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NOS DOMÍNIOS DA MEDIUNIDADE
Autor Espiritual:
André Luiz
Psicografia:
Francisco Cândido Xavier
Sinopse:
Eurípedes Kühl
Realização:
Instituto André Luiz
Título: "NOS DOMÍNIOS DA MEDIUNIDADE" – Edição
consultada: 8ª Edição/1976
Autor: Espírito ANDRÉ LUIZ (pseudônimo espiritual de
um consagrado médico que exerceu a Medicina no Rio de
Janeiro)
Psicografia: FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER (concluída em 1954).
Edição: Primeira edição em 1954, pela Federação Espírita
Brasileira (Rio de Janeiro/RJ)
Nota: Até 2002 já haviam 29 reedições, num total de 348.000
exemplares.
Conteúdo doutrinário:
ANDRÉ LUIZ, com sua abençoada perspicácia, dedicou esta obra
inteiramente à mediunidade, com isso ofertando-nos a visão
“do Céu para a Terra”, em contraponto à visão “da Terra para
o Céu”.
Em vários pontos, cita o papel da Ciência na jornada
evolutiva do Espírito e explica: a Ciência, buscando
compreender cada vez mais os fatos da alma humana — muitos
deles, na verdade, ligados ao intercâmbio dos dois Planos —
, vem compreendendo as sublimes nuanças da mediunidade. Por
enquanto, nomeia tais fatos com palavras algo complicadas,
mas que não passam de rótulos... Contudo, sendo o progresso
Lei Divina, não tardará a identificar que o intercâmbio com
o Plano Espiritual é manancial inapreciável de
possibilidades construtivas da pax omnium (paz de todos),
que nada mais é do que a somatória da pax personæ ad persona
(paz de pessoa a pessoa).
E complementa: Vida e Morte, berço e túmulo, experiência e
renovação, nada mais são do que simples etapas seqüenciais
do progresso espiritual, expressando-se, pujantes, num “hoje
imperecível”. Na verdade, nossa mente é o nosso endereço e
nossos pensamentos são as nossas criações de luz e sombra,
de liberdade ou escravidão, de paz ou tortura.
Dessa forma, a orientação aqui exposta para uma próspera
vivência dos fenômenos mediúnicos, para cada médium e para
toda a Humanidade, repousa na vivência dos ensinos de Jesus,
inscritos na consciência e no coração de cada um de nós,
médiuns ou não...
SINOPSE - Capítulo a capítulo
Cap 1 – Estudando a mediunidade – André Luiz, Hilário e
dezenas de outros Espíritos, num curso rápido de ciências
mediúnicas, assistem à palestra do Instrutor Albério, que
esclarece ser a mente a base de todos os fenômenos
mediúnicos. Na família terrena, que é a própria Humanidade,
agimos e reagimos uns sobre os outros, através da energia
mental em que nos renovamos constantemente... Assim,
criamos, alimentamos e destruímos formas e situações,
paisagens e coisas, com o que estrutura-mos nossos destinos.
A mente é um núcleo de forças inteligentes que geram sutil
plasma, o qual, ao exteriorizar-se, oferece recursos ao que
pensamos. No mundo mental do agente um eventual recipiente
pode interpretar os pensamentos recebidos, limitando-os à
sua capacidade. “Vibrações compensadas”, ao contrário,
exprimem valores mentais de qualidades idênticas. Ao médium
compete elevar seu padrão, pelo estudo e prática de
virtudes, para só assim recolher mensagens das Grandes
Almas.
Cap 2 – O psicoscópio – Especializando conhecimentos sobre
mediunidade, A.Luiz e Hilário recebem do Assistente Áulus a
descrição de um aparelho pequeno e leve, na forma de uma
pasta, denominado “psicoscópio”. Esse aparelho possibilita
identificar as vibrações da alma e observar a matéria, tudo
isso sem grande concentração mental. Com ele, os Espíritos
classificam, de imediato, as possibilidades de um médium ou
de um grupo mediúnico, segundo as radiações que projetam: a
moralidade, o sentimento, a educação e o caráter. Os três
Espíritos (Áulus, A.Luiz e Hilário) se dirigem ao plano
terreno e adentram numa “casa espírita-cristã”. A.Luiz e
Hilário deslumbram-se ao utilizarem o psicoscópio e
verificar a harmonia dos dez médiuns, a se expressar por um
sublime espetáculo de luzes, de ambos os Planos da vida.
