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MENSAGENS SOBRE O
NATAL
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NAS ORAÇÕES DE NATAL
Rememorando o
Natal, lembramo-nos de que Jesus é o Suprimento Divino à Necessidade
Humana.
Para o Sofrimento, é o Consolo;
Para a Aflição, é a Esperança;
Para a Tristeza, é o Bom Ânimo;
Para o Desespero, é a Fé Viva;
Para o Desequilíbrio, é o Reajuste;
Para o Orgulho, é a Humildade;
Para a Violência, é a Tolerância;
Para a Vaidade, é a Singeleza;
Para a Ofensa, é a Compreensão;
Para a discórdia, é a Paz;
Para o egoísmo, é a Renúncia;
Para a ambição, é o Sacrifício;
Para a Ignorância, é o Esclarecimento;
Para a Inconformação, é a Serenidade;
Para a Dor, é a Paciência;
Para a Angústia, é o Bálsamo;
Para a Ilusão, é a Verdade;
Para a Morte, é a Ressurreição.
Se nos propomos, assim, aceitar o Cristo por Mestre e Senhor de nossos
caminhos, é imprescindível recordar que o seu Apostolado não veio para os
sãos e, sim, para os antigos doentes da Terra, entre os quais nos
alistamos...
Buscando, pois, acompanhá-lo e servi-lo, façamos de nosso coração uma luz
que possa inflamar-se ao toque de seu infinito amor, cada dia, a fim de
que nossa tarefa ilumine com Ele a milenária estrada de nossas
experiências, expulsando as sombras de nossos velhos enganos e
despertando-nos o espírito para a glória
imperecível da Vida Eterna.
(Do livro "Os Dois
Maiores Amores" - Francisco C. Xavier - Autores Diversos)
COM JESUS
A renúncia será um
privilégio para você.
O sofrimento glorificará sua vida.
A prova dilatará seus poderes.
O trabalho constituirá título de confiança em seu caminho.
O sacrifício sublimará seus impulsos.
A enfermidade do corpo será remédio salutar para a sua alma.
A calúnia lhe honrará a tarefa.
A perseguição será motivo para que você abençoe a muitos.
A angústia purificará suas esperanças.
O mal convocará seu espírito à prática do bem.
O ódio desafiar-lhe-á o coração aos testemunhos de amor.
A Terra, com os seus contrastes e renovações incessantes, representará
bendita escola de aprimoramento individual, em cujas lições purificadoras
deixará você o egoísmo para sempre esmagado.
(AGENDA CRISTÃ, 39, FCXavier, FEB)
PRIVILÉGIOS
CRISTÃOS
Manter suprema
fidelidade a Deus.
Olvidar os próprios desejos, atendendo aos Superiores Desígnios.
Humilhar-se para que a mão do Senhor seja exaltada.
Conquistar a si mesmo.
Renunciar com alegria, em benefício dos outros.
Retirar lucros eternos de perdas temporárias.
Trabalhar na construção do Reino Divino.
Esperar quando outros desesperam.
Penetrar o templo do silêncio, em meio do vozerio.
Guardar a fé, acima da tormenta de dúvidas.
Calar a tempo, de modo a não ferir.
Falar com proveito.
Ouvir o Divino Amigo em plena solidão.
Servir sem recompensa.
Suportar com valor a própria cruz.
Sofrer, aprendendo e aproveitando.
Amar sem exigências.
Ajudar em segredo.
Semear com o Cristo, desapegando-nos dos resultados.
Encontrar irmãos em toda parte.
Cultivar o prazer de ser útil.
Discernir o justo valor das causas e das coisas.
Santificar o mal.
Amparar com sinceridade os que erram.
Perdoar quantas vezes for necessário.
Superar os obstáculos.
Conservar a jovialidade e a doçura.
Sustentar o bom ânimo.
Desprender-se dos enganos do mundo, antes que o mundo nos desengane.
Perseverar no bem até ao fim.
(AGENDA CRISTÃ, 3, FCXavier, FEB)
PERANTE JESUS
Em todos os
instantes, reconhecer-se na presença invisível de Jesus,
que nos ampara nas obras do Bem Eterno.
Aceitou-nos o Cristo de Deus desde os primórdios da Terra.
*
Nos menores cometimentos, identificar a Vontade Superior,
promovendo em toda parte a segurança e a felicidade das criaturas.
Cada coração humano é uma peça de luz potencial e Jesus é o Sublime
Artífice.
