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ENTRE A TERRA E O CÉU
Autor Espiritual: André Luiz
Psicografia: Francisco Cândido Xavier
Sinopse: Eurípedes Kühl
Realização: Instituto André Luiz

Título: "ENTRE A TERRA E O CÉU" – Edição consultada: 13ª Edição/1990
Autor: Espírito ANDRÉ LUIZ (pseudônimo espiritual de um consagrado médico que exerceu a Medicina no Rio de Janeiro)
Psicografia: FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER (concluída em 1954).
Edição: Primeira edição em 1954, pela Federação Espírita Brasileira (Rio de Janeiro/RJ)
Nota: Até 2000 já havia 19 reedições, num total de 268.000 exemplares

Conteúdo doutrinário:

Esta obra prima (o trocadilho é proposital) pela singeleza: tem início com a prece sincera de uma jovem, solicitando proteção da mãe (desencarnada), a qual não tinha condições de atendê-la... Aí, então, somos logo esclarecidos quanto à “prece refratada” (aquela que tem o impulso luminoso desviado do endereço original, indo, ou melhor, subindo a Planos Espirituais superiores, de onde o atendimento é prontamente deflagrado). Dessa forma, “apenas” uma prece desencadeia todo o texto deste livro.
A trilha narrativa é toda ela embasada na família, no que ela representa de dramas cotidianos, de conflitos multiplicados, de processos obsessivos instalados, tudo isso no lar — mas, sobretudo, fala da Bondade de Deus, propiciando permanentes oportunidades de reconstrução, através reajustes, quase sempre dolorosos, mas de benéficos resultados morais.
O reajuste familiar — talvez o mais fundamental dos objetivos divinos da reunião consangüínea de seres (a família) sob um mesmo teto (o lar) — desemboca, invariável e vitoriosamente na harmonia, na paz e no amor!
O aguilhão da culpa é aqui descrito com cores fortes, num alerta de fantástico valor pedagógico.
Há, ainda, até onde sabemos, ao menos um ensino espírita inédito: o referente aos chacras,
Reverberando lições do Mestre Jesus encontramos momentos de sublime leitura, quando personagens em demorado litígio se predispõem agora (“enquanto estão a caminho”...) ao perdão, em lances dramáticos de reconciliação.
A ação protetora do Plano Espiritual, jamais negada aos encarnados e aos desencarnados é expressão maior nesta obra, a espelhar o Amor do Criador para com todas as Suas criaturas.

SINOPSE - Capítulo a capítulo

Cap I – Em torno da prece – O potencial de atendimento da prece tem infinitos degraus, sendo diretamente proporcional ao degrau evolutivo daquele que a faz. Se alguém nutre desejo de perpetrar uma falta não estará em prece e sim em “invocação”. Para o bem ou para o mal nossas aspirações sintonizam, respectivamente, mentes elevadas ou mentes estagnadas na ignorância — a escolha é nossa, tanto quanto o alcance das conseqüências, felizes ou infelizes.

Cap II – No cenário terrestre – Deparamo-nos aqui com uma prece refratada (comovedora) e aprendemos sobre a relatividade do livre-arbítrio, ou “fatalidade relativa”. O capítulo mostra ainda a infeliz teia que prende vários personagens (encarnados e desencarnados), sendo auxiliados graças ao apelo feito ao Plano Espiritual por uma jovem bondosa, cuja encarnação houvera sido organizada em “Nosso Lar”.

Cap III – Obsessão – Num caso de grave obsessão (entre dois Espíritos — desencarnado, o obsessor, e encarnado, o obsidiado) é-nos esclarecido que uma separação brusca entre ambos, pode ocasionar graves conseqüências para a obsidiado, talvez a morte do corpo (!).

Cap IV – Senda de provas – Intenções podem ser atenuantes ou agravantes para todo aquele que formula idéias e nelas se fixa. Desejos são forças mentais coagulantes, ensejando ações venturosas ou de dolorosas resultantes.

Cap V – Valiosos apontamentos – O mar é fonte inesgotável de fluidos reconfortantes para enfermos encarnados e principalmente desencarnados. A enfermidade longa é aqui mostrada como sendo bênção mal aquilatada pela maioria dos doentes que por ela passam ou que, em conseqüência, venham a desencarnar.