Vêem raios vitais do Plano terreno que Áulus denominou de
“raios ectoplásmicos”.
Cap 3 – Equipagem mediúnica – É feita apresentação dos
médiuns que formam o grupo mediúnico no qual A.Luiz e
Hilário irão permanecer em estágio de aprendizado, sob
assistência de Áulus.
A “ficha psicoscópica” demonstra a natureza dos pensamentos
do Espírito focalizado. É esclarecida a importância do
cérebro, onde se concentram todas as manifestações da
individualidade, a governar as ações oriundas dos estímulos
da alma, a partir dos pensamentos. É citado o perigo que
ronda os médiuns que se julgam donos de recursos
espirituais que não lhes pertencem.
Cap 4 – Ante o serviço – Os expositores evangélicos (de
todas as religiões) são comparáveis a técnicos
eletricistas, a desligar “tomadas mentais” de encarnados e
desencarnados, através das suas boas palavras contendo
princípios libertadores na esfera do pensamento. Por isso,
são alvo de Espíritos vampirizadores que a eles se opõem
ferreamente, às vezes, provocando sono nos ouvintes...
Espíritos necessitados trazidos à reunião apresentavam
lesões perispirituais (mutilações, ulcerações, paralisias).
Há descrição de dois casos sobre hipnotismo e obsessão: o
primeiro, ligado a vigorosa sugestão pós-hipnótica (gerando
amnésia) e o segundo, versando sobre força hipnotizante
(acatamento de sugestão de maldição e conseqüente
concretização dessa maldição).
Cap 5 – Assimilação de correntes mentais – A.Luiz utiliza o psicoscópio em encarnados. São descritos os preparativos
espirituais para uma reunião mediúnica: o dirigente
espiritual atenua seu tom vibratório para se compatibilizar
com o do dirigente encarnado, transferindo-lhe energia
mental, que se traduzia por forças que resultavam em
palavras e raios luminosos. É explicitado como cada
pensamento tem peso próprio, conforme seja de crueldade,
revolta, tristeza, amor, compreensão, alegria, etc.,
expressos pela onda mental (em palavras orais ou escritas).
Há valiosa explicação de como perceber e identificar o teor
de interferências em nossa mente.
Cap 6 – Psicofonia consciente – É descrito um caso de
obsessão por paixão. A psicofonia é descrita de forma
simples, qual processo de enxertia neuropsíquica. O médium
“empresta” seu órgão vocal e possibilidade das sensações,
mas permanece no comando firme da vontade, limitando
caprichos e excessos, mantendo dessa forma a dignidade do
trabalho caridoso e do próprio recinto. O Mentor espiritual
recomenda a abstenção de perguntas ao visitante espiritual
necessitado (com alienação mental) perguntas essas que
procurassem identificá-lo. Se um psicofônico em serviço
duvidar de sua mediunidade o visitante espiritual que
estiver atendendo será expulso e o socorro se tornará
anulado.
Cap 7 – Socorro espiritual – Este capítulo se constitui em
preciosa aula de como doutrinar um Espírito sofredor e
irônico. É descrito o processo de regressão de memória (no
Plano Espiritual), com ajuda de uma tela (de um metro
quadrado, aproximadamente) formada de gaze tenuíssima. O
aparelho se denomina “condensador ectoplasmático” e funciona
sob apoio dos médiuns. As cenas vistas pelo protagonista —
o Espírito necessitado — são também percebidas
intuitivamente pelo doutrinador, possibilitando-lhe o
amparo adequado.
Cap 8 – Psicofonia sonambúlica – Foi trazido à reunião
mediúnica um Espírito infeliz que há mais de dois séculos
permanecia estagnado no egoísmo e apegado aos bens
materiais. Foi atendido por médium psicofônica passiva
(exteriormente), mas com absoluto controle moral do
exercício mediúnico no qual se manteve presente e
responsável. Quando a pessoa que é médium de psicofonia não
possui méritos morais para a autodefesa, pode ser levada à
possessão...
Cap 9 – Possessão – Vemos aqui a inconveniência da presença
na reunião mediúnica de pessoas necessitadas,
principalmente as epilépticas. Nesses casos, geralmente
ocorrem crises de epilepsia, por possessão espiritual, que é
detalhada neste capítulo. Tal crise, que pela medicina
terrestre é um ataque epiléptico, contudo, para o Plano
espiritual, é considerada um “transe mediúnico de baixo
teor”. No caso focalizado neste capítulo, quando o Espírito
obsessor é admitido na reunião ocorre grave cri-se orgânica
no obsidiado.