*
Lembrar-se de que o Senhor trabalha por nós sem descanso.
Repouso indébito, deserção do dever.
*
Sem exclusão de hora ou local, precaver-se contra o reproche
e a irreverência para com a Divina Orientação.
O acatamento é prece silenciosa.
*
Negar-se a interpretar o Eterno Amigo por vulgar revolucionário terreno.
Reconheçamo-lo como a Luz do Mundo.
*
Renunciar às comemorações natalinas que traduzam excessos de qualquer
ordem, preferindo a alegria da ajuda fraterna aos irmãos menos felizes,
como louvor ideal ao Sublime Natalício.
Os verdadeiros amigos do Cristo reverenciam-no em Espírito.
*
Identificar a posição que lhe cabe em relação a Jesus,
o Emissário de Deus, evitando confrontos inaceitáveis.
O homem que exige seja o Cristo igual a ele, pretende, vaidosamente,
nivelar-se com o Cristo.
*
Em todas as circunstâncias, eleger, no Senhor Jesus, o Mestre invariável
de cada dia.
Somos o rebanho, Jesus é o Divino Pastor.
“E tudo quanto fizerdes,
fazei-o de todo o coração, como ao Senhor, e não aos homens”
- Paulo. (Colossenses, cap. 3, v. 23.
(CONDUTA
ESPÍRITA, 47, FCXavier, FEB)
PRECE DE ALEXANDRE
(Missionários da Luz)
Senhor,
Sejam para o teu coração misericordioso
Todas as nossas alegrias, esperanças e aspirações!
Ensina-nos a executar teus propósitos desconhecidos,
Abre-nos as portas de ouro das oportunidades do serviço
E ajuda-nos a compreender a tua vontade!...
Seja o nosso trabalho a oficina sagrada de bênçãos infinitas,
Converte-nos as dificuldades em estímulos santos,
Transforma os obstáculos da senda em renovadas lições...
Em teu nome,
Semearemos o bem onde surjam espinhos do mal,
Acenderemos tua luz onde a treva demore,
Verteremos o bálsamo do teu amor onde corra o pranto do sofrimento,
Proclamaremos tua bênção onde haja condenações,
Desfraldaremos tua bandeira de paz junto às guerras do ódio!
Senhor,
Dá que possamos servir-te
Com a fidelidade com que nos amas,
E perdoa nossas fragilidades e vacilações na execução de tua obra.
Fortifica-nos o coração
Para que o passado não nos perturbe e o futuro não nos inquiete,
A fim de que possamos honrar-te a confiança no dia de hoje,
Que nos deste
Para a renovação permanente até à vitória final.
Somos tutelados na Terra,
Confundidos na lembrança
De erros milenares,
Mas queremos, agora,
Com todas as forças d’alma,
Nossa libertação em teu amor para sempre!
Arranca-nos do coração as raízes do mal,
Liberta-nos dos desejos inferiores,
Dissipa as sombras que nos obscurecem a visão de teu plano divino
E ampara-nos para que sejamos
Servos leais de tua infinita sabedoria!
Dá-nos o equilíbrio de tua lei,
Apaga o incêndio das paixões que, por vezes,
Irrompe, ainda,
No âmago de nossos sentimentos,
Ameaçando-nos a construção da espiritualidade superior
Conserva-nos em tua inspiração redentora,
No ilimitado amor que nos reservaste
E que, integrados no teu trabalho de aperfeiçoamento incessante,
Possamos atender-te os sublimes desígnios,
Em todos os momentos,
Convertendo-nos em servidores fiéis de tua luz, para sempre!
Assim seja.
ANDRÉ LUIZ
(Do livro MENSAGEIROS DA LUZ, cap. final, FCXavier, FEB)
prece de aniceto
“Senhor, ensina-nos a receber as bênçãos
do serviço! Ainda não sabemos, Amado Jesus, compreender a extensão do
trabalho que nos confiaste! Permite, Senhor, possamos formar em nossa alma
a convicção de que a Obra do Mundo te pertence, a fim de que a vaidade não
se insinue em nossos corações com as aparências do bem!
Dá-nos, Mestre, o espírito de consagração aos nossos deveres e desapego
aos resultados que pertencem ao teu amor!
Ensina-nos a agir sem as algemas das paixões, para que reconheçamos os
teus santos objetivos!
