, o administrador
central.
Como fecho, mais uma vez fica demonstrado o quanto Deus é
justo e bondoso, bem como o quanto é sábia a Lei de Causa e
Efeito!
Personagens citados:
ANDRÉ LUIZ - é Autor Espiritual. Permaneceu no
Umbral por oito anos.
No ano de 2003, em comemoração ao 1.500.000° exemplar de
“Nosso Lar”, a Federação Espírita Brasileira reeditou, com
nova diagramação e capa, a coleção dos 13 (treze) livros de
A.Luiz com psicografia de Chico Xavier, tratando da “A Vida
no Mundo Espiritual”! Obras já estudadas:
- 1° livro: “NOSSO LAR” (1944) – obra literária iniciando
fecunda série, sempre pela psicografia de Francisco Cândido
Xavier. Nesse livro o Autor reporta como foi recolhido à
Instituição Espiritual "Nosso Lar" (situada na psicosfera da
cidade do Rio de Janeiro), por interferência de sua mãe. Com
impressionante ineditismo, o livro narra particularidades do
Plano Espiritual.
Graças à sua abnegação e trabalhos incansáveis de auxílio
ao próximo, alguns anos mais tarde conquistou a faculdade da
volitação.
Informa, ao fim do livro, que recebeu a comenda de
"Cidadão de Nosso Lar".
André Luiz é um exemplo dignificante de auto-reforma e de
como a conseqüente evolução espiritual traz intensos
momentos felizes para todo aquele que ajuda ao próximo.
- 2° livro: "OS MENSAGEIROS" (1944) - reporta vários
aprendizados que alcançou junto à equipe de
auxiliares-aprendizes, no "Centro de Mensageiros", quando,
após estágio e uma viagem à Crosta, teve oportunidade de pôr
em prática as lições recebidas.
- 3° livro: “MISSIONÁRIOS DA LUZ" (1945) - aprimora os
conhecimentos até então auferidos. Estagia com o Instrutor
ALEXANDRE num recinto terrestre, onde se desenrolam inúmeras
atividades mediúnicas. Há impressionante narração de uma
reencarnação, a partir do Programa Reencarnatório, seguida
da fecundação, da gestação e do nascimento.
- 4° livro: "OBREIROS DA VIDA ETERNA" (1946) - registra
que é a primeira vez que integra equipe socorrista (de
auxílio a desencarnações), pois até então fora
estudante/aprendiz.
- 5° livro: “O MUNDO MAIOR” (1947) - agora, focaliza
aspectos da vida no mundo espiritual e do intercâmbio entre
desencarnados e encarnados, especialmente durante o repouso
físico.
- 6º livro: “LIBERTAÇÃO” (1949) - um dos maiores equívocos
do ser humano é o de se arvorar em juiz... eis que, na
verdade, quem assim procede, via de regra está projetando em
outrem aquilo mesmo que denigre seu comportamento; ao que
sofre, já basta o aguilhão da culpa.
- 7° livro: “ENTRE A TERRA E O CÉU” ( 1954) - obra de
grande singeleza, que nos mostra o poder da prece diante dos
descaminhos humanos (ciúme, suicídio, vingança, obsessão)
provocando desarmonia e sofrimento num grupo familiar. Pela
caridade de Jesus, Benfeitores espirituais conseguem
reordenar procedimentos morais, acalmar impulsos negativos e
implantar a fraternidade entre todos.
- 8° livro: “NOS DOMÍNIOS DA MEDIUNIDADE” (1954) – as
várias nuanças da mediunidade são aqui expostas de forma
singela, mas com profundidade filosófica, posto que são
fotografadas, diretamente da vida espiritual para a terrena,
as conseqüências de como os médiuns exercem tal atividade...
* * *
OBS: Citaremos a seguir os demais nomes dos personagens
do livro "AÇÃO E REAÇÃO", colocando entre parênteses: (d) =
desencarnado; (e) = encarnado, e os respectivos capítulo e
página onde são mencionados pela primeira vez mencionados.
DRUSO (d) – 1/13 – Diretor, há 50 anos, da escola de
reajuste “Mansão da Paz”, na jurisdição de “Nosso Lar”, mas
encravada em zona de sombra espessa, tocada de ventania
inquietante, quanto incessante.
HILÁRIO (d) – 1/14 – Colega de A.Luiz em “Nosso
Lar” (quando encarnado, também foi médico).