Cap 10 – Sonambulismo torturado – Novamente se confirma a
inconveniência de encarnados obsidiados assistirem à
reunião mediúnica. Neste capítulo, com a chegada do Espírito
perseguidor, a mulher perseguida (encarnada), presente,
começa a gritar, transfigurada, contorcendo-se em pranto
convulsivo, tendo a respiração sibilante e opressa.
Obs 1 – Nem precisamos alongar considerações, pois é
evidente o perigo que tais acontecimentos podem representar
para o encarnado, além do potencial desequilíbrio que tende
a colocar em risco o clima vibratório da reunião mediúnica.
A ajuda ao encarnado necessitado será produtiva com o seu
encaminhamento às palestras evangélicas, à recepção de
passes, ao engajamento em atividades assistenciais, ao
estudo doutrinário constante e principalmente, por preces e
auto-reforma.
Obs 2 – Novamente(*) vemos citação da aplicação de eletrochoque em pessoas com crises histéricas (dementes).
Tal recurso médico, atualmente, se mostra improdutivo e
mesmo contra-indicado.
(*) No livro “No Mundo Maior”, Cap. 7, foi citado o eletrochoque e na respectiva sinopse anotamos:
Atualmente, são outros os conceitos sobre o tratamento por
choque elétrico, que tiveram seu emprego consideravelmente
restringido após o progresso da psicofarmacologia.
Cap 11 – Desdobramento em serviço – É descrito
detalhadamente o fenômeno de desdobramento do médium,
seguido de psicofonia, tudo sob ação do Plano Espiritual. Há
referências sobre o “duplo etérico”, aqui considerado como
“eflúvios vitais” situados entre a alma e o corpo. O duplo
etérico se desintegra com a morte física.
Cap 12 – Clarividência e clariaudiência – A fluidificação da
água é mostrada, sendo relatados os benefícios de medicação
que promove. A clarividência e a clariaudiência são
faculdades mediúnicas de percepção mental. Surdos e cegos
encarnados podem ouvir e ver através de outros recursos, se
convenientemente educados para isso(!). Há preciosa lição
sobre os sentidos físicos e a mente. Formas-pensamento
positivas criadas por Mentor espiritual são vistas por
médiuns clarividentes. Por esse mesmo processo obsessores
sugerem às suas vítimas impressões alucinatórias.
Cap 13 – Pensamento e mediunidade – Este capítulo é dedicado
a uma sublime preleção de um Espírito muito evoluído, no
encerramento da reunião mediúnica. Constitui, para todos
nós, verdadeira metodologia científica espírita para a
renovação íntima e progresso espiritual.
A renovação mental é tida como o único meio de recuperação
da harmonia, particularmente nos casos de “mediunidade
torturada”. A educação mediúnica, a leitura de livros de
autoria dos orientadores do progresso, a bondade — a
elevação de si mesmo, enfim —, tais os deveres do bom
médium.
“Amor e sabedoria: asas para o vôo definitivo, no rumo da
perfeita comunhão com o Pai Celestial”.
Cap 14 – Em serviço espiritual – Vemos aqui o caso de um
marido temperamental e atrabiliário que cedo desencarnou e a
seguir tentou transformar a viúva em serva, não o
conseguindo, sendo ela médium vigilante, de excelsas
virtudes. Em conseqüência, tal marido estagiou em zonas
purgatoriais até reconsiderar suas atitudes. Aí, então,
passou a contar com o auxílio da ex-esposa (embora não seja
regra, foi-lhe permitido semanalmente se aproximar do antigo
lar), onde a acompanha no culto íntimo da oração e nas
tarefas mediúnicas.
É citado o “piche gaseificado” que predomina nos ambientes
trevosos.
Há proveitosa lição sobre obsessão recíproca entre encarnado
e desencarnado.
Cap 15 – Forças viciadas – Vampirismo sobre alcoólatras e
fumantes... Apontamentos sobre a inexorabilidade da Lei de
Ação e Reação, por meio de dolorosas reencarnações às “almas
necrosadas nos vícios”: mongolismo, hidrocefalia, paralisia,
cegueira, epilepsia secundária, idiotismo, aleijão de
nascença... são recursos angustiosos, mas necessários. É
citado o exemplo de um hábil médium psicógrafo que, bebendo
e fumando num restaurante, escrevia idéias escabrosas que
captava de um infeliz Espírito ao qual estava imantado. O
objetivo desse obsessor era perturbar uma jovem encarnada,
envolvida com um crime. Em oposição a esse triste quadro a
equipe espiritual, com A.Luiz, vê uma ambulância passar por
eles e nela um médico acompanhado de um Espírito que lhe
envolvia a cabeça em “roupagem lirial, com suaves
irradiações calmantes de prateada luz”.