Senhor Amorável, ajuda-nos a ser teus leais servidores, Amoroso,
concede-nos, ainda, as tuas lições, Juiz Reto, conduze-nos aos caminhos
direitos,
Médico Sublime, restaura-nos a saúde,
Pastor Compassivo, guia-nos à frente das águas vivas,
Engenheiro Sábio, dá-nos teu roteiro,
Administrador Generoso, inspira-nos a tarefa,
Semeador do Bem, ensina-nos a cultivar o campo de nossas almas,
Carpinteiro Divino, auxilia-nos a construir nossa casa eterna, Oleiro
Cuidadoso,
corrige-nos o vaso do coração,
Amigo Desvelado, sê Indulgente, ainda, para com as nossas fraquezas,
Príncipe da Paz, compadece-te de nosso espírito frágil, abre nossos olhos
e mostra-nos a estrada de teu Reino!"
ANDRÉ LUIZ
(Do livro
OS MENSAGEIROS, cap. final, FCXavier,
FEB)
PRECE DE EUSÉBIO
(No Mundo Maior)
Senhor
da Vida,
Abençoa-nos o propósito
De penetrar o caminho da Luz!...
Somos Teus filhos,
Ainda escravos de círculos restritos,
Mas a sede do Infinito
Dilacera-nos os véus do ser.
Herdeiros da imortalidade,
Buscamos-Te as fontes eternas
Esperando, confiantes, em Tua misericórdia.
De nós mesmos, Senhor, nada podemos.
Sem Ti, somos frondes decepadas
Que o fogo da experiência
Tortura ou transforma...
Unidos, no entanto, ao Teu Amor,
Somos condicionadores gloriosos
De Tua Criação interminável.
Somos alguns milhares
Neste campo terrestre;
E, antes de tudo,
Louvamos-Te a grandeza
Que não nos oprime a pequenez...
Dilata-nos a percepção diante da vida,
Abre-nos os olhos
Enevoados pelo sono da ilusão
Para que divisemos Tua glória sem fim!...
Desperta-nos docemente o ouvido,
A fim de percebermos o cântico
De tua sublime eternidade.
Abençoa as sementes de sabedoria
Que os teus mensageiros esparziram
No campo de nossas almas;
Fecunda-nos o solo interior,
Para que os divinos germens não pereçam.
Sabemos, Pai,
Que o suor do trabalho
E a lágrima da redenção
Constituem adubo generoso
A floração de nossas sementeiras;
Todavia,
Sem Tua bênção,
O suor enlanguesce
E a lágrima desespera...
Sem Tua mão compassiva,
Os vermes das paixões
E as tempestades de nossos vícios
Podem arruinar-nos a lavoura incipiente.
Acorda-nos, Senhor da Vida,
Para a luz das oportunidades presentes;
Para que os atritos da luta não as inutilizem,
Guia-nos os pés para o supremo bem;
Reveste-nos o coração
Com a Tua serenidade paternal,
Robustecendo-nos a resistência!
Poderoso Senhor,
Ampara-nos a fragilidade,
Corrige-nos os erros,
Esclarece-nos a ignorância,
Acolhe-nos em Teu amoroso regaço.
Cumpram-se, Pai Amado,
Os Teus desígnios soberanos,
Agora e sempre.
Assim seja.
ANDRÉ LUIZ
(Do livro NO MUNDO MAIOR, 2º CAP.,
FCXavier, FEB)
PRECE DE ANDRÉ LUIZ
(Nos Domínios da Mediunidade)
Senhor Jesus!
Faze-nos dignos daqueles que espalham a verdade e o amor!
Acrescenta os tesouros da sabedoria nas almas que se engrandecem no amparo
aos semelhantes.
Ajuda aos que se despreocupam de si mesmos, distribuindo em Teu Nome a
esperança e a paz...
Ensina-nos a honrar-te os discípulos fiéis com o respeito e o carinho que
lhes devemos
Extirpa do campo de nossas almas a erva daninha da indisciplina e do
orgulho, para que a simplicidade nos favoreça a renovação.
Não nos deixes confiados à própria cegueira e guia-nos o passo, no rumo
daqueles companheiros que se elevam, humilhando-se, e que por serem nobres
e grandes, diante de Ti, não se sentem diminuídos, em se fazendo
pequeninos, a fim de auxiliar-nos...
Glorifica-os, Senhor, coroando-lhes a fronte com os teus lauréis de
luz!...
ANDRÉ LUIZ
(Do livro NOS DOMÍNIOS DA MEDIUNIDADE, final, FCXavier, FEB)
PRECE DE ANDRÉ LUIZ
(Em reunião no Plano Espiritual)
Senhor
Jesus,
Dá-nos o poder de operar a própria conversão,
Para que teu Reino de Amor seja irradiado
Do centro de nós mesmos!..