NOTA: Registramos aqui, como humilde homenagem e
sincera gratidão, que esse Espírito tem presença marcante
nos dois últimos livros de André Luiz, tendo a graça de,
formando dupla com ele, acompanhar Instrutores celestes,
realizando variados estágios de aprendizado espiritual,
tanto no Plano em que se encontram, como também em
multiplicadas visitas ao Plano terreno, em Centros Espíritas
e em residências.
André Luiz demonstra grande fraternidade para com Hilário.
E nós também...
SILAS, HONÓRIO e CELESTINA (d) – 2/24 – Assessores
(assistentes) na “Mansão da Paz”.
PAULO (d) – 2/29 – Espírito sofredor, cuja mãe
procura ajudá-lo, debalde.
BARRETO (d) - 3/33 – Assessor (assistente) na
“Mansão da Paz”.
JONAS (d) - 3/34 – Prestes a reencarnar (porém, a
futura mãe o rejeita...).
CECINA (e) – 3/34 – Futura mãe (de Jonas).
ANTÔNIO OLÍMPIO (d) – 3/42 – Acumulou tantos
débitos morais que tem o perispírito deformado.
CLARINDO e LEONEL (d) – 3/43 – Foram irmãos de
Antônio Olímpio, que os matou.
LUIS (e) – 3/43 – Foi filho de Antônio Olímpio.
ALZIRA (d) – 3/44 – Foi esposa de Antônio Olímpio.
CLÁUDIO (d) – 4/48 – Assistente espiritual.
MACEDO (d) – 4/49 – Atendente espiritual – condutor
de tarefas socorristas.
ORZIL (d) – 5/62 – Guarda na “Mansão da Paz”.
CORSINO (d) – 5/65 – Preso aos despojos, pela
lembrança dos seus descaminhos.
VEIGA (d) – 5/65 – Fixado à herança que perdeu ao
desencarnar.
MADALENA e SÍLVIA (d) – 6/76 – Foram irmãs que
tiveram por maridos dois irmãos também consangüíneos que se
odiavam. Agora, abnegadas, tentam ajudá-los.
SÂNZIO (d) – 6/79 – Ministro da Regenaração, em
“Nosso Lar”.
ADÉLIA (e) – 8/106 – Esposa de Luis.
AÍDA (e) – 9/121 – Segunda esposa do pai do
Assistente Silas.
ARMANDO (e) – 9/122 – Primo de Aída.
LUVOVINO (d) – 10/132 – Vigilante espiritual em
atividade num hospital terreno.
LAUDEMIRA (d) – 10/132 – Enferma, prestes a passar
por cirurgia. Vítima de obsessores.
PAULINO (d) – 10/145 – Mantém-se no lar terreno,
tentando amparar o filho, ainda encarnado.
RICARDO (e) – 11/161 – Viúvo e em rudes provas. Sua
ex-esposa, na Espiritualidade, ora por ele.
LUÍSA (d) – 12/166 – Mãe em desespero que solicita
amparo para filha encarnada.
MARINA (e) – 12/166 – Filha de Luísa. Está prestes
ao suicídio. Tem a chamada “conta agravada”.
JORGE (E) – 12/169 – Marido de Luísa. Internado em
leprosário, para tratamento.
ZILDA-NILDA (d) – 12/169 - (e) 12/171 – Zilda foi
Irmã de Luísa. Suicidou-se e a seguir reencarnou como filha
de Marina, chamando-se Nilda.
POLIANA (e) – 13/175 – Enferma. Pobre. Prestes a
desencarnar.
SABINO (e) – 13/176 – Filho de Poliana. É anão e
paralítico. Sofre de idiotia completa.
ILDEU e MARCELA (e) 14/187 – Casados. Ildeu
deixou-se seduzir por Mara.
MARA (e) 14/187 – Moça leviana, que induz Ildeu a
abandonar o lar.
ROBERTO, SÔNIA e MÁRCIA (e) 14/187 – Filhos do
casal Ildeu-Marcela.
ADELINO CORREIA (e) – 16/213 – Palestrante
espírita, enfermo, “o irmão da fraternidade pura”.
LEONTINA (e) – 16/216 – Mãe de Adelino.
MARISA (e) – 16/217 – Adolescente (9/10 anos,
presumíveis). É filha de Adelino.
MÁRIO e RAUL (e) – 16/217 – Cúmplices de Adelino em
vida anterior.
ANTÔNIO e LUCÍDIO (d) - 16/218 – São,
respectivamente, Mário e Raul, que reencarnaram como dois
meninos enjeitados que foram adotados pelo mesmo Adelino,
que os desencaminhara em vida passada.