Cap VI – Num lar cristão – Mulher abandonada pelo marido educa seus filhos dentro da moral cristã. Vemos preciosa reunião familiar de preces e estudos referentes aos ensinos de Jesus — principalmente a excelência de benesses desencadeadas pelo perdão das ofensas.

Cap VII – Consciência em desequilíbrio – O capítulo leciona-nos sobre o problema da culpa: um criminoso (no caso, um Espírito desencarnado) fixou na mente o crime que cometeu (assassinato) e as últimas expressões da vítima; vive perturbado há décadas, embora a própria vítima já tenha até reencarnado. Essa imagem se revitaliza cada dia em sua memória.

Cap VIII – Deliciosa excursão – Mães (Espíritos encarnados, no desdobramento do sono) são levadas por Espíritos benfeitores ao Plano Espiritual para visitar filhos seus, desencarnados em pouca idade. O deslocamento, por volitação, justifica o título do capítulo. O esquecimento do passado tem aqui vigorosa defesa, por constituir bênção divina, nem sempre assim considerada.

Cap IX – No Lar da Bênção – É importante colônia educativa de Espíritos desencarnados, ainda crianças. Vemos o caso de um ex-suicida que na reencarnação seguinte morre afogado no mar. Na Espiritualidade, seu perispírito apresenta profunda chaga na garganta, que o atormenta sem cessar.

Cap X – Preciosa conversação – São citados valiosos ensinamentos referentes aos Espíritos desencarnados quando ainda crianças. Geralmente, tais Espíritos, em vidas passadas, eram muito inteligentes, dominadores e egoístas. Após períodos mais ou menos longos de purgação, recebem a bênção de nova reencarnação, retornando necessitados de silêncio e solidão que lhes proporcione desvencilharem dos envoltórios inferiores em que se enredaram. É citado o infeliz e largamente praticado ato do “infanticídio inconsciente e indireto” de terríveis conseqüências para as mulheres que se comportam “mais fêmeas que mães”, na forte expressão do capítulo.

Cap XI – Novos apontamentos – Inércia e trabalho, atraso e adiantamento espirituais: eis o que leciona este capítulo, demonstrando o quanto o serviço e o servir são bênçãos. Recebemos preciosos ensinamentos sobre os templos de oração (em particular, a visão espiritual das diferentes missas católicas).

Cap XII – Estudando sempre – Heranças genéticas (dos pais) e heranças espirituais (de nós mesmos) são expostas: no primeiro caso, à luz da lei de sintonia e atração; no segundo, por merecimento. A dor é vista como concessão do Pai Celestial, para nosso próprio reajuste (!).

Cap XIII – Análise mental – O fantástico porvir da cirurgia psíquica é aqui noticiado. Reflexões sobre Freud (Sigmund Freud – 1856/1939) apontam a verdade incompleta de sua obra, na qual há ausência do bálsamo curativo aos problemas da alma. São explicadas como se processam as modificações do perispírito, pelas emoções. É citada a realização de uma regressão espiritual, mas sob rígido controle espiritual.

Cap XIV – Entendimento – Vítimas e criminosos são postos frente à frente, sob amparo de Benfeitores espirituais, com vistas a harmonizarem-se.

Cap XV – Além do sonho – O sonho, sob a ótica da vigília: enquanto o corpo se refaz pelo sono, a alma invariavelmente procura o lugar ou o objeto a que imanta o coração. (Daí a recomendação espírita de, ao se preparar para dormir, criar o hábito da oração, precedida de leitura evangélica).

Cap XVI – Novas experiências – É narrado o encontro, no Plano Espiritual, de dois encarnados (desdobrados pelo sono) — um, acusador terrível; o outro, humilde, pedindo perdão. Os fatos que os unem remontam a passado longínquo.

Cap XVII – Recuando no tempo – Com auxílio do Espírito benfeitor, o acusador recobra a memória de vida passada, onde se vê também criminoso...

Cap XVIII – Confissão – Temos aqui o depoimento-confissão de dois Espíritos que se envolverem num drama passional (atração pela mesma mulher), do que resultaram complicadas e funestas conseqüências futuras, não só para ambos como para a própria mulher.