Contigo em nós,
Converteremos
A treva em claridade,
A dor em alegria,
O ódio e amor,
A descrença em fé viva,
A dúvida em certeza,
A maldade em bondade,
A ignorância em compreensão e sabedoria,
A dureza em ternura,
A fraqueza em força,
O egoísmo em cântico fraterno,
O orgulho em humildade,
O torvo mal em infinito bem!
Sabemos, Senhor,
Que de nós mesmos,
Somente possuímos a inferioridade
De que nos devemos desvencilhar...
Mas, unidos a Ti,
Somos galhos frutíferos
Na árvore dos séculos
Que as tempestades da experiência jamais deceparão!...
Assim, pois, Mestre Amoroso,
Digna-te amparar-nos
A fim de que nos elevemos
Ao encontro de tuas mãos sábias e compassivas,
Que nos erguerão da inutilidade
Para o serviço da Cooperação Divina,
Agora e para sempre. Assim Seja!...
ANDRÉ LUIZ
(Do livro VOLTEI - final, FCXavier, FEB)
Retornar
TOPO
EMMANUEL
ALGO MAIS NO NATAL
Senhor Jesus!
Diante do Natal, que te lembra a glória na manjedoura, nós te agradecemos:
a música da oração;
o regozijo da fé;
a mensagem de amor;
a alegria do lar;
o apelo a fraternidade;
o júbilo da esperança;
a bênção do trabalho;
a confiança no bem;
o tesouro da tua paz;
a palavra da Boa Nova;
e a confiança no futuro!...
Entretanto, oh! Divino Mestre, de corações voltados para o teu coração,
nós te suplicamos algo mais! ...Concede-nos,
Senhor, o dom inefável da humildade para que tenhamos a precisa coragem de
seguir-te os exemplos!
EMMANUEL
(Do livro “Luz do Coração”, Francisco Cândido Xavier - Edição CLARIM)
A
MANJEDOURA
As comemorações do Natal conduzem-nos o entendimento à eterna lição de
humildade de Jesus, no momento preciso em que a sua mensagem de amor
felicitou o coração das criaturas, fazendo-nos sentir, ainda, o sabor de
atualidade dos seus divinos ensinamentos.
A Manjedoura foi o Caminho.
A exemplificação era a Verdade.
O Calvário constituía a Vida.
Sem o Caminho, o homem terrestre não atingirá os tesouros da Verdade e da
Vida.
É por isso que, emaranhados no cipoal da ambição menos digna, os povos
modernos, perdendo o roteiro da simplicidade cristã, desgarra-se da
estrada que os conduziria à evolução definitiva, com o Evangelho do
Senhor. Sem ele, que constitui o assunto de todas as ciências espirituais,
perderam-se as criaturas humanas, nos desfiladeiros escabrosos da
impiedade.
Debalde, invoca-se o prestígio das religiões numerosas, que se afastaram
da Religião Única, que é a Verdade ou a Exemplificação com o Cristo.
Com as doutrinas da Índia, mesmo no seio de suas filosofias mais
avançadas, vemos os párias miseráveis morrendo de fome, à porta suntuosa
dos pagodes de ouro das castas privilegiadas.
Com o budismo e com o xintoísmo, temos o Japão e a China mergulhados num
oceano de metralha e de sangue.
Com o Alcorão e com o judaísmo, temos as nefandas disputas da Palestina.
Com o catolicismo, que mais de perto deveria representar o pensamento
evangélico, na civilização ocidental, vemos basílicas suntuosas e frias,
onde já se extinguiram quase todas as luzes da fé. Aí dentro, com os
requintes da ciência sem consciência e do raciocínio sem coração,
assistimos as guerras absurdas da conquista pela força, identificamos o
veneno das doutrinas extremistas e perversoras, verificamos a onda pesada
de sangue fratricida, nas revoluções injustificáveis, e anotamos a
revivescência das perseguições inquisitórias da Idade Média, com as mais
sombrias perspectivas de destruição.
Um sopro de morte atira ao mundo atual supremo cartel de desafio.
Não obstante o progresso material sente a alma humana que sinistros
vaticínios lhe pesam sobre a fronte. É que a tempestade de amargura na
dolorosa transição do momento significa que o homem se mantém muito
distante da Verdade e da Vida.