Cap 16 – Mandato mediúnico – Narração de como é realizada a
segurança da reunião mediúnica, a cargo do Plano Espiritual
e como uma médium dedicada, com ideal de amor, é assistida
pelos Benfeitores espirituais. É-nos mostrado como proceder
no atualmente chamado “atendimento fraterno”, a
desenrolar-se nos dois Planos, sem individualizar o auxílio,
mas com sugestões evangélicas tendo endereço certo, aos
necessitados.
Vários obsessores “procuravam hipnotizar suas vítimas
precipitando-as no sono provocado, para que não tomassem
conhecimento das mensagens transformadores ali veiculadas
pelo verbo construtivo”.
Notável citação é a do “espelho fluídico” a mostrar aos
Espíritos protetores o perispírito da pessoa ausente para a
qual alguém formulara petição, por escrito: vendo as
necessidades, inspiravam a médium psicografa a anotar a
orientação e o atendimento adequados.
O “mandato mediúnico”, aqui largamente explicitado,
constitui inapreciável condição do médium compromissado com
o dever, mas sobretudo com o Evangelho de Jesus.
As instruções têm clareza e ao mesmo tempo advertências,
sendo lição imperdível a todos os médiuns.
Cap 17 – Serviço de passes – São oportunas as instruções
deste capítulo, versando sobre passes e passistas. Tantas e
sublimes são as explicações que impedem a síntese. Não
obstante, eis os tópicos:
- “toque desnecessário”; chispas luminosas saindo das mãos;
energias circulando da mente do passista às suas mãos; força
magnética isenta de moral; médium curador sem moral,
resvalando para situações difíceis; necessidade do estudo
pelo médium; força da prece sincera; recepção positiva e
negativa por parte do paciente; causas espirituais das
doenças; a cura pela renovação dos pensamentos; passes à
distância.
Cap 18 – Apontamentos à margem – Nem sempre a solicitação de
um encarnado (para ter notícias de ente amado que
desencarnou), pode ser atendida... a benefício de ambos.
Novos apontamentos sobre a caridade de Jesus, o Espiritismo
e a mediunidade.
Cap 19 – Dominação telepática – Numa traição conjugal, o
cônjuge traído se ressente da influência perturbadora, pois
o casal respira em regime de clima espiritual mútuo.
Detectada a traição, só o perdão incondicional pode
imunizar aquele que está sendo traído, beneficiando-o com a
paz da consciência. Nesses acontecimentos, tão
generalizados, o lar se transforma em trincheira de lutas,
campeando angústias e repulsão, a desaguarem nas
tormentosas águas da obsessão.
Cap 20 – Mediunidade e oração – Valiosos são os apontamentos
sobre o casamento e o perdão, quando o lar vivencia traição
de um cônjuge... Diz o Mentor Áulus: A vingança é a alma da
magia negra. Mal por mal, significa o eclipse absoluto da
razão(!).
Pela prece, o ofendido não muda os fatos, mas modifica a si
mesmo, obtendo forças e amparo espirituais para administrar
evangelicamente a crise conjugal.
Cap 21 – Mediunidade no leito de morte – Uma moribunda invigilante atrai o Espírito do filho (desencarnado) e
imanta-se a ele, num verdadeiro transe mediúnico altamente
prejudicial a ambos: o filho era alcoólatra e morreu
assassinado. Em conseqüência dessa simbiose mental,
imprudentemente autoconvocada e instalada, essa mãe passa a
ter visões que são do desencarnado (perseguidores,
serpentes e aranhas). Contudo, a lição prova, mais uma vez,
que de todo mal Deus tira um bem: a ajuda do Plano
Espiritual nos momentos finais é aqui repetida.
O capítulo descreve o rotineiro caso de comunicação nas
ocorrências de morte: a moribunda, num sobresforço final,
ainda como encarnada, consegue ir em perispírito visitar a
irmã consangüínea que lhe restava na Terra, a qual, por sua
vez, registra tal visita e depreende que a visitante
morrera...