Cap XIX – Dor e surpresa – O capítulo prossegue no fio narrativo das reminiscências dos personagens que se atrelaram em desatinos do passado. Sobressai o ensinamento de que os Espíritos protetores, visando resolver desavenças de contendores, proporcionam-lhes, com rígida segurança, recordações de vidas passadas. Não obstante, tanto no sonho como na vigília de ambos, impedem a lembrança de determinados lances. Isso porque, do contrário, o equilíbrio mental de tais excursionistas ao passado poderia ficar seriamente comprometido.
Obs: A lição deste capítulo parece-nos trazer um alerta quanto à TVP (Terapia de Vidas Passadas), no sentido de que no Plano Espiritual a regressão de memória é feita com rígido controle e seleção das recordações, algumas das quais são obstadas. No plano material, quem tem tal competência?)

Cap XX – Conflitos da alma – Salvo melhor juízo, este capítulo inaugura na Literatura Espírita o milenar estudo esotérico (da filosofia hindu) sobre os 7 (sete) principais chacras — centros de força — localizados no perispírito. Como acréscimo, temos valiosas considerações espíritas.

Cap XXI – Conversação edificante – Reflexões magníficas sobre a problemática das doenças e da dor, resultantes dos nossos maus atos, fixando sintomas no psiquismo e fazendo irromper variadas patologias no corpo físico.

Cap XXII – Irmã Clara – É-nos mostrada a diferença entre doutrinar e transformar: no primeiro caso é exigida força magnética capaz de operar sobre a mente de quem está em recuperação; no segundo, só o sentimento sublimado (amor) do doutrinador poderá operar a renovação da alma de quem se ajuda. A palavra é sempre dotada de energias elétricas específicas. A voz, uma das mais deslembradas bênçãos divinas, é também uma das mais mal empregadas. Jamais a indignação (mesmo que justa, como por exemplo, ante atos deliberadamente contrários às Leis de Deus) deverá se manifestar vestida de cólera.

Cap XXIII – Apelo maternal – Esclarecimentos sobre os danos causados pelo ciúme. O capítulo expõe como age a força do amor na transformação de quem alimenta idéias de destruição. O Espírito protetor, ao ajudar alguém nos descaminhos da cólera, cita, de passagem, que ele próprio espera, “há vinte e dois séculos” (!), pela redenção de uma criatura que lhe é cara, mas que ainda não se inclinou em sua direção.

Cap XXIV – Carinho reparador – Ceder, no caminho áspero, via de regra traz recomposição da harmonia em nossas vidas. O lar não é apenas domicílio de corpos, mas sim, um ninho de almas, onde a provação e a dor são abençoadas instrutoras-guias que nos aproximarão mais e mais de Deus.

Cap XXV – Reconciliação – O poder do perdão, sob a força de sinceridade plena, opera maravilhas da paz. A oração sem ação é como flor sem perfume. Pequenas caridades no lar contribuem para a harmonia doméstica e a alegria dos que ali residem.
Obs: Aqui, tanto a leitura da narração do Autor espiritual referente a gestos e fatos nobres, quanto a moldura da psicografia de F.C.Xavier, fazem com que dificilmente as lágrimas sejam contidas...

Cap XXVI – Mãe e filho – Comovente reencontro, no Plano Espiritual, entre mãe (espiritualmente renovada para o bem) e o filhinho sofrendo seqüelas do passado, mas sob assistência de Espíritos protetores. Podemos e devemos refletir sobre a excelência dos planejamentos reencarnatórios, elaborados individualmente, mas proporcionando oportunidades para reajustes de vários Espíritos, simultaneamente. Novamente o alerta: recordações do passado não devem ser totalmente despertadas...

Cap XXVII – Preparando a volta – No Plano Espiritual permanecem as seqüelas das doenças dos Espíritos que quando encarnados não somaram condições para delas se libertar. Vemos aqui parte da movimentação espiritual que precede a uma reencarnação.

Cap XXVIII – Retorno – Há absoluta harmonia nas Leis Divinas (no caso, as reencarnações que trazem sofrimento para o que nasce e para os pais...). Ontem, alguém inclinou outrem à queda; hoje, ampara-o no soerguimento... A reencarnação é tipificada por vários ascendentes, sendo que em casos especiais o Plano Espiritual adequa cada corpo físico (através interferência nos cromossomos) ao desempenho de cada missão — no geral, as reencarnações ocorrem por automatismo dos princípios embriogênicos (magnetismo dos pais). É realçado o alto valor da maternidade, na qual a alma permanece por séculos aperfeiçoando qualidades do sentimento.