MARTIM GASPAR (d) – 16/217 – Foi pai de Adelino, em
outra reencarnação.
MARIA EMÍLIA (d) – 16/218 – Em outra reencarnação
foi esposa de Martim e madrasta de Adelino.
LAGO (d) – 17/229 – Atendente na “Mansão da Paz”,
em atividades num pavilhão de indigentes.
LEO-ERNESTO (e) – 17/229 – (d) 17/235 – Leo,
enfermo, preste a desencarnar, em vida anterior se chamava
Ernesto.
HENRIQUE (e) – 17/232 – Irmão de Leo, que o
declarou incapaz. Desencarnou com febre insidiosa.
FERNANDO (e) – 17/235 – Irmão de Leo , sofrendo
idiotia, assassinado por Leo em outra reencarnação.
ASCÂNIO e LUCAS (d) – 18/247 – Respeitados
Assistentes em Esfera Superior.
AÍDA (d) – (20/267) – Ex-esposa de Druso, em vida
passada, além de ter sido madrasta de Silas.
ARANDA (d) – 20/270 – Instrutor que substituirá
Druso, que está preste a reencarnar.
* * *
TERMOS POUCO USADOS:
A título de colaboração, registramos abaixo o significado
ou origem de alguns termos pouco usados, que eventualmente
aparecem ao longo do texto de “Ação e Reação”:
|
TERMOS |
CAPÍTULO |
PÁGINA |
S I G N I F I C A D O |
|
“surdiam em esgares” |
1 |
15 |
(do verbo surdir = sair da terra, brotar) e (subst.)
= caretas :” apareciam caretas”, “apareciam
carrancas” |
|
(mútua) imanização |
4 |
54 |
(do verbo imanizar = magnetizar, imanar, imantar) |
|
vastação (purificadora |
5 |
61 |
(subst.) = devastação |
|
enxovia |
5 e 7 |
67/92 |
(subst.) = cárcere subterrâneo, escuro, úmido e
sujo |
|
esvurmava |
5 |
68 |
(do verbo esvurmar = limpar ferida do vurmo ou
pus) |
|
alcoice |
5/16 |
68/222 |
(subst.) = o mesmo que alcouce : prostíbulo;
bordel |
|
tugúrio |
5 |
69 |
(subst.) = cabana; refúgio; abrigo |
|
calcetas |
6 |
78 |
(subst.) = indivíduos condenados à argola de ferro
no tornozelo |
|
quadrava |
7 |
85 |
(do verbo quadrar) = (Bras.) = dar postura ao
corpo |
|
pevide |
7 |
92 |
(subst.) = semente |
|
misantropia |
8 |
100 |
(subst.) = aversão à sociedade, aos homens |
|
onzenários |
8 |
105 |
(adj.) = usurários; agiotas (emprestam a juros de
11%) |
|
cérberos |
8 |
107 |
(subst.) = cão que segundo a mitologia grega
guarda a porta do inferno; (fig): guarda grosseiro,
intratável |
|
epizootias |
9 |
115 |
(subst.) = doença, contagiosa ou não, que ataca
numerosos animais, ao mesmo tempo |
|
avoengos |
9 |
119 |
(subst.) = antepassados; avós |
|
(casa) solarenga |
9 |
124 |
(adj.) = que tem aspecto ou feitio solar |
|
cavaqueavam |
10 |
130 |
(do verbo cavaquear = conversar com intimidade) |
|
recolta |
11 |
154 |
(subst.) = colheita |
|
aresto |
12/17 |
171/238 |
(subst.) = decisão de um tribunal; acórdão |
|
singulto |
12 |
173 |
(subst.) = soluços |
|
pantomima |
14 |
189 |
(subst.) = expressão por meio de gestos; mímica |
|
ensanchas |
15 |
201 |
(subst.) = porção de pano que se deixa a mais;
sobra |
|
coonestar |
15 |
210 |
(verbo) = dar aparência de honestidade, de decente |
|
metrite e metralgia |
15 |
211 |
(subst.) = inflamação e dor (no útero |
|
cairel |
18 |
246 |
(subst.) = fita ou galão estreito; borda; beira |
|
acúleo |
20 |
269 |
(subst.) = ponta aguçada; espinhos |
RIBEIRÃO PRETO/SP
Eurípedes Kühl – Responsável
SOCIEDADE ESPÍRITA ALLAN KARDEC
Rua Monte Alverne, 667 – Ribeirão Preto/SP
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