Cap 22 – Emersão no passado – Uma médium revive cenas do seu
passado infeliz e apresenta um quadro de animismo. Não se
trata de mistificação inconsciente ou subconsciente, mas sim
de emersão no passado, tal fato caracterizando uma doente
mental, necessitada de auxílio evangélico, qual se fosse
uma sofredora desencarnada, visitando a reunião mediúnica.
No caso, muito comum entre encarnados, era alguém que
renasceu pela carne, sem renovar-se em espírito, tal como
acontece com mendigos que reencarnam envergando o
esburacado manto da fidalguia efêmera que envergaram
outrora!
Cap 23 – Fascinação – Um doloroso caso de mediunidade
destrambelhada, sob ação cruel de um obsessor desencarnado,
põe a descoberto fatos infelizes que já duram um milênio(!).
A vítima de uma vingança, uma médium, tem tanta sintonia com
seu algoz, que retransmite palavras num dialeto já morto,
usado ao tempo passado no qual ambos se acumpliciaram em
crime. Esse fenômeno caracteriza a “mediunidade poliglota”
ou xenoglossia. De igual processualística ocorre a
mediunidade pela qual um médium psicógrafo registra texto em
idioma que lhe é desconhecido (na atual existência...).
Cap 24 – Luta expiatória – É analisado o caso de uma pessoa
que quando desencarnada esteve sintonizada e subjugada por
Espíritos delinqüentes. Ao reencarnar, essa pessoa trouxe
deficiências orgânicas. A mediunidade entre familiares é
exposta com preciosas advertências, eis que quase sempre,
num lar, reencontram-se Espíritos que no passado vivenciaram
desajustes, ou que tenham se unido para desajustar o
próximo. Então, num e noutro caso, entre quatro paredes — no
lar — o clima obsessivo resultante desse reencontro
(proporcionado pela caridade de Deus, via reencarnação) tem
abençoadas e múltiplas oportunidades de reconstrução,
individual e familiar, com a conquista da paz.
Cap 25 – Em torno da fixação mental – A invigilância moral e
os descaminhos dela resultantes geram angústias que, sem
esforço, não se dissipam: ao contrário, fixam-se na mente de
quem assim procede. Isso pode demorar séculos
(cristalização do e no tempo), gerando “múmias espirituais”,
isto é, Espíritos hibernados no autodesequilíbrio. Por isso
é que ocorrem as reencarnações compulsórias e difíceis, a
benefício desses prostrados na evolução, a título de doce
constrangimento (processo de re-equilíbrio) da dor. A
fixação mental gera os padecimentos da amnésia,
esquizofrenia e paranóia.
Obs – Sob risco de estarmos equivocados, conjeturamos que
também o autismo é um dos retratos fiéis do quadro
espiritual da fixação mental prolongada.
Cap 26 – Psicometria – Num museu: alguns objetos
apresentam-se revestidos de fluidos opacos, fruto das
multiplicadas lembranças dos que os possuíram (encarnados ou
desencarnados). A imanação de objetos pela força mental
sobre eles impregna-os de formas-pensamento, as quais, o
médium psicômetra pode conhecer, mediante toque neles.
“Almas e coisas”, cada uma a seu modo, algo conservam do
tempo e do espaço — eternos na memória da vida. Um relógio,
um quadro e um espelho, no museu que a equipe espiritual
visita, com finalidade de pedagogia mediúnica, ofertam
interessantes lições, ratificando que todos os problemas
criados por nós não serão resolvidos senão por nós mesmos...
Cap 27 – Mediunidade transviada – O ultraje à oração e à
mediunidade é aqui exposto, mostrando penoso quadro em que
espíritas medianamente esclarecidos, mas médiuns ociosos,
exploram Espíritos desencarnados de condição inferior, para
a solução de problemas materiais. A vampirização se torna
recíproca (entre encarnados e desencarnados). A.Luiz
filosofa, mais uma vez, sobre a bênção da pedagogia divina:
“a dor é o grande ministro da Justiça Divina”!.
Cap 28 – Efeitos físicos – As chamadas “sessões de
materialização”, segundo o Plano Espiritual, só se
justificam quando são realizadas com altos objetivos morais,
como por exemplo, a cura de doentes encarnados. Os Espíritos
desencarnados que agem nessas reuniões extraem forças de
pessoas, de objetos e da Natureza, as quais se casam aos
elementos espirituais.