Cap XXIX – Ante a reencarnação – É explicada cientificamente a redução perispiritual dos reencarnantes. No Plano Espiritual, as crianças desencarnadas, na maioria dos casos, demoram tempo mais ou menos longo para alcançarem crescimento mental, como ocorre no plano físico. Há esclarecimentos quanto à hereditariedade genética.

Cap XXX – Luta por renascer – Vemos aqui o instigante caso de uma mulher grávida que, pelo contato espiritual com o filho (este, Espírito com débitos de consciência), sofre a chamada “enxertia mental”, com reflexos patológicos graves. Então, por sintonia (reciprocidade entre mãe e filho) ocorrem os chamados “sinais de nascença”, que são estados íntimos da futura mãe a se fixarem no futuro filho. São esclarecidos vários desdobramentos que surgem durante a gestação.
Obs: Este capítulo, sem demérito dos demais, é verdadeiramente empolgante.

Cap XXXI – Nova luta – A reconciliação com os adversários, o mais depressa possível, é a tônica pedagógica cristã deste capítulo. O rancor adoece o coração e deixa o Espírito herdeiro de problemas presentes e futuros. A oração é remédio infalível quando o caso é de inimigos insuportáveis...

Cap XXXII – Recapitulação – O Plano Espiritual sempre encaminha fatos e pessoas de forma a que as adversidades sejam transformadas em harmonia. Aproveitar tais oportunidades será sempre construir os alicerces da paz íntima.

Cap XXXIII – Aprendizados – Vidas curtas na matéria podem representar refazimento perispiritual, para eliminação de matrizes negativas do passado, impressas no perispírito, por descaminhos morais. Moléstias longas e complicadas guardam função específica. Reflexões sobre casamentos imprudentes... Considerações sobre os anjos de guarda.

Cap XXXIV – Em tarefa de socorro – Vemos neste capítulo como o bem produz efeito salutar, gerando merecimento: socorro, nas horas difíceis de quem praticou a caridade e assim granjeia inúmeros amigos espirituais.

Cap XXXV – Reerguimento moral – A bênção da amizade pura expõe o valor de “um ombro amigo” e de como um afeto sincero, que aconselha sem julgar, pode amparar aquele que está em angústias, ferido de remorso.

Cap XXXVI – Corações renovados – O capítulo sinaliza e confirma que quando há divergências pessoais e um dos envolvidos se veste de humildade e oferta entendimento e perdão, na forma de caridade, desata-se o nó e na alma brilha o céu da paz, sob o sol do Amor, sem as nuvens da mágoa ou do ressentimento. E assim, os corações se renovam...

Cap XXXVII – Reajuste – Duas mães amparam o mesmo filho! A mãe encarnada, desajustada por complexo de culpa é levada (em desdobramento pelo sono) à Instituição Espiritual (“Lar da Bênção”), onde seu filhinho, após desencarnar, foi instalado, sob amparo de sua outra mãe (esta, desencarnada), de vida passada. Esse Espírito (o do filhinho desencarnado) teve a vida ceifada na infância, por duas vezes, a seu próprio benefício (refazimento perispiritual).

Cap XXXVIII – Casamento feliz – Comentários edificantes sobre o amor. O matrimônio, quando de alma com alma, forja alicerces da comunhão fraterna e do respeito mútuo. Há alerta enérgico sobre as afeições impulsivas e as paixões fugazes, que no casamento, se logo passam, deixam algemas no cárcere social...

Cap XXXIX – Ponderações – Na vida, há tempo para plantação e tempo para colheita. Na colheita de hoje, estaremos procedendo à reconstrução dos descaminhos nas vidas passadas. Aí, ressurge paralelamente o tempo de nova e alvissareira plantação. A maternidade proporciona, no santuário doméstico, a recomposição das afeições transviadas. Famílias difíceis representam sempre linhas de luta benéfica, a serviço da nossa evolução. Servir(!): privilégio que não devemos esquecer.

Cap XL – Em prece – Ao final desta inesquecível e suave obra encontramos uma encantadora e dulcíssima prece que — perdoem-nos a adjetivação — denominaríamos de “Prece de Casamento”. A saudade que emana do amor purificado leva a paz ao coração de quem assim ama, através o som amigo do vento, o perfume das flores e o brilho das estrelas, com o aceno da luz eterna.