As lembranças do Natal, porém, na sua simplicidade, indicam à Terra o
caminho da Manjedoura... Sem ele, os povos do mundo não alcançarão as
fontes regeneradoras da fraternidade e da paz. Sem ele, tudo serão
perturbação e sofrimento nas almas, presas no turbilhão das trevas
angustiosas, porque essa estrada providencial para os corações humanos é
ainda o Caminho esquecido da Humildade.
EMMANUEL
(Do livro ANTOLOGIA MEDIÚNICA DO NATAL, Francisco Cândido Xavier -
Espíritos Diversos)
LOUVOR DO NATAL
Senhor Jesus!
Quando vieste ao mundo, numerosos conquistadores haviam passado,
cimentando reinos de pedra com sangue e lágrimas.
Na retaguarda dos carros de ouro e púrpura com que lhes fulgia as
vitórias, alastravam-se, como rastros da morte, a degradação e a pilhagem,
a maldição do solo envilecido e o choro das vítimas indefesas.
Levantaram-se, poderosos, em palácios fortificados e faziam leis de baraço
e cutelo, para serem, logo após, esquecidos no rol dos carrascos da
Humanidade.
Entretanto, Senhor, nasceste nas palhas e permaneceste lembrado para
sempre.
Ninguém sabe até hoje quais tenham sido os tratadores de animais que te
ofertaram esburacada manta, por leito simples, e ignora-se quem foi o
benfeitor que te arrancou ao desconforto da estrebaria para o clima do
lar.
Cresceste sem nada pedir que não fosse o culto à verdadeira fraternidade.
Escolheste vilarejos anônimos para a moldura de tua palavra
sublime...Buscaste para companheiros de tua obra homens rudes, cujas mãos
calejadas não lhes favoreciam os vôos do pensamento. E conversaste com a
multidão, sem propaganda condicionada.
No entanto, ninguém conhece o nome das crianças que te pousaram nos
joelhos amigos, nem das mãos fatigadas a quem te dirigiste na via pública!
A História, que homenageava Júlio César, discutia Horácio, enaltecia
Tibério, comentava Virgílio e admirava Mecenas, não te quis conhecer em
pessoa, ao lado de tua revelação, mas o povo te guardou a presença divina
e as personagens de tua epopéia chamam-se “o cego Bartimeu”, “o homem de
mão mirrada”, “o servo do centurião”, “o mancebo rico”, a “mulher
Cananéia”, “o gago de Decápolis”, “a sogra de Pedro”, “Lázaro, o irmão de
Marta e Maria”.
Ainda assim, Senhor, sem finanças e sem cobertura política, sem assessores
e sem armas, venceste os séculos e estás diante de nós, tão vivo hoje
quanto ontem, chamando-nos o espírito ao amor e à humildade que
exemplificaste, para que surjam, na Terra, sem dissensão e sem violência,
o trabalho e a riqueza, a tranquilidade e a alegria, com bênção de todos.
É por isso que, emocionados, recordando-te a manjedoura, repetimos em
prece:
- Salve, Cristo! Os que aspiram a conquistar desde agora, em si mesmos, a
luz de teu reino e a força de tua paz, te glorificam e te saúdam!...
EMMANUEL
(Do livro ANTOLOGIA MEDIÚNICA DO NATAL, Francisco Cândido Xavier -
Espíritos Diversos)
MEDITANDO O NATAL
Na exaltação do Natal do Senhor, acalentemos nossa fé em Jesus, sem nos
esquecermos da fé que Jesus deposita em nós.
Não desceria o Senhor da comunhão com os Anjos, sem positiva confiança nos
homens.
É por isso que, da Manjedoura de Simplicidade e Alegria à Cruz da
Renunciação e da Morte, vemo-lo preocupado na recuperação das criaturas.
Convida pescadores humildes ao seu ministério salvador e transforma-os em
advogados da redenção humana.
Vai ao encontro de Madalena, possuída pelos adversários do bem, e
converte-a em mensageira de luz.
Chama Zaqueu, mergulhado no conforto da posse material, e faz dele o
administrador consciente e justo.
Não conhece qualquer desânimo, ante a negação de Pedro, e nele edifica o
apóstolo fiel que lhe defenderia o Evangelho até o martírio e a
crucificação.
Não se agasta com as dúvidas de Tomé e eleva-o à condição de missionário
valoroso, que lhe sustenta a causa, até o sacrifício.
Não se sente ofendido aos golpes da incompreensão de Saulo, o perseguidor,
e visita-o, às portas de Damasco, investindo-o na sua posição de emissário
de Sua Graça, coroando de claridades eternas...