São enérgicos os alertas quanto aos perigos dessas reuniões,
tendo em vista que os encarnados que dela participam devem
ter sentimentos purificados, a par de conduta cristã, o que
dificilmente acontece, coletivamente. As infinitas
possibilidades de emprego do ectoplasma são aqui enunciadas,
sendo explicitadas suas excelsas propriedades, de transporte
de matéria de qualquer natureza, inclusive o corpo humano
(!), através desmaterialização num ponto e rematerialização
em outro, próximo ou distante.
Cap 29 – Anotações em serviço – Há ligeira crítica sobre a
sinonímia utilizada pela Metapsíquica, em contraponto à
simplicidade evangélica. Prestes a concluir o proveitoso
estágio na companhia do Assistente Áulus, A.Luiz ainda narra
novas e belíssimas considerações ouvidas dele, sobre o
Espiritismo, sobre a mediunidade e sobre o comportamento
dos médiuns.
Cap 30 – Últimas páginas – As várias e sublimes ações dos
diferentes médiuns são aqui filosoficamente enunciadas, com
raros timbres, poético e moral. O sacerdócio da paternidade
e da maternidade é expresso com eloqüência evangélica, posto
que é no lar que a mediunidade se mostra mais espontânea e
mais pura (eis aqui uma informação, ou melhor, um
esclarecimento, que nos induz a intensas reflexões...).
Agradabilíssima surpresa no fecho deste livro: o próprio
A.Luiz profere uma prece aos Benfeitores Espirituais. Sem
identificar, a prece reporta-se à gratidão dele para com o
bondoso Áulus.
Gratidão que também é nossa!
Personagens citados:
ANDRÉ LUIZ - é Autor Espiritual. Permaneceu no Umbral por
oito anos.
Neste ano de 2003, em comemoração ao 1.500.000° exemplar de
“Nosso Lar”, a Federação Espírita Brasileira está
reeditando, com nova diagramação e capa, a coleção dos 13
(treze) livros de A.Luiz com psicografia de Chico Xavier,
tratando da “A Vida no Mundo Espiritual”!
- 1° livro: “NOSSO LAR” (1944) – obra literária iniciando
fecunda série, sempre pela psicografia de Francisco Cândido
Xavier. Nesse livro, reporta como foi recolhido à
Instituição Espiritual "Nosso Lar" (situada na psicosfera da
cidade do Rio de Janeiro), por interferência de sua mãe. Com
impressionante ineditismo, o livro narra particularidades do
Plano Espiritual.
Graças à sua abnegação e trabalhos incansáveis de auxílio ao
próximo, alguns anos mais tarde conquistou a faculdade da
volitação.
Informa, ao fim do livro, que recebeu a comenda de "Cidadão
de Nosso Lar".
André Luiz é um exemplo dignificante de auto-reforma e de
como a conseqüente evolução espiritual traz intensos
momentos felizes para todo aquele que ajuda ao próximo.
- 2° livro: "OS MENSAGEIROS" (1944) - reporta vários
aprendizados que alcançou junto à equipe de
auxiliares-aprendizes, no "Centro de Mensageiros", quando,
após estágio e uma viagem à Crosta, teve oportunidade de pôr
em prática as lições recebidas.
- 3° livro: “MISSIONÁRIOS DA LUZ" (1945) - aprimora os
conhecimentos até então auferidos. Estagia com o Instrutor
ALEXANDRE num recinto terrestre, onde se desenrolam inúmeras
atividades mediúnicas. Há impressionante narração de uma
reencarnação, a partir do Programa Reencarna-tório, seguida
da fecundação, da gestação e do nascimento.
- 4° livro: "OBREIROS DA VIDA ETERNA" (1946) - registra que
é a primeira vez que integra equipe socorrista (de auxílio
a desencarnações), pois até então fora estudante/aprendiz.
- 5° livro: “O MUNDO MAIOR” (1947) - agora, focaliza
aspectos da vida no mundo espiritual e do intercâmbio entre
desencarnados e encarnados, especialmente durante o repouso
físico.
- 6º livro: “LIBERTAÇÃO” (1949) - um dos maiores equívocos
do ser humano é o de se arvorar em juiz... eis que, na
verdade, quem assim procede, via de regra está projetando em
outrem aquilo mesmo que denigre seu comportamento; ao que
sofre, já basta o aguilhão da culpa.