Personagens citados:
ANDRÉ LUIZ
- é o Autor Espiritual. Permaneceu no Umbral por oito anos.
- 1° livro: “NOSSO LAR” – obra literária iniciando fecunda série, sempre pela psicografia de Francisco Cândido Xavier. Nesse livro, reporta como foi recolhido à Instituição Espiritual "Nosso Lar" (situada na psicosfera da cidade do Rio de Janeiro), por interferência de sua mãe.Com impressionante ineditismo, o livro narra particulari-dades do Plano Espiritual.
Graças à sua abnegação e trabalhos incansáveis de auxílio ao próximo, alguns anos mais tarde conquistou a faculdade da volitação.
Informa, ao fim do livro, que recebeu a comenda de "Cidadão de Nosso Lar".
André Luiz é um exemplo dignificante de auto-reforma e de como a conseqüente evolução espiritual traz intensos momentos felizes para todo aquele que ajuda ao próximo.
- 2° livro: "OS MENSAGEIROS" - reporta vários aprendizados que alcançou junto à equipe de auxiliares-aprendizes, no "Centro de Mensageiros", quando, após estágio e uma viagem à Crosta, teve oportunidade de pôr em prática as lições recebidas.
- 3° livro: “MISSIONÁRIOS DA LUZ" - aprimora os conhecimentos até então auferidos. Estagia com o Instrutor ALEXANDRE num recinto terrestre, onde se desenrolam inúmeras atividades mediúnicas.
- 4° livro: "OBREIROS DA VIDA ETERNA" - registra que é a primeira vez que integra equipe socorrista (de auxílio a desencarnações), pois até então fora estudante/aprendiz.
- 5° livro: “O MUNDO MAIOR” - agora, focaliza aspectos da vida no mundo espiritual e do intercâmbio entre desencarnados e encarnados, especialmente durante o repouso físico.
- 6º livro: “LIBERTAÇÃO” - um dos maiores equívocos do ser humano é o de se arvorar em juiz... eis que, na verdade, quem assim procede, via de regra está projetando em outrem aquilo mesmo que denigre seu comporta-mento; ao que sofre, já basta o aguilhão da culpa.

OBS: Citaremos a seguir os nomes dos personagens do livro "ENTRE A TERRA E O CÉU", colocando entre parênteses: (d) = desencarnado; (e) = encarnado, e os respectivos capítulo e página onde são pela primeira vez mencionados.