A fé e o otimismo do Cristo começaram na descida à estrebaria singela e
continuam, até hoje, amparando-nos e redimindo-nos, dia a dia...
Assinalando, assim, os júbilos do Natal, recordemos a confiança do Mestre
e afeiçoemo-nos à sua obra de amor e luz, tomando por marco de partida a
nossa própria existência.
O Senhor nos conclama à tarefa que o evangelho nos assinala...
Nos primeiros três séculos de Cristianismo, os discípulos que lhe ouviram
a Celeste Revelação levantaram-se e serviram-no com sangue e sofrimento,
aflição e lágrimas.
Que nós outros estejamos agora dispostos a consagrar-lhe igualmente as
nossas vidas, considerando o crédito moral que a atitude d’Ele para
conosco significa...
Aprendamos, trabalhemos e sirvamos, até que um dia, qual aconteceu ao
velho Simeão, da Boa Nova, possamos exclamar ante a Presença Divina:
- “Agora, Senhor, despede em paz o teu servo, segundo a tua palavra,
porque, em verdade, meus olhos já viram a salvação.”
(Do livro ANTOLOGIA MEDIÚNICA DO NATAL, Francisco Cândido Xavier -
Espíritos Diversos)
NATAL
"Glória a Deus nas Alturas, paz na Terra e
boa vontade para com os homens”.
(LUCAS, 2:14).
O cântico das legiões angélicas, na Noite Divina, expressa o programa do
Pai acerca do apostolado que se reservaria ao Mestre nascente.
O louvor celeste sintetiza, em três enunciados pequeninos, a plataforma do
Cristianismo inteiro.
Glória Deus nas Alturas, significando o imperativo de nossa consagração ao
Senhor Supremo, de todo o coração e de toda a alma.
Paz na Terra, traduzindo a fraternidade que nos compete incentivar, no
plano de cada dia, com todas as criaturas.
Boa Vontade para com os homens, definindo as nossas obrigações de serviço
espontâneo, uns à frente dos outros, no grande roteiro da Humanidade.
O Natal exprime renovação da alma e do mundo, nas bases do Amor, da
Solidariedade e do Trabalho.
Dantes, os que se anunciavam, em nome de Deus, exibiam a púrpura dos
triunfadores sobre o acervo de cadáveres e despojos dos vencidos.
Com o Enviado Celeste, que surge na Manjedoura, temos o Divino Vencedor
arrebanhando os fracos e os sofredores, os pobres e os humildes para a
revelação do Bem Universal.
Dantes, exércitos e armadilhas, flagelos e punhais, chuvas de lodo e lama
para a conquista sanguinolenta.
Agora, porém, e um Coração armado de Amor, aberto à compreensão de todas
as dores, ao encontro das almas.
Não amaldiçoa.
Não condena.
Não fere.
Fortalecem as boas obras.
Ensina e passa.
Auxilia e segue adiante.
Consola os aflitos, sem esquecer-se de consagrar o júbilo esponsalício de
Caná.
Reconforta-se com os discípulos no jardim doméstico; todavia, não
desampara a multidão na praça pública.
Exalta as virtudes femininas no Lar de Pedro; contudo, não menospreza a
Madalena transviada.
Partilha o pão singelo dos pescadores, mas não menoscaba o banquete dos
publicanos.
Cura Bartimeu, o cego esquecido; entretanto, não olvida Zaqueu, o rico
enganado.
Estima a nobreza dos amigos; contudo, não desdenha a cruz entre os
ladrões.
O Cristo na Manjedoura representava o Pai na Terra.
O cristão no mundo é o Cristo dentro da vida.
Natal! Glória a Deus! Paz na Terra! Boa Vontade para com os Homens!
Se já podes ouvir a mensagem da Noite Inesquecível, recorda que a Boa
Vontade para com todas as criaturas é o nosso dever de sempre.
(Do livro ANTOLOGIA MEDIÚNICA DO NATAL, Francisco Cândido Xavier -
Espíritos Diversos)
NO NATAL
É
inútil que se apresente Jesus como filósofo do mundo.
O Mestre não era um simples reformador.
Nem a sua vida constituiu um fato que só alcançaria significação depois de
seus feitos inesquecíveis,
culminantes na cruz.
Jesus Cristo era o esperado.
Pela sua vinda, numerosas gerações choraram e sofreram.
A chegada do Mestre foi a Benção
Os que desejavam caminhar para Deus alcançavam a Porta.