- 7° livro: “ENTRE A TERRA E O CÉU” ( 1954) - obra de grande
singeleza, que nos mostra o poder da prece diante dos
descaminhos humanos (ciúme, suicídio, vingança, obsessão)
provocando desarmonia e sofrimento num grupo familiar. Pela
caridade de Jesus, Benfeitores espirituais conseguem
reordenar procedimentos morais, acalmar impulsos negativos e
implantar a fraternidade entre todos.
OBS: Citaremos a seguir os demais nomes dos
personagens do livro "NOS DOMÍNIOS DA MEDIUNIDADE", colocando entre
parênteses: (d) = desencarnado; (e) = encarnado, e os
respectivos capítulo e página onde são pela primeira vez
mencionados.
ÁULUS (d) – 1/13 – É (assistente) um dos 12 (doze) Ministros
de “Nosso Lar” (NL).
CLARÊNCIO (d) – 1/13 – É também Ministro de NL.
HILÁRIO (d) – 1/14 – Colega de A.Luiz em “Nosso Lar” (quando
encarnado, também foi médico).
ALBÉRIO (d) – 1/15 – Palestrante sobre mediunidade no
Ministério das Comunicações de “NL”.
RAUL SILVA (e) – 3/29 – Dirigente de reunião mediúnica.
EUGÊNIA (e) – 2/29 – Médium psicofônica de grande
docilidade, consciente, intuitiva.
ANÉLIO ARAUJO (e) – 3/30 – Médium: clarividente, clariaudiente e psicógrafo (ainda educando a mediunidade,
necessita de grandes cuidados).
ANTÔNIO CASTRO (e) – 3/30 – Médium sonâmbulo (desdobra-se
facilmente).
CELINA (e) – 3/30 – Médium: clarividente, clariaudiente e de
incorporação sonambúlica (age com responsabilidade e por
isso é valiosa cooperadora do Plano Espiritual).
CLEMENTINO (d) – 5/45 – Dirigente espiritual do Centro
Espírita e do grupo mediúnico.
LIBÓRIO DOS SANTOS (d) – 6/58 – Espírito obsessor atendido
em reunião mediúnica.
SARA (e) – 7/62 – É a mulher que LIBÓRIO vem obsidiando há 5
anos.
JOSÉ MARIA (d) – 8/73 – Espírito necessitado atendido em
reunião mediúnica.
PEDRO (e) – 9/78 – Doente que comparece à reunião mediúnica
e é assediado por obsessor.
RODRIGO e SÉRGIO (d) – 11/102 – Vigilantes espirituais que,
em excursão de auxílio, conduzem em volitação e com
segurança, o perispírito do médium de desdobramento (
ANTÔNIO CASTRO).
OLIVEIRA (d) – 11/103 – Abnegado companheiro do grupo
mediúnico, desencarnado há poucos dias e que é visitado por
ANTÔNIO CASTRO (o médium desdobrado).
ABELARDO MARTINS (d) – 14/127 – Marido de CELINA, em
processo de melhoria espiritual.
JUSTINO (d) – 14/132 – Diretor de Instituição espiritual
socorrista a psicopatas.
AMBROSINA (e) – 16/148 – Médium dedicada, com ideal de amor,
em atividade há mais de 20 anos sucessivos.
GABRIEL (d) – 16/150 – Mentor de grupo mediúnico.
CLARA e HENRIQUE (e) – Médiuns passistas.
CONRADO (d) – 17/162 – Orientador espiritual em atividade na
“câmara de passes”.
TEONÍLIA (d) – 19/179 – Assistente espiritual em equipe de
auxílio.
ANÉSIA (e) – 19/179 – Esposa traída e com dificuldades para
educar 3 filhas e cuidar da mãe, prestes a desencarnar.
JOVINO (e) – 19/179 – Marido de ANÉSIA.
MARCINA, MARTA e MÁRCIA (e) – 19/182 – Filhas de ANÉSIA e JOVINO. São jovens.
ELISA (d) – 20/189 – Mãe de ANÉSIA. Está em avançado
“processo liberatório” (desencarnação).
OLÍMPIO (d) – 21/201 – Filho de ELISA (e irmão de ANÉSIA).
Alcoólatra. Morreu assassinado.
MATILDE (e) – 21/205 – Irmã de ELISA, a qual, ao
desencarnar, visita-a.
AMÉRICO (e) – 24/228 – Médium com deficiências orgânicas,
sintonizado a obsessores, com os quais se acumpliciou, ainda
quando desencarnado.