CLARÊNCIO (d) – I/9 – É um dos 12 (doze) Ministros de “Nosso Lar”.
HILÁRIO – (d) – I/11 – Colega de A.Luiz em “Nosso Lar” (quando encarnado, foi médico também)
EULÁLIA – (d) – II/15 – Cooperadora em “Nosso Lar”.
EVELINA – (e) – II/15 – Há 15 anos reencarnou. Vendo o lar em desarmonia orou à mãe (desencarnada). A prece de Evelina foi “refratada”.Zulmira, a madastra, sofre remorso de crime que por ciúme deixou de evitar — a morte de Júlio, seu enteado, por afogamento, no mar. Júlio era irmão de Evelina.
ODILA (d) – II/15 – Foi mãe de Evelina. Ciumenta. Persegue Zulmira, que se casou com seu ex-marido e pratica-mente provocou a morte de Júlio.
ZULMIRA (e) – II/15 – Madrasta de Evelina. Tem profundo abatimento pela morte de Júlio, da qual se considera culpada indireta. Sofre assédio espiritual de Odila.
AMARO – (e) – II/15 – Pai de Evelina. Casou-se em segundas núpcias com Zulmira. Júlio era seu filho.
JÚLIO – (d) – II/15 – Filho de Amaro e Odila. Desencarnou aos 8 anos, afogado no mar, por omissão de socorro por parte de Zulmira.
CLARA – (d) – III/22 – Espírito evoluído. É a “Irmã Clara” do Capítulo XXII.
ANTONINA – (e) – VI/36 – Valorosa mãe de 3 filhos. Marido abandonou-a.
MARCOS – (d) – VI/36 – Filho de Antonina, morreu aos 8 anos de idade, de pneumonia.
LISBELA – (e) – VI/37 – Filha de Antonina. É criança, ainda.
HENRIQUE – (e) – VI/37 – Filho de Antonina. É adolescente.
HAROLDO – (e) – VI/38 – Filho de Antonina. É adolescente.
LEONARDO PIRES – (d) – VII/47 – Necessitando de ajuda espiritual, estacionou no lar de Antonina, sua neta. É dementado. Desencarnou na Guerra do Paraguai (1860-1865), de cujas lembranças cita vários personagens: Lola Ibarruri (atual Antonina) / General Polidoro / Esteves (atual Mário Silva) / Príncipe Gastão de Orleães / Marechal Guilherme Xavier de Souza. Leonardo envenenou Esteves.
BLANDINA – (d) – IX/57 – Espírito protetor, em serviço no “Lar da Bênção”, que atende cerca de 2.000 Espíritos desencarnados ainda criança. Blandina cuida de 12 deles.
Obs: Pelo livro “Meimei – Vida e Mensagem”, 1994, Edit.O Clarim, de três autores encarnados e com algumas mensagens psicografadas por F.C.Xavier, ficamos sabendo que Blandina é o Espírito Meimei, citado em várias psicografias de F.C.Xavier e que quando encarnada (22.10.1922-01.10.1946) se chamava Irmã de Castro, recebendo o nome “Meimei” pelo seu marido.( Meimei = expressão chinesa que significa “amor puro”).
MARIANA – (d) – IX/57 – Avó de Blandina.
AUGUSTO e CORNÉLIO – (d) – IX/58 – Espíritos benfeitores que amparam o “Lar da Bênção”.
MÁRIO SILVA – (e) – XV/94 – Enfermeiro. É o personagem Esteves, das reminiscências de Leonardo Pires, sobre a Guerra do Paraguai. Ambos disputavam a mesma mulher (Lola Ibarruri, atual Antonina). (Esteves foi envenenado por Júlio).
MINERVINA – (e) – XV/98 – Mãe de Mário Silva. Mãe prestimosa de seis filhos.
Frei FIDÉLIS (Capuchinho) – XVII/106 – Personagem do tempo da Guerra do Paraguai, citado por Mário Pires, em desdobramento pelo sono.
LINA FLORES – XVII/107 – Então esposa de Esteves (atual Mário Silva) no tempo da Guerra do Paraguai. Atualmente é Zulmira. Ao tempo da Guerra do Paraguai cometeu adultério (uniu-se a Julio).
ARMANDO (atual Amaro) e JÚLIO – XVII/107 – Personagens citado por Esteves, ao tempo da Guerra do Paraguai. Ambos se envolveram com Lina (então esposa de Esteves/Mário Silva).
Madre PAULA – (d) – XXXIV/222 – Protetora espiritual a serviço de caridade em hospital de doentes encarnados.
LUCAS – (e) – XXXVIII/254 – Irmão de Antonina. Namora Evelina, com a qual há programação espiritual de se casar.

TERMOS POUCO USADOS:
A título de colaboração, registramos abaixo o significado ou origem de alguns termos pouco usados, que eventualmente aparecem ao longo do texto de “Entre a Terra e o Céu”:

TERMOS CAPÍTULO PÁGINA S I G N I F I C A D O
(descem) a flux I 10 (locução adverbial) = em abundância; a jorros
Valetudinário VII 48 (adj. e subst.masc.) = diz-se do indivíduo de compleição muito fraca; doentio*
(cantante) dilúculo VIII 51 (subst.masc.) = crepúsculo matutino; alvorada
(crianças) gárrulas VIII 55 (adj.) = que cantam muito; tagarelas
pevides (secas) X 62 (subst.fem.) = sementes de vários frutos carnosos
crestando (flores) XIV 87 (do verbo crestar) = tostar; queimar à superfície, de leve
catadura XV 94 (subst.fem.) = aparência; aspecto; semblante
tapizava (de flores) XXII 135 (do verbo tapizar) = atapetar; ornar de tapetes
diplofonia  XXII  139 (subst.fem.) = perturbação da voz (dois sons, simultâneos, na laringe)
revérberos  XXIII 141 (subst.masc.) = reverberações; reflexos; efeitos da luz refletida
(repetiam) à uma XXVII 166 (locução adverbial) = ao mesmo tempo; simultaneamente
engulhos XXX 189 (subst.masc.) ânsias; náuseas (fig: desejos, tentações)
garrotilho XXXI 192 (subst.masc.) = crupe diftérico
pintalgado de estrelas* LX 266 (do verbo pintalgar) = pintar de cores variadas

* inválido.
* o firmamento

RIBEIRÃO PRETO/SP
Eurípedes Kühl – Responsável
SOCIEDADE ESPÍRITA ALLAN KARDEC
Rua Monte Alverne, 667 – Ribeirão Preto/SP