O Velho Testamento está cheio de esperanças no Messias.
O Evangelho de Lucas refere-se a um homem chamado Simeão, que vivia
esperando a consolação de Israel. Homem justo e inspirado pelas forças do
Céu, vendo a Divina Criança, no Templo, tomou-a nos braços, louvou ao
Altíssimo e exclamou: Agora, Senhor, despede em paz o teu servo, segundo a
tua palavra.”
Havia surgido a consolação.
Ninguém estaria deserdado.
Deus repartira seu coração com os filhos da Terra.
E por isso que o Natal é a festa de lágrimas da Alegria.
EMMANUEL
(Do livro Fonte de Paz. Psicografia de Francisco Cândido Xavier)
Natal II
"Glória a Deus nas Alturas,
paz na Terra e boa vontade parai com os Homens." Lucas, 2:14.
As legiões angélicas, junto à Manjedoura, anunciando o Grande Renovador,
não apresentaram qualquer ação de reajuste violento.
Glória a Deus no Universo Divino.
Paz na Terra.
Boa vontade para com os homens.
O Pai Supremo, legando a nova era de segurança e tranqüilidade ao mundo,
não declarava o Embaixador Celeste investido de poderes para ferir ou
destruir.
Nem castigo ao rico avarento.
Nem punição ao pobre desesperado.
Nem desprezo aos fracos.
Nem condenação aos pecadores.
Nem hostilidade para com o fariseu orgulhoso.
Nem anátema contra o gentio inconsciente.
Derramava-se o Tesouro Divino, pelas mãos de Jesus, para o serviço da Boa
Vontade. .
A justiça do "olho por olho" e do "dente por dente" encontrara, enfim, o
Amor disposto à sublime renúncia até à cruz.
Homens e animais, assombrados ante a luz nascente na estrebaria,
assinalaram júbilo inexprimível...
Daquele inolvidável momento em diante a Terra se renovaria.
O algoz seria digno de piedade.
O inimigo converter-se-ia em irmão transviado.
O criminoso passaria à condição de doente.
Em Roma, o povo gradativamente extinguiria a matança nos circos. Em Sídon,
os escravos deixariam de ter os olhos vazados pela crueldade dos senhores.
Em Jerusalém, os enfermos não mais sofreriam relegados ao abandono nos
vales de imundície.
Jesus trazia consigo a mensagem da verdadeira fraternidade e, revelando-a,
transitou, vitorioso, do berço de palha ao madeiro sanguinolento.
Irmão, que ouves no Natal os ecos suaves do cântico milagroso dos anjos,
recorda que o Mestre veio até nós para que nos amemos uns aos outros.
Natal! Boa Nova! Boa Vontade!...
Estendamos a simpatia a todos e comecemos a viver realmente com Jesus, sob
os esplendores de um novo dia.
EMMANUEL
(De O Reformador nº12 – Dezembro/1950, Francisco Cândido Xavier)
O
NATAL DO CRISTO
A Sabedoria da Vida situou o Natal de Jesus frente do Ano Novo, na memória
da Humanidade, como que renovando as oportunidades do amor fraterno,
diante dos nossos compromissos com o Tempo.
Projetam-se anualmente, sobre a Terra os mesmos raios excelsos da Estrela
de Belém, clareando a estrada dos corações na esteira dos dias
incessantes, convocando-nos a alma, em silêncio, à ascensão de todos os
recursos para o bem supremo.
A recordação do Mestre desperta novas vibrações no sentimento da
Cristandade.
Não mais o estábulo simples, nosso pr6prio espírito, em cujo íntimo o
Senhor deseja fazer mais luz...
Santas alegrias nos procuram a alma, em todos os campos do idealismo
evangélico
Natural o tom festivo das nossas manifestações de confiança renovada,
entretanto, não podemos olvidar o trabalho renovador a que o Natal nos
convida, cada ano, não obstante o pessimismo cristalizado de muitos
companheiros, que desistiram temporariamente da comunhão fraternal.
E o ensejo de novas relações, acordando raciocínios enregelados com as
notas harmoniosas do amor que o Mestre nos legou.
E a oportunidade de curar as nossas próprias fraquezas retificando
atitudes menos felizes, ou de esquecer as faltas alheias para conosco,
restabelecendo os elos da harmonia quebrada entre nós e os demais, em
obediência à lição da desculpa espontânea, quantas vezes se fizerem
necessárias.