MÁRCIO (e) – 24/228 – Alcoólatra (irmão de AMÉRICO).
JÚLIO (e) – 24/229 – Pai de AMÉRICO e MÁRCIO. Paralítico das
pernas. Tem 5 filhos.
LAURA, GUILHERME e BENÍCIO (e) – 24/230 – Os outros 3 filhos
de JÚLIO.
CÁSSIO (d) – 27/251 – Guardião espiritual que tenta
recuperar um grupo mediúnico irresponsável.
QUINTINO (e) - 27/252 – Teimoso — e invigilante — diretor de
um grupo mediúnico que promete solução para problemas
materiais...
RAIMUNDO (e) 27/252 – Componente do grupo mediúnico sob
direção de QUINTINO.
TEOTÔNIO (e) – 27/253 – Componente do grupo mediúnico sob
direção de QUINTINO.
GARCEZ (d) – 28/266 – Espírito técnico em atividades ligadas
a “efeitos físicos”.
Considerações Finais:
Este livro é inteiramente dedicado aos médiuns.
E Kardec leciona, no Cap XIV de “O Livro dos Médiuns”:
Toda pessoa que sente, em um grau qualquer, a influência dos
Espíritos, por isso mesmo é médium.
(...) Pode-se, pois, dizer que todo mundo é, mais ou menos,
médium.
André Luiz, com seu amigo Hilário, sob supervisão do
Assistente ÁULUS, vêm ao Plano terreno e visitam vários
Centros Espíritas, onde são realizadas reuniões mediúnicas.
Em cada grupo de médiuns são observadas as características
individuais e coletivas dos médiuns que as compõem...
As várias faculdades mediúnicas são analisadas
detalhadamente, sempre sob a ótica do Plano Espiritual,
trazendo informes inéditos do intercâmbio sublime entre
encarnados e desencarnados.
Tamanhas e tantas são as lições, que a obra se torna
imperdível aos estudiosos de boa vontade, médiuns ou não...
TERMOS POUCO USADOS:
A título de colaboração, registramos abaixo o
significado ou origem de alguns termos pouco usados, que
eventualmente aparecem ao longo do texto de “Nos Domínios da
Mediunidade”:
|
TERMOS |
CAPÍTULO |
PÁGINA |
S I G N I F I C A D O |
|
(elementos) hipostáticos |
Introd. |
9 |
(adj.) (Medicina) =
retardamento circulatório |
|
hotentote |
1 |
17 |
(adj. e subst.) referente a povo da África |
|
(cabeça) pintalgada |
3 |
32 |
(adj.) pintada de cores variadas |
|
imanização |
4 |
43 |
(subst.) processo de imanizar; de imantar |
|
ensanchas |
5 |
48 |
(subst.) sobejo; sobra |
|
solilóquio |
5 |
49 |
(subst.) fala de alguém consigo mesmo;
monólogo |
|
nume |
8 |
69 |
(subst.) divindade mitológica; gênio; influxo
divino |
|
(horrenda) fácies |
8 |
69 |
(subst.) o aspecto de um corpo tal
como se apresenta |
|
Escarmento |
8 |
71 |
(subst.) correção; castigo; punição |
|
(clamores) roufenhos |
10 |
88 |
(adj.) fanhoso |
|
calhaus |
13 |
120 |
(subst.) fragmentos de pedra dura |
|
grilheta |
13 |
120 |
(subst.) grilhão; obrigação penosa |
|
escabiose |
13 |
121 |
(subst.) (Medicina) = sarna |
|
colédoco |
17 |
169 |
(adj. e subst.) (Medicina) = porção terminal
da via biliar principal |
|
(estremeções) coreiformes |
24 |
225 |
(adj.) instabilidade; diz-se de movimentação que lembra a
da coréia.* |
|
librar |
26 |
244 |
(verbo) pôr em equilíbrio; equilibrar |
|
acoimam |
29 |
275 |
(do verbo acoimar) = multam; punem; castigam |
|
escopro |
30 |
282 |
(subst.) instrumento de ferro e aço para
lavrar pedra ou madeira. |
* (Coréia = afecção que se manifesta por movimentos
involuntários, breves, irregulares e de grande amplitude)
RIBEIRÃO PRETO/SP
Eurípedes Kühl – Responsável
SOCIEDADE ESPÍRITA ALLAN KARDEC
Rua Monte Alverne, 667 – Ribeirão Preto/SP
.
|