È o passo definitivo para a descoberta de novas sementeiras de serviço
edificante, atrav6s da visita aos irmãos mais sofredores do que n6s mesmos
e da aproximação com aqueles que se mostram inclinados à cooperação no
progresso, a fim de praticarmos, mais intensivamente, o princípio do
“amemo-nos uns aos outros”.
Conforme a nossa atitude espiritual ante o Natal, assim aparece o Ano Novo
à nossa vida.
O aniversário de Jesus precede o natalício do Tempo.
Com o Mestre, recebemos o Dia do Amor e da Concórdia.
Com o tempo, encontramos o Dia da Fraternidade Universal.
O primeiro renova a alegria.
O segundo reforma a responsabilidade.
Comecemos oferecendo a Ele cinco minutos de pensamento e atividade e, a
breve espaço, nosso espírito se achará convertido em altar vivo de sua
infinita boa vontade para com as criaturas, nas bases da Sabedoria e do
Amor.
Não nos esqueçamos.
Se Jesus não nascer e crescer, na manjedoura de nossa alma, em vão os Anos
Novos se abrirão iluminados para nós.
EMMANUEL
(Do livro Fonte de Paz, Francisco Cândido Xavier)
OFERTA DE NATAL
Senhor!
Enquanto as melodias do Natal nos enternecem, recordamos também, ante o
céu iluminado, a estrela divina que te assinalou o berço na palha
singela!...
De novo, alcançam-nos os ouvidos as vozes angélicas:
- Glória a Deus nas Alturas, paz na Terra, boa vontade para com os
homens!...
E lembramo-nos do tópico inesquecível da narrativa de Lucas (Evangelho de
Lucas 2:8-11):
“Havia na região da manjedoura pastores que viviam nos campos e velavam
pelos rebanhos durante a noite; e um anjo do Senhor desceu onde eles se
achavam e a glória do Senhor brilhou ao redor deles, pelo que se fizeram
tomados de assombro... O anjo, porém, lhes disse: não temais! Eis que vos
trago boas novas de grande alegria, que serão para todo o povo... É que
hoje vos nasceu, na cidade de David, o Salvador, que é o Cristo, o
Senhor”.
Desde o momento em que os pastores maravilhados se movimentaram para
ver-te, na hora da alva, começaste, por misericórdia tua, a receber os
testemunhos de afeição dos filhos da Terra.
Todavia, muito antes que te homenageassem com o ouro, o incenso e a mirra,
expressando a admiração e a reverência do mundo, o teu cetro invisível se
dignou acolher, em primeiro lugar, as pequeninas dádivas dos últimos!
Só tu sabes, Senhor, os nome daqueles que algo te ofertaram, em nome do
amor puro, nos instantes da estrebaria:
A primeira frase de bênção...
A luz da candeia que principiou a brilhar quando se apagaram as
irradiações do firmamento...
Os panos que te livraram do frio...
A manta humilde que te garantiu o leito improvisado...
Os primeiros braços que te enlaçaram ao colo para que José e Maria
repousassem...
A primeira tigela de leite...
O socorro aos pais cansados...
Os utensílios de empréstimo para que te não faltasse assistência...
A bondade que manteve a ordem, ao redor a manjedoura, preservando-a de
possíveis assaltos...
O feno para o animal que devia transportar-te...
Hoje, Senhor, que quase vinte séculos transcorreram, sobre o teu
nascimento, nós, os pequeninos obreiros desencarnados, com a honra de
cooperar em teu Evangelho Redivivo, pedimos vênia para algo te ofertar...
Nada possuindo de nós, trazemos-te as páginas simples que Tu mesmo nos
inspiraste, os pensamentos de gratidão e de amor que nos saíram do
coração, em forma de letras, em louvor de tua infinita bondade!
Recebe-os, ó Divino Benfeitor! Com a benevolência com que acolheste as
primeiras palavras e respeito e os primeiros gestos de carinho com que as
criaturas rudes e anônimas te afagaram na gloriosa descida à Terra!... E
que nós – espíritos milenares fatigados do erro, mas renovados na
esperança – possamos rever-te a figura sublime, nos recessos do coração, e
repetir, como o velho Simeão, após acariciar-te na longa vigília do
Templo:
- “Agora, Senhor, despede em paz os teus servos, segundo a tua palavra,
porque os nossos olhos viram a salvação!..."
EMMANUEL
(Do livro ANTOLOGIA MEDIÚNICA DO NATAL, Francisco Cândido Xavier -
Espíritos Diversos)
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